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	<title>Blog Fiel &#187; Teologia</title>
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	<description>Editora Fiel - Apoiando a Igreja de Deus</description>
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		<title>O Reino de Cristo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 11:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>D. A. Carson</strong></p><p>Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.</p>
<p>Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: &#8220;Opa! Fiz o cálculo errado!&#8221; e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.</p>
<p>Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: &#8220;Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra&#8221; (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: &#8220;Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz&#8221;? Isso significa que os seres humanos dizem: &#8220;Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos&#8221;? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.</p>
<p>(Trecho do livro &#8220;O Deus Presente&#8221;, que será lançado pela Editora Fiel em fevereiro de 2012).</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>D. A. Carson</strong></p>
<p>Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.</p>
<p>Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: &ldquo;Opa! Fiz o cálculo errado!&rdquo; e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.</p>
<p>Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: &ldquo;Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra&rdquo; (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: &ldquo;Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz&rdquo;? Isso significa que os seres humanos dizem: &ldquo;Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos&rdquo;? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.</p>
<p>(Trecho do livro &ldquo;O Deus Presente&rdquo;, que será lançado pela Editora Fiel em fevereiro de 2012).</p>
</div>
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		<title>Por Quem Cristo Morreu?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 12:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Pregação]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>Por John Owen</strong></p><p><a href="http://www.blogfiel.com.br/2011/12/por-quem-cristo-morreu.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Fiel-blog-header.jpg" alt="Por Quem Cristo Morreu?" title="Por Quem Cristo Morreu?" width="439" height="123" class="aligncenter size-full wp-image-2457" /></a></p><p>O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:</p>
<p>Todos os pecados de todos os homens,<br />Todos os pecados de alguns homens ou<br />Alguns dos pecados de todos os homens.</p>
<p>Neste caso, podemos dizer:</p>
<p>Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.</p>
<p>Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.</p>
<p>Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?</p>
<p>Você responde: &#8220;Por causa de incredulidade&#8221;.</p>
<p>Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!</p>
<p><em>Este é um trecho da obra de John Owen &#8220;A Morte da Morte na Morte de Cristo&#8221;, Livro 1, Capítulo 3.</em></p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>Por John Owen</strong></p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Fiel-blog-header.jpg" alt="Por Quem Cristo Morreu?" title="Por Quem Cristo Morreu?" width="439" height="123" class="aligncenter size-full wp-image-2457" /></p>
<p>O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:</p>
<p>Todos os pecados de todos os homens,<br />Todos os pecados de alguns homens ou<br />Alguns dos pecados de todos os homens.</p>
<p>Neste caso, podemos dizer:</p>
<p>Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.</p>
<p>Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.</p>
<p>Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?</p>
<p>Você responde: &ldquo;Por causa de incredulidade&rdquo;.</p>
<p>Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!</p>
<p><em>Este é um trecho da obra de John Owen &ldquo;A Morte da Morte na Morte de Cristo&rdquo;, Livro 1, Capítulo 3.</em></p>
</div>
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		<title>Enriquecendo-se com a Bíblia</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 12:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>Toda a Escritura é Inspirada por Deus...</strong></p>
<p><a href="http://www.blogfiel.com.br/2011/12/enriquecendo-se-com-a-biblia.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Enriquecendo-se-com-a-Bíblia.jpg" alt="Enriquecendo-se com a Bíblia" title="Enriquecendo-se com a Bíblia" width="160" height="213" class="alignleft size-full wp-image-2320" /></a> No Brasil, houve um tempo em que o cristão era conhecido como &#8220;Bíblia&#8221; ou &#8220;aquela gente do livro de capa preta&#8221;.</p> <p>Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como quando o próprio termo &#8220;cristão&#8221; foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia, ou &#8220;Puritanos&#8221;, na Inglaterra do século XVI, permanece o fato de que o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam. É uma pena que, em nossos dias, tal distinção já não seja tão evidente.</p> <p>Mas, enfim, se há algo que pode ser dito sobre o verdadeiro cristão é de que este ama a Bíblia, o livro dos livros. A Bíblia tem o peso da autoridade da Palavra divina. Este é o argumento do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse que &#8220;Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.&#8221; (2 Tim 3.16,17)</p><p>Paulo, numa única sentença, afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E, uma vez esclarecido que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passar a listar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras não serão nada proveitosas ou de muito pouca utilidade em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus. João Calvino desenvolveu bem esse raciocínio, ao comentar esse trecho das Escrituras: [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>Toda a Escritura é Inspirada por Deus&#8230;</strong></p>
<p><a href="http://www.lojafiel.net/produto.aspx?ProCodigo=284" target="_blank"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Enriquecendo-se-com-a-Bíblia.jpg" alt="Enriquecendo-se com a Bíblia" title="Enriquecendo-se com a Bíblia" width="160" height="213" class="alignleft size-full wp-image-2320" /></a> No Brasil, houve um tempo em que o cristão era conhecido como &ldquo;Bíblia&rdquo; ou &ldquo;aquela gente do livro de capa preta&rdquo;.</p>
<p>Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como quando o próprio termo &ldquo;cristão&rdquo; foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia, ou &ldquo;Puritanos&rdquo;, na Inglaterra do século XVI, permanece o fato de que o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam. É uma pena que, em nossos dias, tal distinção já não seja tão evidente.</p>
<p>Mas, enfim, se há algo que pode ser dito sobre o verdadeiro cristão é de que este ama a Bíblia, o livro dos livros. A Bíblia tem o peso da autoridade da Palavra divina. Este é o argumento do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse que &ldquo;Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.&rdquo; (2 Tim 3.16,17)</p>
<p>Paulo, numa única sentença, afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E, uma vez esclarecido que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passar a listar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras não serão nada proveitosas ou de muito pouca utilidade em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus. João Calvino desenvolveu bem esse raciocínio, ao comentar esse trecho das Escrituras: </p>
<p>Para asseverar a autoridade da Palavra, Paulo ensina que ela [Palavra] é inspirada por Deus. Porque, se esse é o caso, então não há qualquer dúvida que os homens devem recebê-la com reverência. Eis aqui o princípio que distingue nossa religião de todas as demais, ou seja: sabemos que Deus nos falou e estamos plenamente convencidos de que os profetas não falaram de si próprios, mas que, como órgãos do Espírito Santo, pronunciaram somente aquilo para o qual foram do céu comissionados a declarar. Todos quantos desejam beneficiar-se das Escrituras devem antes aceitar isto como um princípio estabelecido, a saber: que a lei e os profetas não são ensinos passados adiante ao bel-prazer dos homens ou produzidos pelas mentes humanas como sua fonte, senão que foram ditados pelo Espírito Santo <sup><a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="" id="_ftnref1">1</a></sup>. </p>
<p>Deus quis se revelar a ao homem. E ele só pode ser achado através da revelação que fez de si mesmo, nas Escrituras. O apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos, demonstra que a criação atesta os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e divindade, porém, somente por meio da Palavra é que Deus, o autor da criação, pode ser realmente conhecido.</p>
<p>As Escrituras são pródigas em afirmar sua própria autoridade, poder e fonte divinas. O autor aos Hebreus chama a Palavra de &ldquo;viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração&rdquo;. (Hb. 4.12)</p>
<p>O Salmo 119 é uma celebração da Lei do Senhor. Davi utiliza as mais belas técnicas da poesia hebraica para exaltar a Palavra, a Lei do Senhor <sup><a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="" id="_ftnref2">2</a></sup>. Neste salmo, Davi enaltece recorrentemente a Lei, santificando-a e afirmando sua capacidade transformar, vivificar, animar, sustentar, guiar, nutrir, fortalecer, iluminar, encorajar, ensinar, advertir, exortar, corrigir.</p>
