Vida Cristã

Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?

Pergunta: “Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe.” – Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina – PR

O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.


Resposta:

Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.

Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o sensus plenior (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.

A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os "seis dias trabalhados".

O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou sábado. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a sombra? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.

Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas Institutas, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse “descanso”. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.

Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com "cessação de atividade", e não "de relaxamento ou repouso". É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.

Posto isso, afirmamos que o sensus plenior do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.

Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: “É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã”.

E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.

Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,

Wilson Porte Jr.

Wilson Porte Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.

Resoluções

Terminou o ano de 2011.

Começa 2012.

Essas épocas de começo de ano são também épocas de novas resoluções, fruto normalmente de áreas de nossa vida que desejamos desempenhar melhor, ou projetos novos que desejamos começar. Pelo seu simbolismo, o começo de cada ano parece fornecer o momento ideal para as resoluções – afinal, sempre queremos começar novas coisas pelo começo, não é? Não é à toa que a segunda-feira é o dia favorito para aquelas decisões que tomamos ao longo do ano.

Mas, enfim, todos os anos saímos com aquelas listas cheias de atividades e decisões. Não raramente, repetimos algumas das decisões tomadas no ano anterior e que, por alguma razão, não fomos capazes de realizar.

Nossas decisões de começo de ano podem ser bem abrangentes, envolvendo atividades ligadas a rotinas e hábitos, como abandonar algum vício ou hábito ruim, ou fazer a leitura de um ou alguns livros, uma mudança no horário de acordar ou dormir, a realização de uma viagem ou mesmo a aquisição de novos bens, ou coisas ligadas à saúde ou aparência, como iniciar novas dietas, freqüentar uma academia, começar a praticar algum esporte, a renovação do guarda-roupas, ou ainda decisões relativas à formação ou ao trabalho, como iniciar algum curso, aprender um novo ofício, buscar uma promoção ou um novo emprego e ainda tem aquelas resoluções relacionais, que vão desde reparação de um relacionamento quebrado – perdoar e buscar perdão – até a decisão de formar uma nova família, noivar e casar. [...]

Pergunta: Temos uma Desculpa para Pecar?

Pergunta: “Lá em Romanos: 7.14-20, fala que o pecado que habita em mim esse eu o faço: Isso é uma desculpa para um cristão continuar pecando? Por que lá em Colossenses: 3.5, fala pra matar a nossa natureza terrena por que agora que somos de Cristo, somos nova criatura (I Cor:5.17). Então me explique o que Paulo quis dizer em Romanos: 7.14-20?” – Silviney de Souza Ferreira, Caucaia – CE

Sillas Campos, pastor da P.I.B. de Tupã, responde a esta pergunta.


Resposta:

Prezado irmão Silviney:
Graça e paz!
Em Romanos 7:14 Paulo inicia um tratado sobre o conflito das duas naturezas.  Este trecho de Romanos tem sido uns dos versos mais debatidos no Novo Testamento.  João Calvino e vários outros bons teólogos defendem que Paulo está descrevendo o conflito que todo pecador regenerado tem com as inclinações pecaminosas ainda presentes em seu corpo mortal.  Por isso o texto de Colossenses 3:5, e por isso também Paulo disse, em 1 Cor. 9:27,  que subjugava seu próprio corpo, e o reduzia à servidão para que de alguma maneira não viesse a ficar reprovado.

Logo, quanto a Romanos 7:14-25 poderíamos dividí-lo assim:.

   (a) Romanos 7:14-17 - Paulo fala da sua incapacidade de evitar aquilo que ele desaprova.
   (b) Romanos 7:18-20 – Paulo fala de sua incapacidade de praticar aquilo que ele aprova.
   (c) Romanos 7:21-25 - Finalmente ele conclui essa discussão mostrando a solução e livramento de Deus para esta crise.

Mas devo dizer que estamos expostos  a dois extremos perigosos:  Primeiro, cuidado para não usar este texto de Romanos como justificativa para uma vida cristã relaxada.  Segundo, cuidado para não usar versos da Bíblia sem contexto (como alguns fazem com 1 Cor.5:17, por exemplo) para desenvolver a teologia da vida cristã vitoriosa, sem pecado. Isso é uma ilusão falaciosa.

