O Púlpito e o Punhal

Por Cleyton Gadelha

O Púlpito e o Punhal Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.

As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em "evangélica", as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos "dentes de ouro" à "Marcha prá Jesus" parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja. [...]

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Evangelização e Missões

Apresentação do livro “Evangelização e Missões”:

Deus.

Evangelização e Missões A maior motivação para a ação missionária é tornar Deus conhecido e levar todos os homens a adorá-lo. Esse é o argumento de Tom Wells em seu pequeno clássico sobre missões. É isso que move todo esforço missionário, todo chamado e sacrifício. É o senso da glória e majestade de Deus que deve levar homens e mulheres a deixarem tudo, seu lar, família, conforto, país, cultura, para lançarem-se na tarefa deanunciar entre as nações a sua glória e entre todos os povos, as suas maravilhas. O salmista, aliás, demonstra no Salmo 147.1 que adorar a Deus deve ser o desejo mais intenso de todo homem.

Esse é o eixo em torno do qual tem girado todo ministério de ensino de John Piper: A realidade de que adorar a Deus e gozar sua presença é o principal tesouro, a grande conquista, a melhor porção, o bem mais precioso, a maior alegria e o prazer mais doce e intenso que o homem pode ter. Sua famosa frase, que diz que “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele”, aponta para a necessidade de tornar Deus conhecido em sua plenitude e glória e por isso ele tem afirmado que a missão de sua vida é “espalhar paixão pela soberania de Deus em todas as coisas, para a alegria de todos os povos”. [...]

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O Cristianismo Continua Vivo e Presente na Alemanha

Culto evangélico no centro de Frankfurt, AL.

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A Caminho de Frankfurt, AL

A Editora Fiel vai à Feira do Livro de Frankfurt.

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O que Aprendi na Fiel

Por Rodrigo Rezende

O que Aprendi na Fiel

Durante os dias 3 a 7 de outubro aconteceu em Águas de Lindóia a Conferência Fiel 2011. Além de rever muitos amigos, alguns que não via há muito tempo, tive a oportunidade de aprender mais do Senhor e de mim mesmo. Então aqui estão algumas coisas que pude aprender:

1. Como o meu coração é idólatra – Eu já sabia disso, mas tinha me esquecido, foi preciso o Senhor me relembrar. Essa foi a primeira vez que fui à Conferência Fiel, e fui por causa do John Piper. E Deus revelou a minha idolatria, me mostrando que ele é homem, e me mostrando que existem muitos outros homens espalhados na terra que são usados por Deus para falar ao nosso coração. E Deus usou o irmão Stuart Olyott para me mostrar isso. Um senhorzinho do país de Gales, para mim desconhecido, mas não para Deus. Como Deus usou esse homem para falar ao meu coração idólatra.

2. A satisfação em Deus – Em sua última pregação John Piper falou sobre a base da nossa alegria, ou da nossa satisfação. E eu pude perceber que muitas vezes ou na maioria esmagadora das vezes o que estava na base da minha satisfação era eu mesmo. Se fosse fazendo perguntas do porque me sinto alegre com algo, no fundo percebia que eram as minhas vontades. Saí da conferência com o desejo de que Deus seja a minha total satisfação. Então as circunstâncias virão, mas não me abalarão, porque a minha alegria e satisfação estão na rocha que é o Senhor.

3. Necessidade da oração – Em uma de suas palavras sobre Jonas, Stuart Olyott falou da necessidade da oração. Jonas esperou estar no ventre de um peixe para conversar com o Senhor. Será que vou ter que esperar que alguma coisa assim aconteça comigo para que eu me relacione com o Senhor através da oração? Preciso orar mais, não por obrigação, mas por amor, por necessidade, porque sem ele eu não sou nada.

4. Confiança na soberania de Deus – O Dr. Agustus Nicodemos explicou com extrema perspicácia Romanos 9 e 10, uma exegese maravilhosamente explicada e extremamente prática sobre a confiança na soberania de Deus. As vezes falamos que entendemos e confiamos na soberania de Deus, mas quando a coisa aperta vem a desconfiança, ansiedade e tantas outras coisas que revelam a nossa falta de confiança na soberania de Deus.

