sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sua luta contra o orgulho

Vencendo o Mundo
O texto abaixo foi retirado de um dos capítulos do livro Vencendo o Mundo, de Dr. Joel Beeke, que será lançando pela Editora Fiel em dezembro de 2008. Dr. Beeke utilizou esse texto como base de uma das mensagens que pregou na 24ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes em outubro passado.

Sua luta
contra o orgulho

Dr. Joel Beeke
Joel Beeke

Atente à sua atitude para com o ministério. Os pastores podem desenvolver duas atitudes paralisantes em relação ao ministério: orgulho ou pessimismo. Ambas são mundanas, pois demonstram que o mundo ainda não está crucificado em nós. Neste capítulo, abordaremos o orgulho; nos próximos capítulos, o pessimismo.

O pecado de orgulho

Deus odeia o orgulho (Pv 6.16-17). Com seu coração, Ele odeia o orgulho; com seus lábios, amaldiçoa-o; com suas mãos, pune-o (Sl 119.21; Is 2.12; 23.9). O orgulho foi o primeiro inimigo de Deus. Foi o primeiro pecado no Paraíso e será o último que deixaremos na terra.
Como pecado, o orgulho é singular. Muitos pecados nos afastam de Deus, mas o orgulho é um ataque direto contra Deus. Eleva nosso coração acima de Deus e contra Ele. O orgulho procura destronar a Deus e entronizar a si mesmo.
O orgulho também procura destronar meu próximo. Sempre coloca a idolatria do “ego” acima do meu próximo. Em sua raiz, o orgulho transgride ambas as tábuas da Lei, todos os Dez Mandamentos.
O orgulho é complexo. “Assume muitas formas e estilos, envolvendo o coração como as camadas de uma cebola: quando remove uma camada, há outra por baixo”, escreveu Jonathan Edwards.
Nós, pastores, que estamos sempre sob o olhar das pessoas, somos particularmente inclinados ao pecado de orgulho. Conforme escreveu Richard Greenham: “Quanto mais piedoso for um homem, quanto mais graças e bênçãos de Deus estiverem sobre ele, tanto mais ele precisará orar, porque Satanás está muito ocupado em agir contra ele e porque é propenso a se envaidecer com uma presunçosa santidade”.
O orgulho se alimenta de qualquer coisa: uma medida justa de sabedoria e habilidade, um simples cumprimento, um tempo de prosperidade notável, uma chamada a servir a Deus em uma posição de prestígio — até a honra de sofrer por causa da verdade. “É muito difícil matar de fome esse pecado, visto que não existe quase nada do que ele não possa viver”, escreveu Richard Mayo.1
Se pensamos que estamos imunes ao pecado de orgulho, devemos perguntar a nós mesmos: quão dependente somos do louvor dos outros? Estamos mais preocupados com uma reputação de santidade do que com a própria santidade? O que os presentes e as recompensas que ganhamos de outros dizem a respeito de nosso ministério? Como reagimos ao criticismo das pessoas de nossa igreja?
Nossos antecessores não se consideravam imunes a este pecado. “Sei que sou orgulhoso; mas não conheço metade de meu orgulho”, escreveu Robert Murray M’Cheyne. Vinte anos depois de sua conversão, Jonathan Edwards lamentava as “profundezas insondáveis e infinitas de orgulho” deixadas em seu coração. E Lutero disse: “Tenho mais medo do papa do ‘ego’ do que do papa de Roma e de todos os seus cardeais”.
O orgulho destrói nossa obra. “Quando o orgulho escreve nosso sermão ele assume sua forma e sobe ao púlpito conosco”, disse Richard Baxter. “O orgulho forma o nosso tom, estimula nossa pregação e subtrai-nos aquilo que poderia ser desagradável às pessoas. Ele nos coloca na busca do fútil aplauso de nossos ouvintes. Faz os homens seguirem a si mesmos e buscarem sua própria glória.”2
Um pastor piedoso luta contra o orgulho, enquanto um pastor mundano alimenta o orgulho. “Os homens me admiram freqüentemente, e sinto deleite nisso”, admitiu Matthew Henry, “mas odeio o deleito que sinto”.3 Cotton Matthew recordava, quando o orgulho enchia seu coração de amargura e confusão diante do Senhor: “Esforçava-me para ver meu orgulho como a própria imagem do Diabo, contrário à imagem e graça de Cristo; vê-lo como uma ofensa contra Deus e uma afronta ao seu Espírito; como a tolice e a loucura mais insensata para alguém que não possuía nada excelente e uma natureza tão corrupta”.4 Thomas Shepard também lutava contra o orgulho. Em seu diário, na folha do dia 10 de novembro de 1642, ele escreveu: “Fiz um jejum pessoal, para obter mais clareza, a fim de ver toda a glória de Deus… e para obter a vitória sobre todo o orgulho remanescente em meu coração”.5
Você pode se identificar com esses pastores, em sua luta contra o orgulho? Você se importa bastante com seus irmãos no ministério, a ponto de admoestá-los a respeito deste pecado? Quando John Eliot, o missionário puritano, observava que um colega pensava muito elevado a respeito de si mesmo, diria para ele: “Irmão, estude a mortificação, estude a mortificação”.6