<p>O ponto é que Deus resolveu que tudo quanto devemos saber acerca de seu ser, seus atributos, seu caráter, sua grandeza, majestade, poder e glória; e tudo quanto deveríamos saber sobre a criação, sobre nós, os homens, nosso relacionamento original com ele, nossa queda em Adão, a realidade do pecado – e a ruptura humanamente irreparável que se estabeleceu entre ele e os homens; a salvação que ele prometeu desde o Gênesis por meio do Redentor, a sua aliança com o povo que ele escolheu para si, a vinda do cordeiro santo, o verbo eterno de Deus, que se fez homem, viveu entre nós, padeceu, morreu e ressuscitou, e ascendeu aos céus, está assentado à direita de Deus Pai e voltará para julgar os vivos e os mortos; o evangelho, o nascimento da igreja, a disseminação da fé apostólica, enfim, todas essas coisas que importam para a salvação do homem, sua nutrição, crescimento espiritual, cultivo da santidade, comunhão, ensino e edificação, Deus transmitiu por meio do livro dos livros, a Bíblia Sagrada!</p>
<p>Ele usou homens e mulheres, camponeses, fazendeiros, pastores de ovelha, guerreiros, profetas, reis, príncipes, sacerdotes, prisioneiros, pescadores, cobradores de impostos, médico, e tantos outros, para, inspirados por seu santíssimo Espírito, produzir uma única Palavra, inerrante, infalível, perfeita, viva e salvadora.</p>
<p>E ele o fez sem desconsiderar o contexto cultural, político, histórico e social do momento em que cada livro foi escrito. Ele utilizou-se até mesmo das características, formação, estilo dos homens que chamou para compor o seu santo livro. Ele compôs os 66 livros da Bíblia num período de aproximadamente 1.500 anos, em lugares diversos, em pelo menos três idiomas diferentes (hebraico, aramaico e grego) e ainda valeu-se dos mais diversos estilos literários para tanto: textos discursivos; narrativos; sapienciais e seus subgêneros (como o provérbio, a parábola, o paralelismo); poesia; cronologias; epístolas, história, onomástica, etc.</p>
<p>A Bíblia, todavia, tem enfrentado os mais brutais ataques ao longo dos séculos. Não são poucos os registros históricos que dão conta da ferocidade com que a Bíblia e seus portadores foram atacados, caluniados, vilipendiados, perseguidos, silenciados, aviltados, infamados e assassinados. Pior, contudo, que o ataque frontal e aberto que a Bíblia sofreu e sofre, foram as tentativas de desacreditá-la, diminuir sua relevância,  esvaziá-la de seu poder. O desprezo pela Bíblia se tornou mais e mais forte com o advento do secularismo e, mais recentemente, pela negação de valores absolutos e a rejeição de uma verdade objetiva, universal e referencial que caracterizam o pós-modernismo, o qual Albert Mohler chama de &ldquo;estado de espírito de nosso tempo&rdquo;.</p>
<p>Pior e mais letal ainda do que essa saraivada de chumbo pesado contra a Bíblia é o deconstrucionismo que a Bíblia sofreu dentro da própria comunidade cristã, mormente entre liberais e neo-ortodoxos e, mais recentemente, nos movimentos híper-pentecostais que suprimiram a autoridade e suficiência das Escrituras, substituindo-as ou equiparando-as a experiências místicas, novas revelações e autoridades que exageram o <em>argumentum magister dixit. </em></p>
<p>Mas a Bíblia tem permanecido contra todos esses vis ataques. John Blanchard, em seu livreto sobre a Bíblia, revela dados interessantes sobre a preservação das Escrituras, sua unidade, harmonia,  atualidade e alcance de sua mensagem. Ele chama a atenção para o fato de a Bíblia ser o livro mais lido, distribuído e difundido de todos os tempos <sup><a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="" id="_ftnref3">3</a></sup>. As traduções também impressionam. Blahchard diz: &ldquo;Há 200 anos, a Bíblia, ou parte dela, estava disponível em apenas 68 idiomas; ao fim de 2002 este número havia subido para 2.203 <sup><a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="" id="_ftnref4">4</a></sup>&rdquo;.</p>
<p>Sendo revelação de Deus, ele mesmo se envolveu no projeto de proteção e preservação de sua Palavra. Deus estabeleceu que sua mensagem chegaria aos confins da Terra. Uma mensagem que ele considera imprescindível, necessária e vital. Por isso, devemos nos aproximar da Bíblia com reverência, temor, cuidado, atenção, dedicação, submissão, humildade e solicitude.</p>
<p>Temos de amar a Bíblia. Assim fizeram os servos fieis do Senhor ao longo da história. Assim fizeram os pais da igreja e também os monges fiéis da idade média, que preservaram intacto e copiaram à exaustão e com rigorosa precisão o texto sagrado. Assim também fizeram os reformadores, que redescobriram a Bíblia e fizeram raiar a luz da aurora no horizonte tenebroso que assolava a Igreja, quando bradaram com vigor e convicção: <em>Sola Scriptura</em>! Assim fizeram os puritanos. Talvez não tenha havido um período na historia da Igreja em que a Bíblia fosse tão lida, tão consumida, tão valorizada, tão estudada, tão reverenciada, tão venerada como no período dos puritanos. Eles amaram a Bíblia e ensinaram o camponês, o comerciante, o artesão, o mineiro, enfim, o povo a amar e valorizar as Escrituras.</p>
<p>Desejo muito ver um despertamento para a Bíblia entre o povo de Deus em todo lugar e, especialmente, no Brasil. Todo verdadeiro avivamento foi precedido pela redescoberta da Bíblia e de sua autoridade, relevância e poder.  É preciso que o cristão seja conhecido por seu amor e respeito à Bíblia. É preciso que o povo de Deus volte a ser conhecido pelos de fora como o povo do livro. Como &ldquo;Bíblias&rdquo;!</p>
<p>O relançamento deste importante estudo de A. W. Pink é um convite ao leitor para apreciar, compreender e aplicar a mensagem da Bíblia em sua vida. Este livro foi originalmente publicado na forma de artigos para o Jornal &ldquo;<em>Studies in Scriptures</em>&rdquo;, entre os anos de 1930 a 1932 <sup><a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="" id="_ftnref5">5</a></sup>. De modo muito didático, Pink organizou os 10 capítulos em 7 pontos, precedidos por uma introdução ao capítulo. Cada capítulo trabalha um importante tema da fé cristã, onde o autor, com farta evidência bíblia, leva o leitor de volta à Palavra, para de lá extrair sua instrução, exortação e correção nos caminhos de Deus.</p>
<p>Pink faz desses seus estudos um pequeno manual, que visa ajudar o leitor a obter o maior proveito possível com a leitura das Escrituras. Mas essa ajuda é oferecida com uma palavra de alerta: Só o Espírito pode convencer da verdade, da justiça e do juízo. Só o Espírito pode aplicar as verdades da Escritura e torná-las mais desejáveis do que ouro e o destilar dos favos. Então o leitor sincero deverá pedir a Deus que mande seu Espírito soprar em seu coração e despertá-lo para provar e ver a bondade do Senhor, na Palavra.</p>
<p>Que Deus abençoe aplique sua Palavra ao coração de cada leitor. </p>
<p align="right">Tiago J. Santos Filho<br />
 Editor-Chefe </p>
</p></div>
<div id="ftn1">
  <a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="" id="_ftn1">1</a> &#8211; João Calvino. As Pastorais (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2009) pp 262 a 263. </div>
<div id="ftn2">
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="" id="_ftn2">2</a> &#8211; O Salmo 119 é construído na forma de acróstico; neste tipo de composição, as linhas ou estrofes iniciam, cada uma, com letras em ordem alfabética. Essa técnica, a exemplo do paralelismo, auxilia na memorização do ensino.</p>
</div>
<div id="ftn3">
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="" id="_ftn3">3</a> &#8211; Somente de 1997 a 2002 quase 3 bilhões de Bíblias foram impressas e distribuídas pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Em John Blanchard. Por que Acreditar na Bíblia (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2006) p. 5</p>
</div>
<div id="ftn4">
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="" id="_ftn4">4</a> &#8211; John Blanchard. Por que Acreditar na Bíblia (São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2006) p. 5.</p>
</div>
<div id="ftn5">
<p><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="" id="_ftn5">5</a> &#8211; Texto online de Chapel Library, acessado na internet no site: <a href="http://www.chapellibrary.org/files/archive/pdf-english/pftw.pdf" target="_blank" title="Texto online de Chapel Library">http://www.chapellibrary.org/files/archive/pdf-english/pftw.pdf</a></p>
</div>
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		<title>Lançamento: Gênesis 1 &amp; 2: A Mão de Deus na Criação</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 12:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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		<description><![CDATA[<object width="440" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VjZNuMUfCoU?version=3&#38;hl=pt_BR&#38;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VjZNuMUfCoU?version=3&#38;hl=pt_BR&#38;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>

<div align="justify"><p><a href="http://www.lojafiel.net/produto.aspx?ProCodigo=283" target="_blank"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/genesis12.png" alt="Gênesis 1 &#38; 2: A Mão de Deus na Criação" title="Gênesis 1 &#38; 2: A Mão de Deus na Criação" width="201" height="300" class="alignleft size-full wp-image-2402" style="border:0;" /></a> Você provavelmente já leu ou ouviu muitos teólogos ensinando sobre os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis. E talvez você já tenha se perguntado: O que um cientista diria ao ler esses capítulos? O que ele diria sobre a criação da luz antes dos corpos celestes? Ou da criação da mulher de uma das costelas de Adão? Ou, ainda, sobre a criação dos dinossauros e outros animais do registro fóssil? Haveria alguma possível relação entre Gênesis 1 e 2 e a Ciência? Adauto Lourenço oferece respostas para essas e muitas outras perguntas que envolvem a difícil – mas viável - relação entre o texto bíblico e os fatos científicos.</p>