Romanos 8 fala sobre mortificarmos o pecado que ainda existe em nós. Temos este pecado remanescente que precisa ir sendo eliminado de nossas vidas. Isso não acontece do dia para a noite, mas temos de nos esforçar, com diligência, para eliminarmos aqueles ranços de pecado que ainda permanecem em nós. Em Gálatas 5.16 Paulo fala sobre não darmos lugar à carne e manda que vivamos no Espírito. Temos de viver em submissão à Palavra e ao Espírito de Deus diariamente,  lutando contra nossos três inimigos: o Diabo, o mundo, e a carne.

A grande diferença entre a carne antes e depois da salvação é que depois da salvação nós a odiamos e rejeitamos e desejamos obedecer a Deus e nos assemelharmos a Cristo para honrarmos e glorificarmos nosso Pai. E nosso Pai provê tudo que precisamos para vivermos em obediência. Ele nos deu aquilo que chamamos de meios da graça: oração, leitura bíblica, comunhão com os irmãos em Cristo, participar dos cultos de sua igreja local, ceia do Senhor, evangelismo. O apóstolo Paulo também fala em Efésios 6 como podemos nos revestir de toda a armadura de Deus para fugirmos das setas inflamadas do diabo. Devemos seguir seu conselho sábio.

Sillas Campos Sillas Campos recebeu treinamento teológico no San Diego Christian College, EUA. É um dos diretores da Editora Fiel. Foi pastor e fundador da Igreja Batista da Graça, em S. José dos Campos-SP, de 1986 de 1994. Serviu na Igreja Batista de Bragança Paulista e, desde o ano 2000, assumiu o pastorado da P.I.B. de Tupã, onde permanece até hoje. Atualmente, ele é mestrando em Teologia pela Liberty University (Masters of Arts in Theological Studies). É casado com Wanger Campos, com quem tem quatro filhas.

Enriquecendo-se com a Bíblia

Toda a Escritura é Inspirada por Deus…

Enriquecendo-se com a Bíblia No Brasil, houve um tempo em que o cristão era conhecido como “Bíblia” ou “aquela gente do livro de capa preta”.

Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como quando o próprio termo “cristão” foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia, ou “Puritanos”, na Inglaterra do século XVI, permanece o fato de que o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam. É uma pena que, em nossos dias, tal distinção já não seja tão evidente.

Mas, enfim, se há algo que pode ser dito sobre o verdadeiro cristão é de que este ama a Bíblia, o livro dos livros. A Bíblia tem o peso da autoridade da Palavra divina. Este é o argumento do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” (2 Tim 3.16,17)

Paulo, numa única sentença, afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E, uma vez esclarecido que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passar a listar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras não serão nada proveitosas ou de muito pouca utilidade em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus. João Calvino desenvolveu bem esse raciocínio, ao comentar esse trecho das Escrituras: [...]

A Vida Cristã Não é Feita de Eventos

O título é meu. Mas creio que traduz bem o texto que segue abaixo, trecho do livro “Cave Mais Fundo“, de Joshua Harris. Uma boa palavra sobre a velha e mui necessária rotina da vida em igreja. – Tiago Santos

Joshua Harris

Olhando para trás, compreendo que meu estágio [na igreja local] não foi apenas um treinamento para o ministério. Foi um treinamento no entendimento do que é a vida da igreja. Em muitas maneiras, foi uma experiência árdua. Aprendi que a vida em uma igreja local não era, de modo algum, como uma conferência.

Nas conferências, era relativamente fácil ir a uma cidade num fim de semana, parecer impressionante às pessoas que não me conheciam e parecer bom quando ensinava uma mensagem que havia apresentado centenas de vezes. Ser um pastor em uma igreja local era totalmente diferente. Não parecia impressionante, quando as pessoas me viam diariamente. Não bastava eu ter algumas poucas mensagens inspiradoras. Eu precisava estudar a Palavra de Deus e ajudar as pessoas a aplicarem-na às situações da vida real. Tinha de aprender como a morte e a ressurreição de Jesus faziam a diferença nos vales de sofrimento sombrios – coisas que eu não tinha encarado quando ia de uma cidade para outra realizando conferências.