Maneiras de subjugar o orgulho

Como lutamos contra o orgulho? Eis algumas maneiras que nos ajudam a subjugar o orgulho.

● Entenda quão profundamente o orgulho está arraigado em nós e quão perigoso ele é para o ministério. Devemos protestar conosco mesmo como o puritano Richard Mayo: “Deve ser orgulhoso o homem que pecou como tu pecaste, que viveu como tens vivido, que desperdiçou tanto tempo, que abusou tanto da misericórdia, que omitiu tantos deveres, que negligenciou tão grandes meios e, por isso, entristeceu o Espírito de Deus, transgrediu a sua Lei, desonrou o seu nome. Deve ser orgulhoso o homem que tem um coração como o que tens”.7
● Olhe para Cristo. Se desejamos destruir o orgulho mundano e viver com humildade santa, olhemos para Cristo, nosso Salvador, cuja vida, conforme disse Calvino, “era nada mais do que uma série de sofrimentos”. Em nenhum outro lugar a humildade foi tão cultivada como no Getsêmani e no Calvário. Quando o orgulho ameaça você, considere o contraste entre um pastor orgulhoso e um Salvador humilde. Confesse, como Joseph Hall:

Teu jardim é o lugar
Onde o orgulho não pode entrar,
Pois, se ali ele ousasse entrar,
Logo seria afogado em sangue.

E cante, com Isaac Watts:

Quando investigo a maravilhosa cruz,
Em que morreu o Príncipe da Glória,
Meu maior ganho reputo como perda
E lanço desdém sobre todo o meu orgulho.

● Permaneça na Palavra. Em dependência do Espírito, leia, pesquise, memorize, ame, ore sobre ela e medite em passagens como Salmos 39.4-6; Salmos 51.17; Gálatas 6.14; Filipenses 2.5-8; Hebreus 12.1-4; 1 Pedro 4.1. Somente o Espírito pode destruir o poder de nosso orgulho e cultivar humildade em nosso íntimo, tomando as coisas de Cristo e revelando-as para nós.
● Busque um conhecimento mais profundo de Deus, seus atributos e sua glória. Jó e Isaías nos ensinam que nada é tão humilhante como o conhecimento de Deus (Jo 42; Is 6). Gaste tempo meditando nas grandezas e santidade de Deus, em comparação com sua pequenez e pecaminosidade.
● Pratique a humildade (Fp 2.3-4). Lembre como Agostinho respondeu a pergunta: “Quais as três virtudes que um pastor mais necessita?” Ele disse: “Humildade, humildade, humildade”. Para obter isso, procure ter maior consciência de sua depravação, bem como da hediondez e da irracionalidade do pecado. Não descanse enquanto não puder confessar diariamente como João Batista: “Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30), pois isto é a essência da humildade.
● Lembre, diariamente, que “a soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18). Considere suas aflições como dons de Deus para conservá-lo humilde. Considere seus talentos como dons de Deus que nunca lhe trazem qualquer honra (1 Co 4.7). Tudo que você já realizou e realizará veio das mãos de Deus.
● Encare a vitória sobre o orgulho como um processo vitalício que o chama a crescer em servidão. Esteja determinado a batalhar contra o orgulho, por considerar cada dia como uma oportunidade para esquecer-se de si mesmo e servir aos outros. Como escreveu Abraham Booth: “Não esqueça que toda a sua obra é ministerial — e não legislativa — para que você não seja um senhor da igreja, e sim um servo.8 O ato de servir é intrinsecamente humilhante.
● Leia a biografia de grandes santos, como Whitefield’s Jounals (Diário de Whitefield), A Vida de David Brainerd, e Spurgeon’s Early Years (Os Primeiros Anos de Spurgeon). Como disse Martin Lloyd-Jones: “Se isso não o trouxer à terra, declare que você é apenas um profissional, sem esperança”.9 Associe-se com santos que exemplificam humildade, e não com arrogantes ou bajuladores.
● Medite naquilo que os puritanos chamavam de “as quatro últimas coisas”: a solenidade da morte, a certeza do Dia do Juízo, a amplitude da eternidade e os estados inalteráveis do céu e do inferno. Considere o que você merece por causa do pecado e qual será o seu futuro por causa da graça. Permita que o contraste o humilhe (1 Pe 5.5-7).