<p>Adauto Lourenço - <a href="http://www.facebook.com/ProfAdauto" title="Prof. Adauto Lourenço" target="_blank">Facebook</a> - <a href="http://twitter.com/#!/prof_adauto" title="Prof. Adauto Lourenço" target="_blank">Twitter - @prof_adauto</a>.</p>
Leia um trecho do livro:
<div><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" style="width:440px;height:331px" id="7d5b996e-a708-9e0d-08cf-a4226ee70a76"><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf?mode=mini&#38;printButtonEnabled=false&#38;backgroundColor=%23222222&#38;documentId=111205140052-eee9cff7abf04c23984fbe82d04ae507" /><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="menu" value="false"/><param name="wmode" value="transparent"/><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" wmode="transparent" style="width:440px;height:331px" flashvars="mode=mini&#38;printButtonEnabled=false&#38;backgroundColor=%23222222&#38;documentId=111205140052-eee9cff7abf04c23984fbe82d04ae507" /></object></div>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="440" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VjZNuMUfCoU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VjZNuMUfCoU?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div align="justify">
<p><a href="http://www.lojafiel.net/produto.aspx?ProCodigo=283" target="_blank"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/genesis12.png" alt="Gênesis 1 &amp; 2: A Mão de Deus na Criação" title="Gênesis 1 &amp; 2: A Mão de Deus na Criação" width="201" height="300" class="alignleft size-full wp-image-2402" style="border:0;" /></a> Você provavelmente já leu ou ouviu muitos teólogos ensinando sobre os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis. E talvez você já tenha se perguntado: O que um cientista diria ao ler esses capítulos? O que ele diria sobre a criação da luz antes dos corpos celestes? Ou da criação da mulher de uma das costelas de Adão? Ou, ainda, sobre a criação dos dinossauros e outros animais do registro fóssil? Haveria alguma possível relação entre Gênesis 1 e 2 e a Ciência? Adauto Lourenço oferece respostas para essas e muitas outras perguntas que envolvem a difícil – mas viável &#8211; relação entre o texto bíblico e os fatos científicos.</p>
<p>Adauto Lourenço &#8211; <a href="http://www.facebook.com/ProfAdauto" title="Prof. Adauto Lourenço" target="_blank">Facebook</a> &#8211; <a href="http://twitter.com/#!/prof_adauto" title="Prof. Adauto Lourenço" target="_blank">Twitter &#8211; @prof_adauto</a>.</p>
<p>Leia um trecho do livro:</p>
<div><object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" style="width:440px;height:331px" id="7d5b996e-a708-9e0d-08cf-a4226ee70a76"><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf?mode=mini&amp;printButtonEnabled=false&amp;backgroundColor=%23222222&amp;documentId=111205140052-eee9cff7abf04c23984fbe82d04ae507" /><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="menu" value="false"/><param name="wmode" value="transparent"/><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" wmode="transparent" style="width:440px;height:331px" flashvars="mode=mini&amp;printButtonEnabled=false&amp;backgroundColor=%23222222&amp;documentId=111205140052-eee9cff7abf04c23984fbe82d04ae507" /></object></div>
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		<title>Conhecimento e Maturidade</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/09/conhecimento-e-maturidade.html</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Sep 2011 13:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>Kevin DeYoung</strong></p><p><a href="http://www.blogfiel.com.br/2011/09/conhecimento-e-maturidade.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Sabedoria-e-Maturidade.jpg" alt="Sabedoria e Maturidade" title="Sabedoria e Maturidade" width="250" height="250" class="alignleft size-full wp-image-2078" /></a> Quando comparados, eu prefiro um cristão maduro que tenha conhecimento teológico simples do que outro extremamente culto, versado, mas sem maturidade nenhuma. Mas, é claro que nenhuma dessas situações é desejável. Vou explicar.</p>
<p><strong>Uma história com dois extremos</strong></p>
<p>De um lado, temos o Sr. Rato-de-Biblioteca. Ele não completou ainda trinta anos de idade. É muito inteligente. Já leu Calvino, Edwards, Lutero e Bavinck. Conhece Warfield e Hodge, Piper e Carson, também. Desde que aceitou o Senhor na época da faculdade, o Sr. Rato tem buscado conhecimento. Ele ouve uma dúzia de sermões por semana no seu iPod. Tem mais discernimento sobre debates teológicos da atualidade do que a maioria dos pastores. Adora conferências cristãs — as boas, consistentes. O Sr. Rato sabe tudo sobre hermenêutica, propiciação, teologia da aliança, princípio regulador, e o <em>ordo salutis. </em>Está até aprendendo um pouco de Grego, Hebraico e Latim já sabe um pouquinho e, se tiver tempo, vai aprender ugarit. [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>Kevin DeYoung</strong></p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Sabedoria-e-Maturidade.jpg" alt="Sabedoria e Maturidade" title="Sabedoria e Maturidade" width="250" height="250" class="alignleft size-full wp-image-2078" /> Quando comparados, eu prefiro um cristão maduro que tenha conhecimento teológico simples do que outro extremamente culto, versado, mas sem maturidade nenhuma. Mas, é claro que nenhuma dessas situações é desejável. Vou explicar.</p>
<p><strong>Uma história com dois extremos</strong></p>
<p>De um lado, temos o Sr. Rato-de-Biblioteca. Ele não completou ainda trinta anos de idade. É muito inteligente. Já leu Calvino, Edwards, Lutero e Bavinck. Conhece Warfield e Hodge, Piper e Carson, também. Desde que aceitou o Senhor na época da faculdade, o Sr. Rato tem buscado conhecimento. Ele ouve uma dúzia de sermões por semana no seu iPod. Tem mais discernimento sobre debates teológicos da atualidade do que a maioria dos pastores. Adora conferências cristãs — as boas, consistentes. O Sr. Rato sabe tudo sobre hermenêutica, propiciação, teologia da aliança, princípio regulador, e o <em>ordo salutis. </em>Está até aprendendo um pouco de Grego, Hebraico e Latim já sabe um pouquinho e, se tiver tempo, vai aprender ugarit.</p>
<p>O Sr. Rato é inteligente, sério na sua fé, e quer servir o Senhor. Mas tem vinte e poucos anos e não é maduro. Em termos de conhecimento, está muito adiantado, mas quanto à sabedoria, está começando. Não comete pecados grosseiros, apenas pecadinhos. Na escala da verdade, não mente. É chato, quase ridículo, excessivamente franco. Não tem senso de proporções. Ele não percebe que um debate de pressuposto e evidencialista de apologética  não é tão sério como Atanásio versus Ariano. Para ele tudo é uma questão de prioridade porque não há outro tipo de assunto.</p>
<p>Para piorar a situação, o Sr.Rato fala demais. Considera toda conversa como um debate. Ele é teimoso. Não faz perguntas. As pessoas têm medo dele e ele não sabe por quê. A não ser aqueles que concordam totalmente com ele, não tem muitos amigos. Não pretende ser rude ou arrogante. Na verdade, ele consegue ser um cara simpático. O problema é que ele sabe tanta coisa que não consegue usar o seu conhecimento com sabedoria ou elegância.</p>
<p>No outro extremo está o Sr. Simples-Fé. É cristão há quarenta anos. Ora e lê a Bíblia todos os dias. Criou quatro filhos piedosos. Está casado há mais de trinta anos. É calmo, sincero e respeitado por todos. Mas não devora livros. Nunca leu muito. Lê dois a três livros por ano, e um deles deve ser um livro cristão, alguma coisa leve. O Sr. Simples tem instintos teológicos decentes. Ele sabe que a Bíblia é a verdade, que Jesus é o único caminho para Deus, que o inferno é real, e que não podemos merecer o caminho para o céu. É ortodoxo, mas além do básico é bastante ignorante e, francamente, não está muito interessado em teologia.</p>
<p>Portanto, qual dos dois você preferiria ter como diácono em sua igreja? O Sr. Rato é mais impressionante, mas o Sr. Simples provavelmente vai tomar decisões melhores e vai ser recebido melhor pelos membros da congregação. Pessoalmente, eu prefiro a maturidade ultrapassando o conhecimento em vez do contrário.</p>
<p><strong>Aprendendo a pilotar de Maneira Certa</strong></p>
<p>Nem é preciso dizer que o alvo é ter os dois. Um cristão maduro sem um pouco de conhecimento teológico não atinge o seu potencial. Um cristão que tem conhecimento sem maturidade tem potencial que não sabe como utilizar.</p>
<p>Um cristão teologicamente astuto, imaturo é como um menino de cinco anos de idade pilotando um helicóptero Apache. Vejam que arma poderosa: pode destruir argumentos e defender-se contra heresia; pode voar para o céu e ter visões gloriosas que aquele que está no nível do mar não percebe. Este helicóptero teológico é tão bom para busca e salvamento quanto para descobrimento e destruição. Todo exercito congregacional deveria ter um veículo desses. É rápido. É furioso. É impressionante. Mas também é perigoso. E com um menino de cinco anos no controle (ou seja lá o que for), algumas pessoas vão se machucar. Não é que um menino não possa ter um helicóptero, mas seria bom que tomasse lições de vôo depois de adulto.</p>
<p>Por outro lado, um cristão maduro satisfeito com um conhecimento teológico rudimentar é como uma pessoa de 45 anos de idade pilotando um triciclo. Verdade, ele consegue andar de triciclo, mas não pode andar depressa nem vai muito longe. Fica limitado em termos do que pode ver e experimentar.  Não pode fazer muito para enfrentar inimigos ou escalar alturas. É firme, mas não tão firme quanto poderia ser. O alvo no discipulado é que nós não temos de escolher entre meninos pilotando helicópteros e adultos andando de triciclos. Queremos pilotos maduros pilotando máquinas complicadas. Nosso alvo é que o Sr. Rato-de-Biblioteca se transforme no Sr. Cabeça-e-Coração e que o Sr. Simples-Fé aprenda a ser o Sr.Verdade-Profunda.</p>