A vida na igreja local é muito mais difícil e menos glamorosa. Entretanto, é mais prazerosa e mais recompensadora do que qualquer coisa de que tenho participado. Vi o evangelho mudando pessoas. Não somente lágrimas e promessas de mudança nas respostas aos apelos ao final de cultos, mas também mudança verdadeira e permanente em pessoas e famílias. Vi o corpo de Cristo vivendo, respirando e agindo. Vi o amor de Jesus tornado real à medida que os membros choraram uns com os outros devido à morte de uma criança, socorreram uns aos outros em tempos de necessidade, encorajaram uns aos outros em tempos de tentação e dúvida. Como diz um antigo ditado, a igreja não é um edifício ou uma reunião – é um povo. Mas você nunca consegue ver isso se o seu envolvimento limita-se às reuniões em um prédio. A verdadeira beleza de pessoas sendo uma igreja só é vista quando você permanece por tempo suficiente para vê-los amando e servindo uns aos outros.

Indo Além

A Editora Fiel visita a Igreja Reformada de Safenwil, Suíça.

10 Lições sobre o Amor à Igreja

10 Lições sobre o Amor à Igreja

Paulo nos ensina, em 1 Tessalonicenses 3, dez importantes lições sobre como podemos expressar nosso amor ao povo de Deus:

1. Devemos amar nossos irmãos em Cristo. Temos de amar a igreja de nosso Senhor, a qual ele comprou com o seu sangue (Atos 20.28).

2. Devemos nos preocupar com o estado da fé da igreja. Nosso amor pela igreja passa direto pela condição de sua fé.

3. Devemos agir em favor da igreja. Paulo mandou Timóteo para lá. Diante de uma situação grave, Paulo fez sacrifícios pessoais que o privaram de seu principal ajudador para apoiar o povo de Deus em Tessalônica.

4. Devemos usar nossas próprias experiências de sofrimento, lutas e até mesmo nosso lidar com o pecado como um meio para encorajar e fortalecer nossos irmãos que passam pelos mesmos problemas. Podemos ter a tendência de ser duros com quem está fraco na fé ou esmorece, mas nossa fé é dádiva de Deus e deve ser um instrumento para ganhar nossos irmãos. Que, como Paulo, nos identifiquemos com nossos irmãos em sua fraqueza e compartilhemos com eles o que temos recebido graciosamente de Deus.

5. Devemos viver e andar por fé. Nossa conduta deve ser determinada por princípios, não por circunstâncias. Não devemos responder aos problemas e aflições da vida segundo o calor do momento, mas tendo a eternidade diante de nós.

6. Devemos nos alegrar com o progresso da fé do povo de Deus. As vitórias e graça que Deus concede ao seu povo deve ser sempre motivo de regozijo e felicidade para nós. Temos de ter prazer nessas coisas, e isso só é possível se nosso coração e alegria estiverem no Senhor (Sl 37.4).

7. Devemos orar fervorosamente em favor do povo de Deus. Nossa lista de oração deve contemplar os problemas e situações da vida, certamente – mas, mais importante ainda, deve contemplar as necessidades espirituais e anelar pelo crescimento do povo na Palavra e nos dons divinos. Veja que Paulo, mesmo sabendo das lutas, ora por crescimento no amor. Ele sabia que era a fé forte e o amor inflado que dariam meios de resistência em meio as lutas.

8. Temos de ter um senso da providência de Deus. O Deus trino está governando toda nossa vida. Temos de entender os caminhos de Deus e reconhecer que ele é soberano em toda e qualquer situação. Isso deve afetar nossa conduta, a forma como vivemos e respondemos diante de adversidades. Jó disse: “Bem sei que tudo podes e que nenhum de seus planos podem ser frustrados”.

9. Devemos guardar nosso coração e pedir que Deus faça crescer nele amor para com nosso irmão na fé – isso nos levará a uma vida de “santidade e sem culpa” no meio da comunidade cristã, a igreja.  