Notas:

1. Puritan sermons, 1659-1689, being the morning exercises at Cripplegate. Wheaton, Ill.: Richard Owen Roberts, 1981. 3:378.
2. Baxter, Richard. The reformed pastor. New York: Robert Carter & Brothers, 1860. p. 212-226.
3. Citado em Bridges, Charles. Christian ministry. p.153.
4. Ibid. p. 152.
5. McGiffert, Michel (Ed.). God’s plot: puritan spirituality in Thomas Shepard’s Cambridge. Ambers: University of Massachusetts Press, 1994. p. 82, ss.
6. Citado em Bridges, Charles. Christian ministry. p.128.
7. Puritan sermons, 1659-1689, being the morning exercises at Cripplegate. Wheaton, Ill.: Richard Owen Roberts, 1981. 3:390.
8. In: Brown, John (Ed.). The christian pastor’s manual. Ligonier, Pa.: Soli Deo Gloria, 1991. p. 66.
9. Llyod-Jones, D. M. Pregação e pregadores. São José dos Campos: Fiel, 2007 p. xxx.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Arte Expositiva de João Calvino

Quem contribui com o blog hoje é o Julio César, membro da Igreja Batista da Graça e gerente de vendas da Editora Fiel. Leitor voraz, ele oferece uma resenha de um de nossos últimos lançamentos, A Arte Expositiva de João Calvino.

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Arte Expositiva de João Calvino Escrito por Steven J. Lawson, A Arte Expositiva de João Calvino é um livro essencial para os dias de hoje. Um livro pequeno, com uma linguagem bastante clara e simples, mas de grande relevância para o ministério dos pregadores contemporâneos.

O que você sabe sobre João Calvino? Aqueles minimamente familiarizados com a história do cristianismo sabem que ele foi um dos grandes reformadores da igreja, um dos maiores comentaristas da Bíblia, sendo considerado por muitos como o mais importante teólogo da história. Mas, e quanto ao seu ministério pastoral? Steven Lawson nos apresenta, em 144 páginas, trinta e quatro características da pregação de João Calvino, dentre elas algumas talvez desconhecidas por muitos pregadores e até mesmo por grandes admiradores do grande reformador.

Passando rapidamente por um resumo de sua vida e formação, o autor nos fornece vários detalhes sobre seu estilo e sua formidável capacidade como pregador. Como Lawson demonstra, Calvino era, acima de tudo, um pastor e pregador da Palavra de Deus. Ele sempre teve como objetivo transmitir a idéia central do texto bíblico, compromissado com o real significado das Escrituras, que o impulsionava a pregar com tanta dedicação e entusiasmo.

O autor nos mostra como trinta e quatro características estavam sempre presentes nas pregações de Calvino. Pode-se perceber como os vários aspectos da personalidade e da brilhante mente de Calvino são evidenciados em seus sermões. Como exemplo, podemos citar sua capacidade de pregar sem esboço, utilizando-se de seu profundo conhecimento e memorização dos textos bíblicos, além de uma mente zelosa e um coração devotado.

Poucos livros conseguem ser tão agradáveis e cativantes como este. Além de ser uma obra das mais ricas, ainda se mostra como um excelente manual de homilética. Ousaria dizer que este livro pode tornar-se uma referência para muitos pastores na preparação de sermões. Muitos poderão beneficiar-se desta jóia, inclusive moldar seu estilo de pregação ao de Calvino.