5. Reaprendi a louvar com hinos – Quem me conhece sabe que eu gosto muito de música e que não sou muito fã de hinos, nada contra os hinos e muito menos contra quem gosta só que eu não sou muito fã. Lá na conferência só tinha hino, e eu reaprendi que isso também é louvor e que Deus se agrada, mesmo que eu não me agrade muito. E que a maioria dos irmãos estava achando ótimo e que eu poderia abrir mão do que eu gosto em prol dos meus irmãos.

A verdade é que devemos estar preparados para aprender com tudo e todos, aproveitar as oportunidades que Deus coloca na nossa vida para aprender mais dele, aprender a remir os dias porque existe muita coisa a aprender.

Mas principalmente precisamos estar preocupados em praticar tudo aquilo que aprendemos, porque já sabemos muitas coisas que não praticamos, se não só acumularemos conhecimento.

Por seu Reino.

Rodrigo Rezende

Extraído de: prrodrigorezende.blogspot.com

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Minha Grande Decepção com John Piper

Por Mauricio Zágari

Minha Grande Decepção com John Piper Todo cristão que se preza sabe quem é John Piper e já leu alguns de seus livros. Não é seu caso? Então corra e leia!  Pois bem, não escrevo para fazer propaganda dos livros de Piper, embora faria com todo prazer. Pois bem, passei a semana inteira na 27a Conferência Teológica da Editora Fiel, na qual ele era o preletor mais esperado. Fui com expectativa. Primeiro porque esse pastor, escritor e conferencista polêmico prega Bíblia. E Bíblia pura, sem firulas ou meias-palavras  Para quem está exausto de estar cercado de tanto cristianismo raso, seria a oportunidade de ouvir alguém que tem dito o que realmente importa em se tratando de fé cristã, alguém que não acha que a expressão “ortodoxia bíblica” é palavrão. Que prega o epicentro da fé, o tutano do cristianismo. Já tinha notado isso ao entrevistá-lo para a revista Cristianismo Hoje e ao ouvir muitas de suas pregações. Mas nada substitui o “ao vivo”.

Tive a oportunidade, como editor do programa de rádio Mosaico Cristão e do APENAS, de participar de uma entrevista coletiva para um grupo selecionado de poucas pessoas. Não vou dizer tudo o que ele falou, você poderá ouvir a entrevista na íntegra, com 30 minutos de duração, no dia 16/10, no Mosaico Cristão (horários e link para ouvir via web estão no twitter, pelo @Mosaico_Cristao), com perguntas minhas, do Pr. Renato Vargens (@Renatovargens), Vinicius (do blog Voltemos ao Evangelho – @voltemos), a turma do blog iPródigo (@iprodigo) e outros blogueiros e repórteres amigos.

Mas, no pouco tempo em que estivemos na mesma sala pude ver um homem pequeno, de baixa estatura, que fala como um gigante. Afinal, um cara que tem coragem de peitar as heresias e pôr o dedo na cara delas deveria ser um sujeito parrudão. Não foi o que vi. Conheci um baixinho mirradinho mas que, quando abre a boca, o que saem são pérolas e mais pérolas bíblicas. Tudo coerente. Numa época em que Missão Integral está na crista da onda, ele tem o peito de dizer que temos de ajudar sim o pobre, mas que de nada adianta ajudá-lo se depois ele vai passar a eternidade no inferno. Que diz que Teologia da Prosperidade é antibíblica e cruel. Que Teologia Relacional é fazer Deus deixar de ser Deus. Na linguagem do Nordeste, Piper se mostrou ser um “sujeito-homem”. Pois diz o que tem de ser dito. Ele não é arrogante: é bíblico e faz isso de forma incisiva.

Certa vez vi uma twitcam em que um grupo de jovens cristãos emergentes (que recentemente racharam com sua igreja original e agora convregam num local onde até cesta de basquete no salão tem) o acusavam de “não ter amor”, pela forma como fala. Nada mais distante da realidade. Vi ali puro amor… pela santidade  e a soberania de Deus.

O que ouvi sair daqueles lábios foi Evangelho puro. Foi “você é pecador, arrependa-se e entregue-se a Cristo, para a glória dEle”. A mensagem de Jesus.  Não ouvi projetos sociais que não ecoarão pela eternidade. Não ouvi bobagens sobre o amor de Deus ditas em frases poéticas. Não ouvi nenhuma vontade de agradar quem quer que seja exceto Jesus. Saí de meu encontro com Piper com a certeza de que ainda há os que percebem que cristianismo é sobre a eternidade ao lado de Cristo. Tem pouco ou quase nada a ver com esta vida, que a Biblia diz que é “como um sopro” ou “como uma neblina”.