<p>E se nossas congregações ainda não chegaram a este equilíbrio, pelo menos podemos arranjar um instrutor próprio para os meninos e apressar o treinamento dos adultos.</p>
<p>Tradução: Yolanda Mirdsa Krievin</p>
</div>
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		<title>Uma Maneira Simples de Compartilhar o Evangelho</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/07/uma-maneira-simples-de-compartilhar-o-evangelho.html</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 15:23:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[<object width="440" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_lRUuZDmrRA?version=3&#38;hl=pt_BR&#38;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_lRUuZDmrRA?version=3&#38;hl=pt_BR&#38;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="440" height="360"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_lRUuZDmrRA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_lRUuZDmrRA?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="360" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Teologia Para Além da Teoria</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/04/teologia-para-alem-da-teoria.html</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Apr 2011 14:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christopher Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><a href="http://blogfiel.com.br/2011/04/teologia-para-alem-da-teoria.html"><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Teologia-para-além-da-teoria.jpg" alt="Teologia Para Além da Teoria" title="Teologia Para Além da Teoria" width="150" height="150" class="alignleft size-full wp-image-1645" /></a> No período que cursei  o seminário teológico deparei-me com um divórcio incabível – teoria x prática.  Alguns pensavam muito bem teologicamente, mas a vida não estava coadunada com o  conhecimento. De qualquer forma, não entendo a separação da vida com a mente.  Quando o conhecimento é saudável ele não gera dificuldades na sua exposição.  Portanto, o bom conhecimento é tranqüilamente transmissível por intermédio de  uma vida coerente.</p> <p>Conheci um professor  no seminário que escreveu um livro assim chamado: “Teologia Para que?”. Por que  estudar teologia? Tem algum propósito nisso? Lembro-me das palavras de alguns  colegas que diziam – para que vou usar a teologia no ministério?</p> <p>Existe um problema de  reduzir este estudo tão rico ao ambiente acadêmico. A teologia se aplica a cada  área da vida. O teólogo haverá de responder questões complexas, delicadas e  dolorosas da vida. O pastor deve ser um exímio teólogo. Por isso, resolvi  pontuar algumas convicções que devem ser aplicadas e compreendidas na teologia  prática. [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Teologia-para-além-da-teoria.jpg" alt="Teologia Para Além da Teoria" title="Teologia Para Além da Teoria" width="150" height="150" class="alignleft size-full wp-image-1645" /> No período que cursei  o seminário teológico deparei-me com um divórcio incabível – teoria x prática.  Alguns pensavam muito bem teologicamente, mas a vida não estava coadunada com o  conhecimento. De qualquer forma, não entendo a separação da vida com a mente.  Quando o conhecimento é saudável ele não gera dificuldades na sua exposição.  Portanto, o bom conhecimento é tranqüilamente transmissível por intermédio de  uma vida coerente.</p>
<p>Conheci um professor  no seminário que escreveu um livro assim chamado: “Teologia Para que?”. Por que  estudar teologia? Tem algum propósito nisso? Lembro-me das palavras de alguns  colegas que diziam – para que vou usar a teologia no ministério?</p>
<p>Existe um problema de  reduzir este estudo tão rico ao ambiente acadêmico. A teologia se aplica a cada  área da vida. O teólogo haverá de responder questões complexas, delicadas e  dolorosas da vida. O pastor deve ser um exímio teólogo. Por isso, resolvi  pontuar algumas convicções que devem ser aplicadas e compreendidas na teologia  prática.</p>
<p><strong>Teologia como  experiência de vida</strong> </p>
<p>A minha pequena  caminhada de estudos levou-me a refletir o grande desafio da integração entre  teoria e prática. Esta convicção se deve ao fato de que minhas experiências  práticas tenham sido em contextos em que a vida não estava presente. Passei por  alguns estágios na graduação de teologia com pessoas de nível social  desfavorecidas. Freqüentei casas que não podem receber o nome de lar. Tinha que  levar uma palavra de vida e esperança. Pessoas que dividiam o espaço com as  suas próprias fezes. Certa feita, num enterro, eu tive que reconhecer o corpo  no IML (situação horrível). Depois tive que vestir o cadáver (situação  complicada e fora dos padrões higiênicos). Foi nesse ambiente – “morte-vida” –  que comecei a entender o propósito rico da teologia.</p>
<p>São exatamente esses  momentos difíceis que trazem a reflexão necessária – como a graça de Deus pode  dar sentido a tudo isto? Perguntas infindáveis surgem. A leitura sobre a vida e  a teologia de homens como Lutero, Calvino, William Cowper, David Brainerd, Jonathan  Edwards, Abraham kuyper e Dietrich Bonhoeffer foram às ferramentas de Deus para  modelar a minha prática teológica, pastoral e educacional numa teologia que  além de exalar vida tenha a própria vida como experiência.</p>
<p><strong>Teologia como  experiência de paixão</strong> </p>
<p>No período dos meus  estudos e no meu envolvimento com as pessoas e com a igreja de Cristo, uma  descoberta de caráter singular em minha vocação veio à tona: não consigo amar  pela metade. O contexto da dor é capaz de deixar marcas indeléveis na vida.  Isso faz com que o amor seja mais profundo. De fato o amor é fonte de cura. Algo  que aprendi e me fez crescer é que em algum momento as palavras e as  formulações teológicas irão faltar. Descobri então neste momento de falta de  respostas que o amor é necessariamente suficiente.</p>
<p>Uma vez que você se  lança e se entrega à vida algo das pessoas passa a fazer parte da sua vida. O  grande teólogo Santo Agostinho de Hipona, através de suas “Confissões”, revela  que teologia, paixão e amor deveriam andar de mãos dadas.</p>
<p><strong>Teologia como  experiência de Silêncio e de Mistério</strong> </p>
<p>É parte da tradição  teológica a dimensão da fé, da transcendência que extrapola os conceitos, mas  não os anula. Justamente aqui reside a problema do ser humano – necessidade de  explicar tudo. Na própria manifestação de Cristo está o mistério. A compreensão  da encarnação do verbo deve ser um ensinamento para que venhamos a exercitar o  silêncio.</p>
<p>Num velório não há  palavras. Para um câncer não há conselhos pretensiosos. Para uma família  destruída pelo vício não há outra opção a não ser o choro. A experiência de se  calar deve ser exercida com mais freqüência. Há situações em que o próprio Deus  se cala. Ele sabe muito bem exercer o silêncio. Que ele seja o grande mestre nesta  tarefa.</p>
<p><strong>Teologia como  experiência de Serviço e humildade</strong> </p>
<p>Na Trindade o Pai  serve o Filho, o Filho serve o Pai, o Espírito Santo é vínculo de amor,  comunhão e serviço na Trindade. Jesus traz esta realidade para a vida humana.  Não existe um momento sequer na vida de Jesus em que a palavra serviço não  esteja inserida. Inspirado na integralidade da vida de Cristo um desafio surge  – trabalhar a teologia como experiência de serviço. Como teólogo do serviço, a  vida de Jesus traz a lembrança constantemente o cuidado para não usar o  conhecimento teológico como instrumento de arrogância ou veículo que torna as  pessoas dependentes incondicionais de minhas verdades. Por esse viés, a  teologia começa a ocupar um lugar privilegiado na vocação do serviço. Toda  formação intelectual está em função do serviço.</p>
<p><strong>Teologia como  experiência de Deus</strong> </p>
<p>Essa teologia é da  escuta. Poucas pessoas sabem deste dom – ouvir. Muitos falam e poucos ouvem. Na  escuta é possível encontrar Deus. As pessoas irão falar sobre o que Deus tem  feito em suas vidas. As confissões dos recém convertidos trarão luz para uma  compreensão sobre Deus que até então era inexistente.</p>
</div>
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		<title>A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/04/a-desmoralizacao-da-disciplina-eclesiastica.html</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 14:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>Por Cleyton Gadelha</strong></p><p><a href="http://blogfiel.com.br/2011/04/a-desmoralizacao-da-disciplina-eclesiastica.html"><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/04/A_Desmoralização_da_Disciplina_Eclesiástica.jpg" alt="A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica" title="A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica" width="440" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1591" /></a></p><p>Muito se tem  discutido sobre a necessidade de as igrejas locais praticarem o claro ensino bíblico da disciplina de membros que se mostrarem endurecidos e pecaminosos. Ananias e Safira (At.5), o imoral de 1 Cor.5 os falsos ensinadores de 2 João 1:10-11, e o faccioso de Tito 1:10, estabelecem clara convicção sobre essa doutrina. Textos é o que não faltam para assegurar a escrituricidade do assunto.</p> <p>Entretanto, dentro da cristandade plural dos nossos dias, ações disciplinadoras têm perdido completamente sua eficácia, em razão de várias igrejas e pastores receberem como membros àqueles que vêm excluídos de outras comunidades co-irmãs. [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>Por Cleyton Gadelha</strong></p>