Numa época em que a pregação expositiva e fiel das Escrituras é negligenciada e, até mesmo evitada, A Arte Expositiva de João Calvino é o livro a ser lido. Que esta obra seja usada por Deus na vida de um grande número de pastores para que o interesse em aprender o significado do texto bíblico e não se perca.

Steven J. Lawson é pastor da Christ Fellowship Baptist Church em Mobile, Alabama. É membro do conselho de diretores do Master’s College and Seminary. Também é professor do Expositor’s Institute, junto com John MacArthur. Escreveu treze livros, incluindo Foundations of Grace, Made in Your Image e Famine in the Land: A Passionate Call for Expository Preaching. Ele e sua esposa Anne têm quatro filhos: Andrew, James, Grace Anne e John.

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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

At the end of the day

At the end of the day*

A palavra grega areté pode ser traduzida como “virtude” e, mais propriamente, “excelência”, sendo atualmente traduzida com o significado superlativo de “o máximo do que se pode ser”, tornar-se aquilo que somos chamados a ser. Como Werner Jaeger diz, “originalmente a palavra designava um valor objetivo naquele que qualificava, uma força que lhe era própria, que constituía a sua perfeição”, em suma, o ideal máximo da educação helênica. Assim é chamada a premiação oferecida pela Associação de Editores Cristãos (ASEC) há 18 anos para os livros evangélicos que se destacam no seu ano de lançamento, publicados no Brasil.

No princípio, criou Deus...

Adauto e SueliEscrito pelo físico Adauto Lourenço, Como Tudo Começou foi lançado pela Editora Fiel em outubro do ano passado, na Conferência Fiel para Pastores e Líderes, que é promovida pela editora há 24 anos, em Águas de Lindóia, SP. No único dia em que esteve à venda, naquela ocasião, cerca de 500 exemplares foram vendidos quase que imediatamente. E agora, Como Tudo Começou ganhou os prêmios nas duas categorias em que concorreu: Apologética e Projeto gráfico. Adauto é membro da Igreja Presbiteriana de Limeira, em São Paulo. Como Tudo Começou Ele é preletor freqüente nas conferências da Fiel no Brasil e em Portugal; proferiu suas palestras também em Moçambique e Angola e atua como preletor em conferências sobre evolucionismo, design inteligente, clonagem e outros assuntos relacionados, em igrejas, escolas e universidades de todo país. Justamente por estar realizando palestras, Adauto não pôde comparecer ao evento de premiação, sendo representado por sua esposa Sueli Lourenço e, em nome da editora, por Tiago Santos, o gerente e editor da Editora Fiel, que receberam a premiação pela categoria Apologética.

Edvânio SilvaEdvânio Silva, responsável pela área de editoração, diagramação e arte-final, recebeu, em nome da editora, o prêmio pelo Projeto gráfico.

Todo aquele que me confessar diante dos homens...

Na mesma cerimônia, o livro que escrevi em co-autoria com Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética, lançado por Edições Vida Nova, foi premiado em duas categorias, Teologia e Autor de obra nacional.

Difícil resumir em poucas palavras um trabalho de quase dez anos. Essa obra começou como uma apostila, preparada por Alan, para uso dos seus alunos de teologia sistemática, no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, no Rio de Janeiro, e foi usada de 1996 a 1999. Após esse período, a apostila foi revisada e expandida por mim, quando substituí o Alan nessa disciplina. Depois, continuamos a fazer constantes revisões, cada um contribuindo com matérias relevantes nos vários tópicos. Alan assumiu a responsabilidade pelas seções relacionadas com as seitas e religiões, as exposições bíblicas do Antigo Testamento e do Novo Testamento e a parte apologética. Eu assumi as seções histórica, sistemática e pastoral. Só que esse livro não é apenas a união de dois trabalhos independentes, mas uma colaboração total. O surpreendente é que em todo o tempo em que o livro estava sendo preparado, tanto eu como Alan estivemos envolvidos com aulas, pregação, pastoreio e outras pesquisas.

Franklin e AlanMas, acima de qualquer reconhecimento que a Teologia Sistemática receba, o motivo de maior alegria para mim e para Alan é ver a aceitação dessa obra, especialmente entre pastores e membros das igrejas, encontrando seu caminho como ferramenta para a pregação, ensino e edificação da comunidade cristã.