Não o idolatro. Não o tenho como quarto membro da Trindade. Vejo nele um homem falho como eu e você. Mas meu encontro com John Piper confirmou uma certeza que eu já tinha: o Evangelho e Jesus não precisam de mais pregadores da prosperidade, de marxismo cristão, de ativismos em nome de Cristo, de universalistas, de poetas que dizem que Deus não está no controle, de gente que ataca a igreja institucional achando que esta fazendo uma grande coisa. Tudo isso, como disse Paulo, “considero como esterco”. Basta de igrejas e pastores moderninhos que querem “ganhar” a juventude usando roupa da moda, cabelo estiloso e indo a shows de Ozzy Osbourne.

Imagino Cristo olhando isso tudo e dizendo “não entenderam nada”.

Sai do encontro com John Piper com a certeza de que Jesus quer mais Johns Pipers. Homens e mulheres que não têm vergonha de proclamar as Escrituras, doa a quem doer. Homens como Augustus Nicodemos Lopes, Walter McAlister, Franklin Ferreira, Paul Washer. Pois são esses que vão pregar o que Cristo pregou, que vão pôr Jesus e não o homem no centro de tudo e, acima de qualquer coisa cumprirão a missão de Deus e a razão da criação do homem: a GLÓRIA DE DEUS.

Ah sim, já ia me esquecendo de dizer qual foi a minha grande decepção. A grande decepção sou eu. Foi perceber o quanto estou longe do que deveria ser. Meu conhecimento teológico é pequeno. Minha ousadia ao proclamar o Evangelho é pífia. O que tenho feito para glorificar Deus tem sido muito pouco. Meu encontro com John Piper foi um despertamento: está na hora de começar a fazer alguma coisa. Fazer mais.  É o mínimo que posso fazer por Aquele que me chamou das trevas para sua maravilhosa luz. E você? O que tem feito para a glória de Deus além de gritar “glória a Deus!” durante cultos dominicais? Acho que Piper tem feito mais que issso. Que eu possa fazer também, com cada inspiração de meus pulmões, cada palavra que saia de meus lábios e cada ação que minhas mãos executem.

Paz a todos vocês que estão em Cristo

Mauricio Zágari

Extraído de: apenas1.wordpress.com

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Um Balanço da Conferência Fiel 2011

Por Norma Braga

Um Balanço da Conferência Fiel 2011

Como trabalho em casa, em uma tradução e, agora, em meu livro para a Vida Nova, pude assistir por internet a quase todas as pregações e os workshops da Conferência Fiel sobre Evangelização & Missões deste ano. Vou tentar descrever em poucas linhas o quanto esses dias foram abençoadores para mim.

No dia 4 de outubro, o pr. Mauro Meister trouxe uma palavra primordial para quem se interessa pelo tema, apontando com vigor um erro corrente entre nós: as missões não são a razão principal da igreja; a glória de Deus, sim, vem em primeiro posto. Por que precisamos sempre repetir essas coisas? Por termos a tendência de considerar as missões (campanhas de evangelização, pregações em estádios, implantação de igrejas em terras distantes, o próprio pastorado etc.) como A missão. É como se o pai de família, que nunca saiu nem de sua cidade, que cuida bem de sua casa, da esposa, dos filhos – principalmente no aspecto espiritual, pastoreando com amor seus corações -, não estivesse glorificando tanto a Deus quanto um megaevangelista em cruzadas internacionais. Somos criaturas com tendência para valorizar o exterior mais que o interior; há um fariseu à espreita em cada um de nós (e se você pensou agora, “em mim não”, cuidado, hein!). Na verdade, no momento em que o ladrão na cruz dirigiu aquele pedido a Cristo, ele glorificou a Deus, tanto que Cristo o levou consigo para o céu. E o que ele fez? Nada, e, ao mesmo tempo, tudo: creu em Cristo e acolheu a vida eterna no coração. Precisamos lembrar sempre nossa verdadeira finalidade, que é glorificar a Deus, seja silenciosamente, seja sob os holofotes. Além disso, se as missões fossem a razão principal da igreja, seríamos pobres legalistas pragmáticos, só pensando em fazer-fazer-fazer, imprestáveis para a adoração e o amor – sequer teríamos tempo para a quietude com Deus e o pastorear íntimo dos nossos queridos (e muitas vezes não temos mesmo: por isso é tão importante rever nossas prioridades!).