<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/04/A_Desmoralização_da_Disciplina_Eclesiástica.jpg" alt="A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica" title="A Desmoralização da Disciplina Eclesiástica" width="440" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1591" /></p>
<p>Muito se tem  discutido sobre a necessidade de as igrejas locais praticarem o claro ensino bíblico da disciplina de membros que se mostrarem endurecidos e pecaminosos. Ananias e Safira (At.5), o imoral de 1 Cor.5 os falsos ensinadores de 2 João 1:10-11, e o faccioso de Tito 1:10, estabelecem clara convicção sobre essa doutrina. Textos é o que não faltam para assegurar a escrituricidade do assunto.</p>
<p>Entretanto, dentro da cristandade plural dos nossos dias, ações disciplinadoras têm perdido completamente sua eficácia, em razão de várias igrejas e pastores receberem como membros àqueles que vêm excluídos de outras comunidades co-irmãs.</p>
<p>O crente excomungado (apartado da comunhão) em uma igreja frustra o seu próprio processo disciplinar transferindo-se para outra igreja local, que, o receberá em sua comunhão, sem nenhum respeito pela ação disciplinar da igreja da qual o crente em estado de excomunhão é oriundo.</p>
<p>O efeito de tal prática é desmoralizante para a Igreja de Cristo e para os ministros do Evangelho. Já vi gente suspeitando que essa prática, em alguns casos, tem em vista o aumento de receita financeira por parte do pastor que desrespeita a decisão disciplinar de uma igreja co-irmã.</p>
<p>Os prejuízos causados por essa prática são muitos.</p>
<p>Primeiro: Torna trivial a prática de igreja desmoralizar igreja. Para Calvino um dos propósitos da disciplina eclesiástica é &#8220;Preservar a honra de Deus através da Igreja&#8221;.</p>
<p>Segundo: Promove o descaso da membrezia para com qualquer ação disciplinadora por parte da igreja local. Os crentes sabem que, se forem excluídos de sua igreja, serão recebidos por alguma outra ávida por números.</p>
<p>Fica perdido um dos propósitos da excomunhão, que é infundir na congregação o temor do pecado (1Tim.5:20). O objetivo de &#8220;evitar a corrupção dos piedosos&#8221; <em>(Calvino),</em> fica completamente comprometido.</p>
<p>Terceiro: Promove o endurecimento do membro excomungado, que perde uma das marcas mais importantes de um eleito que é um profundo respeito para com as igrejas de Cristo.</p>
<p>A excomunhão tem dois propósitos claros:</p>
<p>1) &#8220;&#8230; foi instituída a fim de que sejam afastados e expulsos da congregação dos crentes aqueles que, falsamente, simulando fé em Cristo, pela indignidade da vida e licenciosidade desenfreada de pecado, nada mais são do que um escândalo para a Igreja, sendo, portanto, indignos de se gloriar no nome de Cristo&#8221;. <em>(Calvino)</em>.</p>
<p>2) Mas a excomunhão é também um meio de forçar o arrependimento &#8220;&#8230; embora a disciplina eclesiástica não nos permita viver com familiaridade com pessoas excomungadas ou ter íntimo contato com elas (1Cor.5:11), todavia devemos&#8230; pela exortação, ensino&#8230;  <em>(e) </em>orações <em>(pedir)</em> a Deus para que elas possam <em>(arrependidas)</em> retornar a comunhão da Igreja&#8221;.</p>
<p>Ao desrespeitar a ação disciplinadora de uma igreja co-irmã, o pastor e a igreja recptora estão praticando uma ofensa ao Senhor da Igreja, pois frustram um processo recomendado por ele e pelos seus apóstolos, que deve ser exercido sobre pessoas endurecidas com, pelo menos, três objetivos:</p>
<p>1) &#8220;a fim de que eles não sejam contados entre os cristãos&#8230; como se a Igreja fosse uma conspiração de malfeitores e homens notoriamente ímpios. 2) A fim de que, por relacionamentos freqüentes, eles não corrompam outros pelo exemplo de uma vida perversa. E 3) Para que possam começar a se arrepender consternados pela vergonha&#8230;&#8221; <em>(Richard de Rider citado por Heber Campos Jr./Fides Reformata Vol.X nº1/2005)</em></p>
<p>Portanto &#8220;a liderança da congregação local faz bem em lembrar-se de que o Senhor <em>irá requerer</em> de suas mãos uma prestação de contas. (&#8230;) Aquilo que o membro disciplinado faz, torna-se responsabilidade pessoal dele; aquilo que os líderes deixam de fazer é, inevitavelmente, responsabilidade deles&#8230;&#8221; <em>(L. de Koster).</em></p>
<p>Calvino distinguiu três marcas nos eleitos: &#8220;Confissão de fé, exemplo de vida e participação nos sacramentos&#8221;, marcas que ligam visivelmente o crente  a igreja de Cristo. Martin Bucer, e os calvinistas depois de Calvino, asseveravam que a disciplina eclesiástica é uma das marcas de uma verdadeira igreja de Cristo.</p>
<p>Essas marcas só se tornam visíveis no contexto de uma igreja local (visível). É no seu âmbito que o eleito faz declaração de sua fé, participa do batismo e da ceia do Senhor, e é também ali onde ele é submetido a disciplina, quando a marca de uma vida exemplar dá lugar a um endurecimento pecaminoso.</p>
<p>&#8220;Para o protestantismo, a igreja universal torna-se visível na congregação local, é ali que o poder das chaves é exercido e a disciplina administrada&#8221;.(L.deKoster) (Mt.16:19).</p>
<p>Se &#8220;Cristo governa a Igreja por meio da Igreja&#8221; <em>(Ernest Kevan)</em>, o desrespeito praticado por pastores e igrejas que desconsideram as ações disciplinadoras de outras igrejas, é desrespeito contra o governo de Cristo.</p>
<p>As Igrejas e pastores que passam por cima de medidas disciplinatórias de igrejas co-irmãs estão em completo desacordo com o Novo testamento. Não faria sentido a Escritura ensinar a uma igreja local  &#8220;&#8230; sobre a importância de manter a integridade da Igreja ao lidar com pecado persistente na congregação&#8221; <em>(Franklin Ferreira/Alan Myatt) </em>e ao mesmo tempo não julgar a insolência de uma outra igreja local que, abertamente, descredencia a decisão disciplinatória de outra.</p>
<p>&#8220;Em Mt.18:15-20 Jesus disse que um irmão em pecado deve ser confrontado, reprovado e excluído da igreja, caso não se mostre arrependido&#8221; <em>(Teol.Sistemática Franklin Ferreira/Alan Myatt)</em>. Essa recomendação perde totalmente sua eficácia, se os pastores não tomarem a firme resolução de respeitarem as ações disciplinares de outras igrejas, praticando a troca de cartas de transferências, E-Mail’s, telefonemas, enfim buscarem, junto a igreja de origem o histórico de crentes que chegam.</p>
<p>Em caso de membros em situação de pendência disciplinar, recomendar que retornem e resolvam as pendências existentes, e só então, recebê-los como novos membros, nunca antes disso.</p>
<p><em>&#8220;Se os membros fossem aceitos nas igrejas baseadas simplesmente nas declarações destes que desejam ser membros haveria grande potencial para o mal. Pois então cada ‘Cristão carnal’ que tivesse sido excluído de uma igreja por impiedade ou heresia, poderia simplesmente ir para uma outra igreja, proclamando-se um cristão bom e espiritual, e teria que ser recebido como um membro&#8221;.</em> <em>(Davis W. Huckabee).</em></p>
<p>O episódio envolvendo Ananias e Safira em Atos 5:1-11 nos ensina a seriedade do pecado deliberado, enquanto 1 Coríntios 5:1-5 nos adverte para a gravidade do pecado tolerado. A atitude de desrespeitar uma igreja de Cristo, recebendo como membro uma pessoa excomungada pela mesma, desmoraliza a noção de seriedade que se deve ter para com o pecado, enquanto rouba-se de uma igreja de Cristo o respeito que lhe é devido.</p>
<p><em>&#8220;É uma triste verdade que muitas igrejas, em seu zelo por números, põem de lado a disciplina das igrejas co-irmãs quando propositalmente recebem membros excluídos de outras igrejas sem requerer que o membro excluído corrija a sua situação com a igreja anterior&#8221;. (Davis W. Huckabee).</em></p>
<p><em>É bom lembrar que, as verdadeiras igrejas estão diante do Senhor, os que promovem tal prática desmoralizante, certamente receberão severa reprovação dEle.</em></p>
<p><em>&#8220;&#8230; se cada igreja requeresse carta de recomendação das igrejas co-irmãs antes de aceitar um novo membro, e somente fizesse exceção a esta regra após uma completa verificação das circunstâncias&#8230; então diminuiria, e muito, a destruição das igrejas por pessoas mundanas que se mudam de igreja em igreja como andarilhos maldosos destruindo [ou contaminando] uma igreja após outra&#8230;&#8221; (D.W.Huckabee).</em></p>
<p>Na verdade os pastores deveriam ser exemplos para o rebanho de Cristo no cumprimento de 2 João 10-11 e não buscarem proveito numérico na desobediência.</p>
<p>&#8220;Não pode haver uma igreja sem disciplina eclesiástica&#8221;<em> (Martin Bucer)</em>.</p>
</div>
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		<title>Tudo o que é, é!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Apr 2011 17:42:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong><em>As tragédias, o deus de Gondim e o Deus das Escrituras...</em></strong> </p>
<p>Perplexos. É assim que ficamos diante do sofrimento, das mazelas, das grandes tragédias.</p>
<p>O último terremoto que arrasou o norte do Japão, deixou-nos todos muito perplexos e apertou nossos corações. Mais perto de nós, no Brasil, no começo deste ano, as chuvas que fizeram desmoronar montanhas enormes sobre as casas no estado do Rio de Janeiro causou-nos também essa perplexidade, essa comoção que leva-nos à compaixão.</p>
<p>É normal nutrimos simpatia pelo nosso semelhante, pelo nosso próximo. Aliás, a palavra simpatia é a aglutinação de dois termos gregos,&#160;<em>sún</em>, que quer dizer 'juntamente' e&#160;&#160;<em>páthos, eos-ous,&#160;</em>que quer dizer 'o que se experimenta’.&#160;<em>Simpathos</em>&#160;é a&#160; “participação no sofrimento de outrem”, “comunhão de sentimentos”. E sentimos isso. Afinal, os que sofrem são nossos próximos, nossos semelhantes.</p>
<p>E Deus? Sente ele também simpatia pelos que sofrem, pelos que são vitimados pela tragédia, pelas guerras, fomes, doenças e miséria? [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><strong><em>As tragédias, o deus de Gondim e o Deus das Escrituras&#8230;</em></strong></p>