10. Temos de ter a eternidade diante de nossos olhos. O toque da última trombeta deve ser tema de nossa mais profunda meditação. Jonathan Edwards, grande servo de Deus do passado, tinha esse senso da chegada de Cristo diante de si o tempo todo. Em suas resoluções, ele afirmou: “Resolvi jamais fazer qualquer coisa da qual eu deva ter medo, no caso de não restar mais do que uma hora para eu ouvir a última trombeta.”.

Encerro com as palavras do próprio Edwards, ao meditar sobre o retorno triunfante e definitivo de nosso Senhor Jesus Cristo:

“Cristo aparecerá na glória de seu Pai, junto de seus santos anjos, vindos nas nuvens do Céu…Essa será a mais inesperada visão para o mundo ímpio, a qual virá como um grito à meia noite. Mas com respeito aos santos, será uma visão de júbilo e a mais gloriosa de todas. Ver o Redentor vindo nas nuvens do Céu, encherá nosso coração da mais profunda e indizível alegria”.

Como Glorificar a Deus no Trabalho

Por John Piper

Como Glorificar a Deus no Trabalho

Após duas semanas na Austrália, finalmente estou em casa. Estou transbordando de gratidão a Deus por Seus servos que lá estão, e pelo prazer de trabalhar juntamente com eles em Brisbane, Sidney e nas montanhas de Katoomba.

Uma das conferências intitulava-se Comprometidos e era destinada aos “jovens trabalhadores”, o que, em seu dialeto, significa jovens profissionais em ambiente de trabalho. Perguntaram-me, em uma entrevista, se considerava o foco desta conferência uma boa ideia. Respondi que sim, pois 1 Coríntios 10:31 diz: “ Portanto,quer comais quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

Então perguntaram: Como jovens trabalhadores podem glorificar a Deus no trabalho?  E eis a essência de minha resposta:

Dependência. Vá para o trabalho totalmente dependente de Deus (Provérbios 3: 5-6; João 15:5). Sem o Senhor, você não pode sequer respirar, mover-se, pesar, sentir ou falar. Sem mencionar ser espiritualmente influente. Levante-se pela manhã e deixe que Deus saiba de seu desespero por Ele. Ore clamando por ajuda.

Integridade. Seja absoluta e meticulosamente honesto e merecedor de confiança em seu trabalho. Seja pontual. Pague o justo pelo dia de trabalho. “Não furtarás”. Muitas pessoas roubam seus empregadores tanto com sua indolência quanto com o roubo do dinheiro em caixa. [...]

Conhecimento e Maturidade

Kevin DeYoung

Sabedoria e Maturidade Quando comparados, eu prefiro um cristão maduro que tenha conhecimento teológico simples do que outro extremamente culto, versado, mas sem maturidade nenhuma. Mas, é claro que nenhuma dessas situações é desejável. Vou explicar.

Uma história com dois extremos

De um lado, temos o Sr. Rato-de-Biblioteca. Ele não completou ainda trinta anos de idade. É muito inteligente. Já leu Calvino, Edwards, Lutero e Bavinck. Conhece Warfield e Hodge, Piper e Carson, também. Desde que aceitou o Senhor na época da faculdade, o Sr. Rato tem buscado conhecimento. Ele ouve uma dúzia de sermões por semana no seu iPod. Tem mais discernimento sobre debates teológicos da atualidade do que a maioria dos pastores. Adora conferências cristãs — as boas, consistentes. O Sr. Rato sabe tudo sobre hermenêutica, propiciação, teologia da aliança, princípio regulador, e o ordo salutis. Está até aprendendo um pouco de Grego, Hebraico e Latim já sabe um pouquinho e, se tiver tempo, vai aprender ugarit. [...]

Doze Razões Por Que Ser Membro de Igreja é Importante

Jonathan Leeman

Doze Razões Por Que Ser Membro de Igreja é Importante

1 – É bíblico. Jesus estabeleceu a igreja local, e todos os apóstolos realizaram seu ministério por meio dela. A vida cristã no Novo Testamento é uma vida de igreja. Hoje os cristãos devem esperar e desejar o mesmo.