Essa ênfase na glória de Deus, algo fantástico e tremendamente necessário em uma conferência sobre missões, foi confirmada novamente na pregação de Piper sobre o primeiro pedido de Jesus no Pai Nosso: “santificado seja o Teu nome”. Tudo ocorre primeiro no coração. A interioridade deve ser o primeiro local da santificação do nome de Deus; depois, levamos isto para fora, para as "missões". Por isso, um trabalho imenso de sondagem de ídolos deve ser feito, todos os dias. Se nosso propósito último não for glorificar Seu nome, precisamos pedir para que seja. Oh Deus, sonda e destrói os ídolos do nosso coração!

A pregação do pr. R. W. Glenn também buscou guardar-nos do farisaísmo, descrevendo a sutileza das armadilhas demoníacas que podem transformar nosso amor pela Palavra em um indicador de autojustiça. Anotei quase palavra por palavra de alguns trechos: “Nossa tendência é ver a correção doutrinária como algo que nos dá uns ‘pontinhos’ diante de Deus. Somos tão facilmente afastados da graça, confiando na autojustiça! Nós nos sentimos culpados quando as coisas vão bem em um dia em que pecamos; sentimos a necessidade de compensações pelo pecado; tentamos muitas vezes apaziguar nossa consciência culpada com nossos próprios recursos. Tudo isso é um substituto para Cristo. Temos que nos arrepender dessa autojustiça. Temos que nos arrepender por ficarmos desanimados com nossos pecados, pois esse desânimo é um sinal de nossa recusa ao que Deus fez por nós na cruz.”

Muito ainda haveria por dizer das demais pregações de Augustus Nicodemus, Franklin Ferreira e Stuart Olyott. Mas, para não me estender muito, passo a dizer de forma geral como essas palavras maravilhosas me impactaram. Chorei com várias pregações, vibrei com outras, fui inspirada por outras a escrever trechos de meu livro para a Vida Nova. Descobri dentro de mim um certo culto ao conforto emocional, que me faz sentir paralisada e temerosa quando penso em perseguições e martírios, e com muita tristeza pedi a Deus para me livrar desse ídolo. Ontem, confessei pra mim mesma que estou com saudade de ler mais a Bíblia (a gente faz culto doméstico, eu estudo em casa, mas faz tempo que não me entrego a uma leitura por horas, e tive saudade disso). Esses foram alguns dos frutos da Conferência – fora os que não sei, e só Deus sabe. Que Ele seja louvado!

*

Uma bronca: li em redes sociais por aí algumas reclamações sobre a Conferência. A pior delas foi: "não teve novidade". De fato, a ênfase na glória de Deus em primeiro lugar não é novidade alguma. A Bíblia, então, está por aí há uns dois mil anos… Novidade, de fato, não tem. Mas tem a “novidade de vida” que o apóstolo Paulo nos recomenda: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Romanos 6.4). Ora, o que é andar em novidade de vida? É matar todo dia o velho homem dentro de nós, lançando mão dos meios de graça que Deus nos proporciona: a oração, a comunhão, o contato com a Palavra. É cuidar para que permaneçamos firmes na graça de Deus, sabendo que essa graça nunca é totalmente experimentada e nossa tendência natural é fugir dela. Morrer para a morte do pecado, morrer com Cristo e ser ressuscitado por Ele, espiritualmente e, no final dos tempos, fisicamente – essa é toda a novidade de que precisamos! Se não vibramos mais com a única e maior novidade para nossas almas, devemos não apontar acusadoramente para o pregador, mas para a possível frieza de nosso coração. Já passei por uma fase assim, de “tédio espiritual”, e acabei concluindo que no fim o problema era meu mesmo. Esse é o primeiro ponto. O segundo é que as redes sociais precisam ser utilizadas para algo mais edificante. Não acho nem bom, nem justo, nem proveitoso esse tipo de crítica em público. Fica a dica para quem esquece que as redes sociais são palcos diante das multidões, e fala como se estivesse na sala de casa, de pijama e chinelos.

P.S. Não deixe de ler o empolgante relato de Augustus Nicodemus sobre as pregações de Piper no Brasil!