<p>Perplexos. É assim que ficamos diante do sofrimento, das mazelas, das grandes tragédias.</p>
<p>O último terremoto que arrasou o norte do Japão, deixou-nos todos muito perplexos e apertou nossos corações. Mais perto de nós, no Brasil, no começo deste ano, as chuvas que fizeram desmoronar montanhas enormes sobre as casas no estado do Rio de Janeiro causou-nos também essa perplexidade, essa comoção que leva-nos à compaixão.</p>
<p>É normal nutrimos simpatia pelo nosso semelhante, pelo nosso próximo. Aliás, a palavra simpatia é a aglutinação de dois termos gregos, <em>sún</em>, que quer dizer &#8216;juntamente&#8217; e  <em>páthos, eos-ous, </em>que quer dizer &#8216;o que se experimenta’. <em>Simpathos</em> é a  “participação no sofrimento de outrem”, “comunhão de sentimentos”. E sentimos isso. Afinal, os que sofrem são nossos próximos, nossos semelhantes.</p>
<p>E Deus? Sente ele também simpatia pelos que sofrem, pelos que são vitimados pela tragédia, pelas guerras, fomes, doenças e miséria?</p>
<p>Para alguns evangélicos que alcançaram alguma fama no Brasil, como Ricardo Gondim,  pastor da igreja Assembléia de Deus Betesda, que tem amealhado incontáveis seguidores, a simpatia de Deus para com os que sofrem é incompatível com a idéia da soberania e governo de Deus sobre todas as coisas. Gondim desenvolveu uma nova teoria que dá explicação para os fenômenos que causam tragédia, afirmando que Deus resolveu abrir mão de sua soberania, de sua onisciência, onipresença para desenvolver relacionamentos verdadeiros com suas criaturas. Ele chamou sua teoria de “Teologia Relacional”. No entendimento de Gondim, Deus não pode evitar as catástrofes e não tem conhecimento do futuro.</p>
<p>Sam Mendes, diretor de cinema hollywoodiano, dirigiu um filme premiado chamado “American Beauty” (Beleza Americana) que tinha como premissa básica a frase “look closer” (olhe mais perto). A idéia do diretor ao retratar uma família média norte-americana era demonstrar que, de longe, a aparência era de que tudo estava certo; no lugar; funcional. Mas, à medida em que a família era vista mais de perto, era possível perceber seus problemas – cada vez mais complexos.</p>
<p>Fazemos bem em olhar mais de perto o ensino de Gondim e da teologia relacional. Vamos encontrar nele aquilo que o Dr. Valdeci Santos chamou de labirinto teológico, mas, em uma de suas várias saídas, esse labirinto leva-nos aos pressupostos encontrados na teologia do processo e no panenteísmo – ainda que o próprio Gondim não tenha condições de afirmá-lo.</p>
<p>O discurso de Gondim e de adeptos da teologia relacional, faz uso de linguagem evangélica e apela para a superioridade dos atributos morais de Deus em relação aos seus atributos invisíveis.</p>
<p>Todavia, para afirmar suas conclusões eles precisam interagir com idéias teológicas que romperam com a ortodoxia cristã. Não é muito difícil traçar suas idéias até a “Teísmo Aberto”, como demonstrou com bastante precisão o Dr. Valdeci dos Santos, em seu artigo “A Teologia Relacional: Suas Conexões com o Teísmo Aberto  e Implicações para a Igreja Contemporânea”. Os elementos fundamentais da teontologia da “teologia do processo” também se vê nas afirmações de Gondim. Os papas da teologia do processo, Whitehead e Hartshorne  também afirmaram que Deus está no tempo; que não conhece o futuro; que é sujeito a mudanças e reações em conformidade com os acontecimentos futuros. Quanto ao homem esses“papas do panenteísmo”, assim como Gondim, afirmam uma liberdade quase absoluta ao homem; afirmam ambos que a decisão humana determina os eventos futuros – que está em construção.</p>
<p>A impressão que os eforços de Gondim e seus seguidores causam é a de que ele empreendeu um grande esforço para fazer uma teodicéia um tanto desastrada, face à sua dificuldade em encontrar respostas bíblicas para as inquietantes perguntas acerca da presença do mal no mundo. O resultado, todavia, é a criação de um deus fraco. Um deus menor e vazio. Um deus que não oferece esperanças e deixa só o desespero e o temor diante das grandes tragédias.</p>
<p>O problema reside justamente na inabilidade dos adeptos da teologia relacional em lidar com doutrinas bíblicas como a providência, os efeitos da Queda, a Redenção – conforme a interpretação ortodoxa e histórica.</p>
<p>Não tendo condições de afirmar sua teologia com base na interpretação histórico gramatical das Escrituras, preenchem suas lacunas – ou buracos – com a argamassa de fontes estranhas ao cristianismo. Ao usar uma linguagem evangélica e tentar essa composição com o teísmo clássico, os adeptos da teologia relacional acabam incorrendo em um <em>non sequitur</em>, por não explorarem ao máximo os desdobramentos de suas afirmações e não assumirem a origem de suas premissas.</p>
<p>A idéia de Deus “renunciando aos seus atributos” é extremamente ofensiva à teontologia clássica. Para ficarmos em um só exemplo, podemos dizer que ao sujeitar-se a não saber, Deus teria de fazer-se menor do que o tempo; teria de colocar-se dentro do tempo. Ao fazer isso, o tempo tonar-se-ia maior do que seu próprio criador. Tornar a criatura maior que o criador é a prática comum do homem desde a Queda. Conforme se vê na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, o homem é pródigo em tornar algo que Deus criou na própria divindade. A ofensa deste ato repousa em justamente na tentativa de conter o criador em algo palpável e cognoscível. Esta é a essência da idolatria:</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal"><em>&#8230;porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.</em><br />
<em>Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;</em><br />
<em>porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.</em><br />
<em>Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos</em><br />
<em>e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.</em><br />
<em>Romanos 1.19-23</em></p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">A tabela abaixo exibe a diferença entre os atributos de Deus segundo as Escrituras e aqueles reinterpretados pela teologia do processo. Não será difícil encontrar na tabela o deus de Gondim&#8230;</p>
<table border="1" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 48.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="48%">
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal"><strong>Atributos Clássicos</strong></p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%">
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal"><strong>Atributos Neo-clássicos</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">1.  Absoluto (Ausência de relatividade)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">1.  Realitividade (Deus é internamente relacionado às criaturas através de sua  ação sobre eles e seu relacionamento com eles)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">2.   Realidade pura (não há potencialidade em Deus)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">2.  Potencialidade (Nem tudo que é real ou pode ser real é possível a Deus)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">3.  Total necessidade (Toda verdade sobre Deus é necessariamente verdade)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">3.  Necessidade e contingência (Deus existe necessariamente, mas várias coisas  são verdadeiras sobre a contingencialidade de Deus – por exemplo: seu  conhecimento é contingente)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">4.  Absoluta simplicidade</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">4. Complexidade</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">5.  Criação <em>ex nihilo</em> por um ato de livre vontade; Deus poderia  ter se refreado de cirar qualquer coisa, se assim quisesse.</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">5. Deus  e o mundo das criaturas existem necessariamente, embora os detalhes sejam  contingentes.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">6.  Onipotência (Deus tem o poder de fazer todas as coisas que sejam consistentes  com sua vontade)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">6. Deus  tem todo o poder que um agente metafísico poderia ter e possui limitações  lógicas.</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">7. Incorpóreo</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">7. Corpóreo  (o mundo é o corpo de Deus)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">8. Não  temporalidade (Deus não vive em uma série de momentos no tempo)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">8. Temporalidade  (Deus vive na sucessão temporal – mas para sempre)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">9. Imutabilidade  (Deus não pode mudar porque Deus não está sujeito à sucessividade do tempo)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">9.  Mutabilidade (Deus está continuamente atingindo sínteses mais elevadas de  experiências)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">10.  Perfeição absoluta (Deus é eternamente aquele que não pode ser mais  perfeitamente conebido)</p>
</td>
<td style="width: 50.0%;padding: 2.25pt 2.25pt 2.25pt 2.25pt" width="50%" valign="top">