2 – A igreja é seus membros. No Novo Testamento, ser uma “igreja” é ser um de seus membros (leia Atos dos Apóstolos). E você quer ser parte da igreja porque foi ela que Jesus veio buscar e reconciliar consigo mesmo.

3 – Ser membro da igreja é um pré-requisito para a Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é uma refeição para a igreja reunida, ou seja, para os membros (veja 1 Co 11.20, 33). E você quer participar da Ceia do Senhor. O ser membro de igreja é a “camisa” que torna o time da igreja visível ao mundo.

4 – É a maneira de representar oficialmente a Cristo. Ser membro de igreja é a afirmação da igreja a respeito do fato de que você é um cidadão do reino de Cristo e, por isso, um representante autorizado de Jesus diante das nações. E você quer ser um representante oficial de Jesus. Intimamente relacionado a isto…

5 – É a maneira como o crente declara sua mais elevada lealdade. O fato de que você pertence ao time que se torna visível quando você veste a “camisa” é um testemunho público de que sua mais elevada lealdade pertence a Jesus. Provações e perseguição podem surgir, mas suas únicas palavras são: “Pertenço a Jesus”.

6 – É a maneira de incorporar e experimentar figuras bíblicas. É na  estrutura de prestação de contas da igreja local que os cristãos vivenciam ou incorporam o que significa ser o “corpo de Cristo” , o “templo do Espírito”, a “família de Deus” e todas as outras metáforas bíblicas (veja 1 Co 12). E você quer experimentar a interconectividade do corpo de Cristo, a plenitude espiritual de seu templo, a segurança, a intimidade e a identidade comum da família de Deus.

4 Passos para Mortificar o Pecado

Sinclair Fergunson

4 Passos para Mortificar o Pecado 1. Aprenda a reconhecer o pecado conforme ele realmente é.

Chame espada de espada! Chame o pecado de "imoralidade sexual”, ao invés de “Estou sendo um pouco tentado "; chame de ’impureza‘, e não de “eu estou lutando com pensamentos indevidos”; chame de "desejo mal o qual é idolatria”,  ao invés de “eu acho que preciso de ordenar minhas prioridades um pouco melhor."

2. Veja o pecado conforme ele realmente é na presença de Deus.

"Por estas coisas é que vem a ira de Deus" (Cl 3.6). Somos instruídos a arrastar nossas cobiças (ainda que seja chutando e gritando) para a cruz, para o Cristo que suportou em si a ira.

3. Reconheça a inconsistência de seu pecado.

Você se despiu do ’velho’ homem e se revestiu do "novo homem" (Col. 3.9-10). Você não é mais o ‘velho’ homem. A identidade que você tinha "em Adão" se foi.

4. Mate seu pecado (Cl 3.5).

É simples assim. Rejeite seu pecado; mate-o de “fome” e abandone-o. Você não pode "mortificar" o pecado sem a dor da morte. Não há outra maneira!

Devemos Impor a Fé Cristã aos Outros?

Mark Dever

Devemos Impor a Fé Cristã aos Outros? Talvez a objeção contemporânea mais comum à evangelização seja esta: “Não é errado impor nossas crenças aos outros?”

Algumas pessoas não praticam a evangelização por acharem que estão se impondo aos outros. E pela maneira como a evangelização é freqüentemente realizada, posso entender a confusão! No entanto, quando compreendemos o que a Bíblia apresenta como evangelização, reconhecemos que evangelizar não é realmente uma questão de impor suas crenças.

É importante entender que a mensagem que você compartilha não é mera opinião, e sim um fato. Essa é a razão por que compartilhar o evangelho não pode ser chamado de imposição, assim como um piloto não pode impor a todos os passageiros a sua crença de que a pista de aterrissagem é esta e não aquela.

Além disso, as verdades do evangelho não lhe pertencem, no sentido de que se referem unicamente a você, ou à sua perspectiva, ou à sua experiência; ou no sentido de que você as descobriu. Quando você evangeliza, não está dizendo: “Isso é o que eu penso sobre Deus”; ou: “É assim que eu vejo as coisas”. Você está apresentando o evangelho de Cristo. Você não o inventou e não tem autoridade para alterá-lo.