Norma Braga

Extraído de: normabraga.blogspot.com

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Reflexões do Brasil – John Piper

Legendado por: www.voltemosaoevangelho.com

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O que John Piper Representou no Brasil

Por Augustus Nicodemus Lopes

O que John Piper Representou no Brasil Tive o privilégio de estar com John Piper na Conferência da Fiel em Águas de Lindóia e depois no Mackenzie, onde ele falou na sexta à noite e no sábado pela manhã. Algumas coisas me impressionaram, como o recorde absoluto de audiência, tanto da Conferência Fiel, quanto dos eventos que costumeiramente são feitos no Mackenzie. Aqui destaco o papel crescente da internet e das mídias sociais (Facebook, Twitter, YouTube e outros). Houve muito mais gente assistindo as conferências ao vivo pela internet do que nos auditórios do Hotel Majestic e do Mackenzie. Durante as palestras, e depois delas, havia intensa troca de comentários e impressões nas mídias sociais por parte dos que estavam nos auditórios ou assistindo pela internet, o que leva à formação de uma comunidade cada vez maior reunida em torno, não do Piper, mas do que ele representa.

E este é o gancho para minha segunda observação. Os fatos acima descritos simplesmente confirmam o que vem sendo dito, inclusive por mídias não-cristãs, de que o Calvinismo passa por uma ressurgência, um avivamento, por assim dizer, que tem atingido especialmente os Estados Unidos e o Sul-Global — nome que tem sido dado à cristandade nas regiões da África, China e Brasil. Mas, não se trata daquela caricatura de calvinismo explorada pelos contrários – gente sisuda, fechada nas quatro paredes de seus templos, cantando salmos ao som de órgãos de tubo, de paletó e gravata e pregando a predestinação para o inferno. Este calvinismo que ressurge, e que tem sido chamado de vários nomes, fala da alegria em Deus, quer estar presente e influenciar a cultura moderna, utiliza o que ela tem de melhor a oferecer para a glória de Deus – a julgar pelo alto emprego de tecnologia que marca os eventos – sem, em momento algum, abandonar os pontos característicos da Reforma: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gratia, Solus Christus e Soli Deo Gloria. Além, é claro, dos famosos cinco pontos do Calvinismo: depravação total, eleição incondicional, expiação limitada (ou eficaz), graça irresistível e perseverança final dos santos.

O interesse pela fé reformada tem crescido tanto a ponto de romper as barreiras denominacionais, trazendo para o mesmo ambiente de estudo, adoração e louvor batistas, presbiterianos, independentes, comunidades, pentecostais, anglicanos e outros que partilham do mesmo entusiasmo pelas antigas doutrinas da graça. Isto ficou muito claro em Águas de Lindóia e no Mackenzie.

A terceira observação é que a maioria dos que estavam presentes na Fiel e no Mackenzie é composta de jovens. Acredito que a mesma coisa se poderia dizer dos que seguiram tudo pela internet. Para mim, este é um indicador extraordinário de que Deus está de fato tendo misericórdia de nós e nos dando uma sobrevida de pelo menos mais uma geração, enquanto que em outros lugares, onde um dia a fé reformada floresceu, apenas anciãos ocupam poucos lugares em enormes catedrais vazias.

Meu último comentário é que Piper pregou o tempo todo, na Fiel e no Mackenzie, num dos pontos principais do Calvinismo, sem levantar as sobrancelhas dos que detestam os calvinistas. Refiro-me à principal ênfase de Calvino, em suas Institutas e seus comentários, que é a glória de Deus como supremo bem do homem, ponto este capturado no slogan da Reforma, Soli Deo Gloria. Ao fazer isto, Piper mostrou que o calvinismo nada mais é que uma tentativa de honrar e pregar a mensagem central da Palavra de Deus, como Calvino tão apropriadamente nos mostrou. Não me lembro de ter ouvido Piper citar Calvino ou os puritanos, mas ele estava pregando calvinismo puro o tempo todo.

A Deus, portanto, toda glória.

Augustus Nicodemus Lopes

Extraído de: tempora-mores.blogspot.com

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Soli Deo Gloria

Amados irmãos,

Rick Denham Quero agradecer a todos os que participaram da 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes deste ano, da mini-conferência com o Pr. John Piper na Universidade Presbiteriana Mackenzie e no encontro de igrejas chamado “Juntos em Cristo”, no Rio de Janeiro. Ficamos gratos pela oportunidade de servir junto desses irmãos e fazer parte dessa união de cristãos preocupados com o evangelho, a pregação de Cristo para todos os povos e a glória de Deus. Aos irmãos da Universidade Presbiteriana Mackenzie e das igrejas da união “Juntos em Cristo”, nosso muito obrigado.