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">10.  Perfeição relativa (A todo momento Deus é mais perfeito do que o momento  anterior, mas Deus está em estágio de constante desenvolvimento).</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Portanto, a teologia do processo e a teologia relacional acabam por negar um Deus imutável, absoluto, criador, todo-poderoso, infinito, eterno, perfeito, controlador e governador de todo universo e da história, sancionador, e que se manifesta na figura masculina e com expressões familiares como “Pai”. O deus da teologia relacional é um deus que está – não é um Deus que É! Mas, um deus que não é, mas está, não se encaixa na própria definição que o termo Deus evoca. Não pode ser Deus, porque está e virá a ser. Um Deus que não é, não tem nada a oferecer ao homem – nem mesmo sua simpatia diante do sofrimento e do caos, como sugerem os teólogos relacionais, pois a simpathos estaria sempre sujeita a graus de conhecimento, identificação e de intensidade.</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">Esse deus relacional, que está em processo, em fluxo, é um deus fraco, limitado, susceptível. É o deus da <em>Hiera anagrafe</em>, de Evêmero. Como no evemerismo, a divindade é construída segundo a imagem do homem. Limitado, frágil e susceptível.  As Escrituras Sagradas oferecem uma definição diferente de Deus. Vejamos um dentre tantos textos que exaltam a majestade, governo, poder e grandeza de Deus, mostrando-O como o incomparável:</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;text-align: center;line-height: normal">Quem na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu na terça parte de um efa o pó da terra e pesou os montes em romana e os outeiros em balança de precisão?<br />
Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?<br />
Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?<br />
Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta.<br />
Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto.<br />
Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.<br />
Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?<br />
O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro e cadeias de prata forja para ela.<br />
O sacerdote idólatra escolhe madeira que não se corrompe e busca um artífice perito para assentar uma imagem esculpida que não oscile.<br />
Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra?<br />
Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;<br />
é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra.<br />
Mal foram plantados e semeados, mal se arraigou na terra o seu tronco, já se secam, quando um sopro passa por eles, e uma tempestade os leva como palha.<br />
A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? diz o Santo.<br />
Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.<br />
Isaías 40.12-26</p>
<p style="margin-bottom: .0001pt;line-height: normal">R. C. Sproul, em seu livro sobre filosofia, traz-nos lembrados de Parmênides, importante filósofo da antiguidade que  foi assertivo quando determinou que se alguma coisa está mudando, na verdade ela não é. Pensar em mudança nos obriga a pensar em termos do que não é, e isso é impossível. Parmênides entendia que tudo que existe de modo absoluto, não pode mudar. Não pode ser e não ser ao mesmo tempo e da mesma maneira. Se está se tornando, não pode estar sendo. Se está sendo, não é nada. Tem de ser absolutamente, ou não ser. Sua célebre frase diz: “Tudo o que é, é!”. Moisés, um pastor de ovelhas de 80 anos de idade, no alto do monte Sinai, ouviu uma voz retumbante e terrível que disse: <strong>EU SOU O QUE SOU!</strong></p>
<p>Diante de grandes tragédias, a alma humana parece anelar por respostas, por explicações. Até a curiosidade humana faz como que desejemos entender e conversar sobre o que aconteceu com tais e tais pessoas, em situações de morte, tragédias e coisas assim. O Senhor Jesus Cristo mesmo chama a atenção para aqueles dois episódios trágicos, a queda da torre de Siloé e o assassinato de galileus. Esses eram assuntos que estavam na “boca do povo”. No entanto, Jesus procurar mostrar aos seus discípulos que essas tragédias não são resultado, como às vezes gostamos de pensar, de castigos divinos ou coisas assim. Eles são governados por Deus através de sua misteriosa providência e são resultado de vivermos num mundo caído, corrompido pelas mazelas do pecado.</p>
<p>A <em>simpathos</em> de Deus com a humanidade é tamanha que Ele resolveu enviar seu próprio filho, Jesus, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, Luz de Luz, para tomar nossa natureza humana e, como homem-Deus fazer-se mediador entre Deus e os homens. Ele veio para resgatar e redimir. Todo o que nEle crê, não perecerá, mas terá a vida eterna. No seu reino, na ressurreição, não haverão tragédias, morte, destruição e miséria. Teremos um reino sempiterno de amor, na presença do próprio Deus. Essa é a esperança cristã. Essa é grande promessa do evangelho!</p>
</div>
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		<title>Congresso de Teologia no Mackenzie</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 11:53:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em>Heber Carlos de Campos Júnior</em></p><p><a href="http://blogfiel.com.br/2011/02/congresso-de-teologia-no-mackenzie.html"><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/02/congresso.jpg" alt="Congresso de Teologia no Mackenzie" width="435" height="147" class="aligncenter size-full wp-image-1286" /></a></p><p>Arthur W. Pink, na  introdução do livro <em>Deus é Soberano</em> (Editora Fiel), fala da importância de cada servo de Deus ser equilibrado no  seu anúncio. No intento de preservar o equilíbrio da verdade, o autor  encoraja-nos a apresentar tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade  humana, enfatizando o que cada período mais carece. “O que o pregador precisa  anunciar”, escreve Pink, “não é aquilo que suas ovelhas mais gostam de ouvir,  e, sim, aquilo que mais falta lhe faz, isto é, os aspectos da verdade que lhe  são menos familiares, ou que menos se evidenciam em seu viver.” John MacArthur  Jr., em seu livro <em>Com Vergonha do  Evangelho</em> (Editora Fiel), também trata desse equilíbrio conforme a Segunda  Epístola de Paulo a Timóteo. Paulo instrui o jovem pastor a ter tanto a  repreensão quanto o encorajamento na pregação. Em 2 Tm 4.2, Paulo apresenta  duas palavras com conotação negativa (corrige, repreende) e uma com conotação  positiva (exorta). “Todo ministério válido”, afirma MacArthur, “precisa de um  equilíbrio entre o positivo e o negativo.” O equilíbrio da pregação precisa  refletir o equilíbrio das Escrituras (cf. 2 Tm 3.16), as quais são úteis tanto  para tarefas de tom positivo (ensino, educação) quanto para tarefas de tom  negativo (repreensão e correção).[...]</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><em>Heber Carlos de Campos Júnior</em></p>
<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/02/congresso.jpg" alt="Congresso de Teologia no Mackenzie" width="435" height="147" class="aligncenter size-full wp-image-1286" /></p>
<p>Arthur W. Pink, na  introdução do livro <em>Deus é Soberano</em> (Editora Fiel), fala da importância de cada servo de Deus ser equilibrado no  seu anúncio. No intento de preservar o equilíbrio da verdade, o autor  encoraja-nos a apresentar tanto a soberania de Deus quanto a responsabilidade  humana, enfatizando o que cada período mais carece. “O que o pregador precisa  anunciar”, escreve Pink, “não é aquilo que suas ovelhas mais gostam de ouvir,  e, sim, aquilo que mais falta lhe faz, isto é, os aspectos da verdade que lhe  são menos familiares, ou que menos se evidenciam em seu viver.” John MacArthur  Jr., em seu livro <em>Com Vergonha do  Evangelho</em> (Editora Fiel), também trata desse equilíbrio conforme a Segunda  Epístola de Paulo a Timóteo. Paulo instrui o jovem pastor a ter tanto a  repreensão quanto o encorajamento na pregação. Em 2 Tm 4.2, Paulo apresenta  duas palavras com conotação negativa (corrige, repreende) e uma com conotação  positiva (exorta). “Todo ministério válido”, afirma MacArthur, “precisa de um  equilíbrio entre o positivo e o negativo.” O equilíbrio da pregação precisa  refletir o equilíbrio das Escrituras (cf. 2 Tm 3.16), as quais são úteis tanto  para tarefas de tom positivo (ensino, educação) quanto para tarefas de tom  negativo (repreensão e correção).</p>
<p>Tanto  Pink quanto MacArthur estavam enfatizando o que poderia ser ilustrado pela  figura do termostato. Este dispositivo destinado a manter constante a temperatura de  um determinado sistema tem como função detectar quando o ambiente precisa ser  resfriado e quando precisa ser aquecido. Nós, pregadores, também precisamos de  um termostato espiritual. Isto é, precisamos compreender quando é preciso  esquentar e quando é precisa esfriar, por assim dizer. Somos chamados a  anunciar todo o desígnio de Deus (cf. At 20.27). Infelizmente, porém, nossos  dias experimentam pregadores que não sabem dosar a sua pregação.</p>
<p>Talvez um dos maiores desequilíbrios de nossos dias seja  quanto à atuação do crente na esfera privada e na esfera pública. Enfatizamos por demais a primeira em detrimento da  segunda. Somos prontos a exortar o crente a práticas devocionais, a uma ética  individual, mas não orientamos o cristão a se engajar na sociedade, a construir  uma filosofia de trabalho baseada em sua fé. A fé reformada é proclamada como  trazendo uma perspectiva holística da vida em que tudo é feito para a glória de  Deus, a partir dos fundamentos da cosmovisão calvinista. Entretanto, temos  dificuldade em compreender, mais dificuldade ainda em transmitir medidas  práticas para o cristão viver coerentemente fora do ambiente eclesiástico.</p>
<p>A  participação do crente na política é um exemplo do desequilíbrio mencionado  acima. Evangélicos tendem a prestar um pouco de atenção na política em períodos  de eleição, porém, depois, não compreendem o contínuo papel do cidadão. Eles  sabem o que significa ter uma família cristã, mas dificilmente definiriam em  que o cidadão cristão é diferente. Falta uma filosofia cristã para diálogo  público, uma estratégia consciente de como lutar pelo bem público e não só pela  ala evangélica. Precisamos de mais crentes que compreendem sua atuação tanto na  esfera privada como na esfera pública.</p>