Alegria completa

Foi uma noite alegre para todos os que estiveram ali. Note o tempo verbal. Pretérito perfeito. Brevidade. Fugacidade. Rapidamente a alegria se mistura com outras emoções: prosaicas, nobres ou não tão dignas. Muitas vezes pecaminosas. Precisamos lembrar que as alegrias que experimentamos desse lado da existência são transitórias. A partir de uma compreensão cristã da vida, aprendemos que essas alegrias são concedidas pela graça livre de Deus. Mas ainda assim, passageiras. Isso quando não acompanhada por tristeza, dor ou iniqüidade. Essa é nossa sina enquanto passamos por esse vale da sombra da morte. Nunca recebemos inteira alegria. Mas sendo concedidas por Deus, mesmo essas alegrias têm um propósito: levar-nos a ansiar pela completa alegria (Jo 16.24), que será concedida na gloriosa vinda de Cristo, quando Deus será tudo em todos e veremos a glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.6). Quando bem entendidas, essas alegrias efêmeras nos levam a ansiar por aquela alegria que permanecerá por toda a eternidade, no grande banquete do Cordeiro, quando seremos totalmente saciados, e Cristo será nossa alegria completa.

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* At the end of the day, literalmente “ao fim do dia”, também significa “finalmente”. Geralmente empregada no idioma inglês para enfatizar aquilo que se acredita ser o mais importante fato de uma situação.

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

Prêmio Areté 2008


Areté
Ocorrerá no próximo sábado, 16 de agosto, na Bienal Internacional do Livro, no Parque de Exposições do Anhembi em São Paulo-SP, a 18ª edição do Prêmio Areté de Literatura, conferido pela Associação de Editores Cristãos aos melhores livros lançados durante o ano de 2007.

Centenas de livros das mais importantes editoras evangélicas foram avaliados por um júri composto por cerca de 150 especialistas, em suas respectivas áreas. O resultado final deste processo, que tabulou mais de 11.500 notas, é a listagem dos finalistas ao Prêmio Areté 2008, que está disponível para download no seguinte link: download Haverá premiados estrangeiros e nacionais nas categorias com mais de um finalista por nacionalidade.


Teologia SistemáticaA Editora Fiel tem o privilégio de concorrer com Nove marcas de uma igreja saudável, escrito por Mark Dever, finalista na categoria teologia e Como tudo começou, de Adauto Lourenço, nas categorias apologética e projeto gráfico. O livro que escrevi em co-autoria com o meu mentor e amigo, Alan Myatt, Teologia Sistemática: Uma análise histórica, bíblica e apologética, publicado por Edições Vida Nova, é finalista nas categorias teologia e autor de obra nacional.

Somos gratos a Deus por termos chegado a essa etapa do Prêmio Areté 2008, certos de que foi o próprio Deus que nos capacitou na criação e execução dessas obras. “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia” (Salmo 115.1).

Como Tudo Começou    Nove Marcas de uma Igreja Saudável

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Obras de João Calvino


“Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Corintios 3.11 RA).Símbolo


No ano de 2009 será celebrado os 500 anos do    nascimento de João Calvino, o reformador de    Genebra, um dos pais da tradição reformada e um    dos pilares da civilização ocidental. Um bom ponto    de partida para se ter a dimensão da importância dessa data é o portal Calvin09: The Calvin Jubilee 2009 www.calvin09.org onde o leitor poderá encontrar informações, ensaios e outros recursos em alemão,    inglês, francês e espanhol. Por conta das comemorações do jubileu, a Editora Fiel traçou um alvo ambicioso: publicar, até o próximo ano, alguns importantes tratados e os comentários do Novo Testamento escritos por Calvino. Esses lançamentos representam o trabalho da vida de um pregador do evangelho chamado Valter Graciano Martins, ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em meados da década de 1990, ele fundou uma editora chamada Paracletos, pois ele desejava, segundo suas próprias palavras, fazer “Calvino falar em português”. Mais recentemente, ele assinou contrato com a Editora Fiel cedendo os direitos de tradução para a mesma. Já comercializando alguns dos títulos abaixo, a Editora Fiel espera chegar até meados de 2009 com as seguintes obras de Calvino em seu catálogo:

Salmos• O Livro dos Salmos. 4 volumes. São Paulo/São José dos Campos: Paracletos/Fiel, 1999-2008.
• O Profeta Daniel. 2 volumes. São Paulo: Paracletos/Fiel, 2000.
• Romanos. São Paulo: Paracletos/Fiel, 2000.
• 1 Coríntios. São Paulo: Fiel, 2008.
• 2 Coríntios. São Paulo: Paracletos/Fiel, 2003.
• Gálatas. São José dos Campos: Fiel, 2007.
• Efésios. São José dos Campos: Fiel, 2007.
• Colossenses. São José dos Campos: Fiel, 2009.
• Filipenses. São José dos Campos: Fiel, 2009.
• 1 e 2 Tessalonicenses. São José dos Campos: Fiel, 2008.
• As Pastorais e Filemon. São José dos Campos: Fiel, 2008.
• Hebreus. São José dos Campos: Fiel, 2009.
• Epistolas Gerais. São José dos Campos: Editora Fiel, 2009.

Os comentários anteriormente lançados por Paracletos estão sendo revisados, e acrescidos de notas de rodapé traduzidas por Rev. Valter Graciano, daí termos novas edições dos livros anteriormente lançados por Paracletos. Os comentários à Harmonia dos Evangelhos (em três volumes), ao Evangelho de João (em dois volumes) e ao livro de Atos (em dois volumes) já estão traduzidos, mas aguardam o processo de revisão. No que se refere ao Antigo Testamento, o tão aguardado volume 4 do comentário aos Salmos, que completa a coleção, será lançado em outubro desse ano, por ocasião da conferência da Fiel, e o comentário ao livro de Gênesis já está em fase de tradução. Em breve Rev. Valter trabalhará na tradução dos outros livros do Pentateuco. A tradução e edição desses comentários estão baseadas nas edições publicadas por Baker Book House e Eerdmans Publishing.


A Editora Fiel também espera lançar ainda esse ano os seguintes tratados, que já estão traduzidos e em fase de revisão:


Carta ao Cardeal Sadoleto. São José dos Campos: Fiel, 2008.
Santa Ceia (volume que inclui Breve Tratado Sobre a Santa Ceia de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Consenso Mútuo com Respeito aos Sacramentos, os Tópicos do Acordo, a Exposição dos Tópicos do Acordo, Last Admonition of John Calvin to Joachim Westphal, Clear Explanation of Sound Doctrine Concerning the True Partaking of the Flesh and Blood of Christ in the Holy Supper e The Best Method of Obtaining Concord). São José dos Campos: Fiel, 2008.


Também já estão traduzidos os sermões de Calvino sobre o livro de 2 Samuel e os tratados Vida e obra de Jesus Cristo, Eleição e reprovação, A providência secreta e Psicopaniquia, além da carta ao imperador Carlos V, A necessidade de reforma na igreja. A Editora também estuda a publicação da primeira edição das Institutas da Religião Cristã (1536), além do Catecismo de Genebra.


Outras editoras têm lançado importantes livros sobre Calvino em português:


As Institutas da Religião Cristã: um resumo [preparado por J. P. Wiles]. São Paulo: PES, 1984.
As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. Edição latina de 1559. 4 volumes. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
As Institutas ou Tratado da Religião Cristã. Edição francesa de 1541. 4 volumes. São Paulo: Cultura Cristã, 2006.
Instrução na Fé: princípios para a vida cristã [Brève Instruction chrétienne]. Goiânia: Logos, 2003.


Temos muito trabalho pela frente, e rogamos as orações do povo de Deus para que ele derrame sua graça sobre essa obra, a fim de que o grande reformador de Genebra fale na culta e bela língua portuguesa – quase 200 anos depois de John Calvin o protestantismo ter chegado ao Brasil, na esperança que dias melhores venham sobre a cambaleante igreja evangélica brasileira. O estímulo vem do próprio Calvino, que escreveu numa carta a Carlos V, em 1543: “A Reforma da Igreja é obra de Deus e tão independente de esperanças e opiniões humanas quanto a ressurreição dos mortos ou qualquer milagre dessa espécie. Portanto, no que tange à possibilidade de fazer algo em favor dela, não se pode ficar esperando pela boa vontade das pessoas ou pela alteração das circunstâncias da época, mas é preciso irromper por entre o desespero. Deus quer que seu evangelho seja pregado. Vamos obedecer a este mandamento, vamos para onde Ele nos chama. O sucesso não é da nossa conta”.

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