Agradecemos também aos irmãos blogueiros, jornalistas, editores que estiveram na conferência desse ano, acompanharam e ajudaram-nos na divulgação desses eventos. Os irmãos serão sempre muito bem vindos em nossos eventos.

Os preletores que estiverem conosco, cremos, tiveram muita graça do Senhor em suas palavras, apontando sempre para a glória daquele que nos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Aos irmãos Augustus Nicodemus, Franklin Ferreira, Stuart Olyott, Mauro Meister, John Piper, Sillas Campos e Robert Glenn, nosso muito obrigado. Que os irmãos permaneçam fiéis e que Deus continue abençoando e produzindo muito fruto através do ministério dos irmãos.

Mas, mais do que tudo, nós na Editora Fiel ficamos impressionados com a resposta dos irmãos que participaram de todos esses encontros – especialmente pela grande audiência na internet. Literalmente milhares de pessoas, de toda parte do Brasil e vários outros países participaram desses encontros de dentro de suas casas. Soubemos que algumas igrejas se organizaram para assistir pelo telão a transmissão online desses encontros. A todos esses irmãos, nosso sincero agradecimento.

Nossa maior alegria nesses dias foi apertar a mão dos irmãos, ler (daqueles que acompanhavam pela internet) e ouvir o testemunho de muitos irmãos sobre as bênçãos de Deus em suas vidas, sobre suas lutas, suas preocupações com a igreja. Que Deus os abençoe.

Soli Deo Gloria,

Rick Denham
Diretor
Editora Fiel

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Uma Manhã Inesquecível

Por Renato Vargens

Uma Manhã Inesquecível Os cultos da 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes estão se superando. Hoje pela manhã as 2600 pessoas que estiveram no auditório do Hotel Majestic, mais milhares de pessoas que pela internet assistiram as reuniões foram profundamente impactados pelas mensagens pregadas por Stuart Olyott e Augustus Nicodemus.

Olyott deu continuidade a série de mensagens no livro de Jonas onde de forma enfática exortou os presentes a não desobedecerem ao Senhor. Para o pregador Galês, desobedecer a Deus não compensa.

A segunda mensagem foi pregada por Augustus Nicodemus, que com autoridade continuou expondo o Evangelho de Romanos. Augustus conseguiu por mais de uma hora prender os presentes com uma mensagem, sólida, coerente e extremamente apaixonante.

Caro leitor, confesso que a mensagem proferida pelo Chanceler do Mackenzie foi uma das melhores que ouvi neste ano. Ao final de sua pregação Nicodemus expôs seis movimentos que na sua opinião inibem o trabalho missionário:

1- Universalismo
2- Ecumenismo
3- Hipercalvinismo
4- Liberalismo teológico
5- Legalismo
6- Pragmatismo

Louvo a Deus por essa maravilhosa manhã e por sua graça que se manifestou através da pregação das Escrituras.

Renato Vargens

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John Piper e Stuart Olyott, Pregadores de Uma Noite Especial

Por Renato Vargens

John Piper e Stuart Olyott, Pregadores de Uma Noite Especial Uma noite cheia da graça de Deus. É exatamente assim que defino a terceira noite da 27ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes.

John Piper, um dos mais esperados preletores desta conferência pregou com graça e maestria sobre a primeira parte da oração dominical ensinada por Jesus, a qual nos incentiva a santificar o nome de Deus. Segundo Piper, santificar o nome de Deus é o principal objetivo do universo. Ele também afirmou que Deus é apaixonado pela sua própria gloria e de que está comprometido em santificar seu nome, até aonde Ele ainda não é conhecido.

A segunda mensagem da noite foi pregada pelo excelente Stuart Olyott. O pastor galês deu continuidade a exposição que começou no dia de ontem sobre o livro de Jonas. Confesso que ouvir este homem de Deus durante estes dias tem sido um grande privilégio.

Nesta conferência tenho conversado com muitos amigos sobre as pregações ministradas pelo Pastor Olyott, e tem sido unânime por parte dos meus interlocutores a afirmação de que as mensagens por ele pregadas são ricas, profundas e cheias da graça de Deus. Foi impossível não se emocionar com o relato feito por ele sobre o Pai do filho pródigo.

Dias preciosos tem sido estes!

A Deus toda glória!

Renato Vargens

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