<p>Pensando na necessidade desse equilíbrio é que a Universidade  Presbiteriana Mackenzie está promovendo, no próximo mês de março, o <strong><em>2º  Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja</em>: A atuação do  cristão na esfera pública</strong>. Nosso palestrante principal, o renomado teólogo  sistemático Wayne Grudem, compartilhará algumas reflexões de seu mais novo  livro: <em>Politics According to the Bible</em> (Política de acordo com a Bíblia). Juntamente com palestrantes nacionais, tal  congresso visa despertar o público evangélico a uma reflexão mais profunda  sobre a participação cristã na arena pública. Como secretário executivo do  congresso, quero convidar você a participar desse evento. Para obter mais  informações acesse o site da universidade (<a href="http://www.mackenzie.com.br/portal/principal.php" target="_blank">www.mackenzie.br</a>) e click no link do congresso. </p>
</div>
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		<title>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2010/12/cristianismo-na-alemanha-desilusao-ou-esperanca.html</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História da igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cristianismo_na_Alemanha.jpg" alt="Cristianismo na Alemanha" width="384" height="256" class="aligncenter size-full wp-image-1120" /></p><p>Oferecemos aos leitores um panorama introdutório sobre a situação da  igreja evangélica na Alemanha. Os autores do texto que são: Matias Heidmann, Bacharel em  Teologia pelo Martin Bucer Seminar, na Alemanha, membro da Igreja Batista do  Morumbi, em São Paulo, onde dirige um grupo de estudo bíblico nos lares; e Gutierres Fernandes Siqueira, Bacharel  em Comunicação Social, membro da Assembleia de Deus no Jardim das Pedras, em  São Paulo, editor do blog <a href="http://teologiapentecostal.blogspot.com/" target="_blank">Teologia  Pentecostal</a>.</p>
<p>---------------------------</p>
<p><strong>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</strong><br />Matias Heidmann e Gutierres Siqueira</p>
<p>O  livro <em>Schluss mit Lustig </em>(Chega de diversão), do apresentador de  televisão Peter Hahne, foi o “bestseller do ano” da lista dos livros de não-ficção  mais vendidos da revista alemã <em>Der Spiegel </em>em 2005. A obra vendeu oitocentos  mil exemplares na Alemanha. Ao invés de tratar temas como autoajuda, crise  econômica ou outros, que tanto fazem sucesso em terras brasileiras, esse livro  é uma crítica à alienação da sociedade alemã (“Spassgesellschaft”, isto é, a  sociedade de entretenimento) de uma perspectiva cristã conservadora.</p>
<p>Peter  Hahne não é apenas uma das estrelas da TV aberta alemã, moderando programas de  cunho jornalístico, mas também um bem-sucedido escritor de livros que fazem  apologia ao cristianismo bíblico. Hahne é luterano praticante e membro do  conselho da “Evangelische Landeskirche” (igreja protestante alemã estatal,  formada por igrejas luteranas e reformadas). Ele já vendeu mais de seis milhões  de seus diversos livros e ainda é colunista do principal jornal popular da  Alemanha, o <em>Bild am Sonntag</em>, na sua  edição de domingo. Um dos seus artigos dominicais trouxe como título “A Bíblia  é mais emocionante que um romance policial”. Segundo a <em>Der Spiegel</em>, “as  pessoas leem Hahne, pois não entendem Ratzinger”. [...]</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cristianismo_na_Alemanha.jpg" alt="Cristianismo na Alemanha" width="384" height="256" class="aligncenter size-full wp-image-1120" /></p>
<p>Oferecemos aos leitores um panorama introdutório sobre a situação da  igreja evangélica na Alemanha. Os autores do texto que são: Matias Heidmann, Bacharel em  Teologia pelo Martin Bucer Seminar, na Alemanha, membro da Igreja Batista do  Morumbi, em São Paulo, onde dirige um grupo de estudo bíblico nos lares; e Gutierres Fernandes Siqueira, Bacharel  em Comunicação Social, membro da Assembleia de Deus no Jardim das Pedras, em  São Paulo, editor do blog <a href="http://teologiapentecostal.blogspot.com/" target="_blank">Teologia  Pentecostal</a>.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</strong><br />Matias Heidmann e Gutierres Siqueira</p>
<p>O  livro <em>Schluss mit Lustig </em>(Chega de diversão), do apresentador de  televisão Peter Hahne, foi o “bestseller do ano” da lista dos livros de não-ficção  mais vendidos da revista alemã <em>Der Spiegel </em>em 2005. A obra vendeu oitocentos  mil exemplares na Alemanha. Ao invés de tratar temas como autoajuda, crise  econômica ou outros, que tanto fazem sucesso em terras brasileiras, esse livro  é uma crítica à alienação da sociedade alemã (“Spassgesellschaft”, isto é, a  sociedade de entretenimento) de uma perspectiva cristã conservadora.</p>
<p>Peter  Hahne não é apenas uma das estrelas da TV aberta alemã, moderando programas de  cunho jornalístico, mas também um bem-sucedido escritor de livros que fazem  apologia ao cristianismo bíblico. Hahne é luterano praticante e membro do  conselho da “Evangelische Landeskirche” (igreja protestante alemã estatal,  formada por igrejas luteranas e reformadas). Ele já vendeu mais de seis milhões  de seus diversos livros e ainda é colunista do principal jornal popular da  Alemanha, o <em>Bild am Sonntag</em>, na sua  edição de domingo. Um dos seus artigos dominicais trouxe como título “A Bíblia  é mais emocionante que um romance policial”. Segundo a <em>Der Spiegel</em>, “as  pessoas leem Hahne, pois não entendem Ratzinger”.</p>
<p>O  economista-chefe do Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, Dr. Norbert  Walter, católico praticante, exortou os alemães a seguirem uma ética e moral  bíblica em suas vidas. “Devemos orar e trabalhar”, diz em desafio aos cristãos.   “A igreja representa apenas um  cristianismo de cereal matutino e deveria voltar à prática do cristianismo  bíblico”, disse o economista. O discurso pode ser visto na <a href="http://www.kath.net/detail.php?id=64" target="_blank">Katholische Nachrichten</a>. Em um  debate de televisão com a bispa luterana <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Margot_K%C3%A4%C3%9Fmann" target="_blank">Margot Kässmann</a>,  foi o Dr. Norbert Walter que fez menção da importância da Bíblia para  construção de uma sociedade sadia, cuja base é a família.</p>
<p>Em  recente discurso perante a União Democrata-Cristã (Christlich-Demokratische  Union, CDU), a chanceler Angela Merkel, filha de um pastor luterano na antiga  República Democrática da Alemanha, falou aos membros do seu partido político:  “Não temos muito Islã na Alemanha, temos pouco cristianismo. Temos poucas  discussões sobre a visão cristã da humanidade”. Merkel  ainda defendeu a liberdade religiosa como um valor universal, destacando que a  Alemanha está inserida numa tradição judaico-cristã. Seu discurso foi  acompanhado por aplausos entusiasmados.</p>
<p>A  voz profética desses profissionais destacados, cristãos convictos, é ouvida na  Alemanha por meio de publicações, congressos e dos meios de comunicação. Mas em  um país onde até um jornal secular lamenta que o evangelho somente é pregado quando  o “Weihnachts-Oratorium” (Oratório de Natal) de Johann Sebastian Bach é cantado,  devemos perguntar: Qual é o papel da igreja evangélica na proclamação das  verdades bíblicas na terra da Reforma Protestante?</p>
<p>A  Alemanha é um país onde aproximadamente 85% da população considera-se cristã.  Muitos são membros da “Evangelische Kirche” e da “Katholische Kirche” (igreja católica  alemã). Ambas são estatais, sendo que pastores e padres são funcionários  públicos e os cursos teológicos protestantes e católicos são oferecidos pelas  grandes universidades alemãs. A forma de cristianismo é predominantemente  nominal, com exceção de algumas iniciativas conservadoras, como o movimento  pietista dentro das igrejas luteranas no sul do país. Entre as igrejas estatais  há grupos que colocaram no estatuto de suas igrejas que querem pastores  convertidos para a direção da comunidade. Ambas as igrejas lamentam o crescente  número de pedidos de desligamento dos seus membros. Apesar de muitos  professarem o cristianismo, esses mesmos acham que a igreja não é relevante. É  a privatização da fé, resguardada na individualidade, sem manifestação social.  Uma vez desligados da igreja, o ex-membro fica isento do imposto da igreja  (“Kirchensteuer”).</p>
<p>Pouco  notadas ainda pela população são as igrejas de denominações independentes, como  Batistas, Pentecostais, Metodistas e Evangélicas Livres. É difícil fazer uma  estimativa de quantos membros ativos essas igrejas possuem. Estima-se que  aproximadamente 2,5 milhões de pessoas na Alemanha consideram-se “evangelicais”  (“Evanglikale”), sendo membros das denominações acima mencionadas ou de outros  grupos independentes. Também é difícil mencionar o que cada grupo crê e faz.  Destacamos então três grupos distintos:</p>
<p>•  Igrejas russo-alemãs (“Russlanddeutsche Christen”, “Evangeliumsbaptisten”)<br />
  •  Igrejas carismáticas e pentecostais<br />
  •  Uma igreja independente/reformada em Hamburgo</p>
<p><strong>Igrejas  russo-alemãs (“Russlanddeutsche Christen”)</strong><br />
  Quando  a ditadura socialista no bloco leste europeu foi derrubada no final dos anos  1980, as fronteiras foram abertas e muitos emigraram para a Europa Ocidental. A  Alemanha tem, desde então, recebido aproximadamente trezentos a quatrocentos  mil cristãos “evangelicais” da antiga União Soviética. Muitos são descendentes  de alemães e são chamados de “cristãos do Evangelho” (“Evangeliumschristen”) ou  “batistas emigrantes” (“Aussiedlerbaptisten”), um termo, porém, bastante  equivocado. Formaram igrejas independentes, no início culturalmente fechadas e  bastante legalistas. Os grupos também são fechados em relação a igrejas  denominacionais, estatais e principalmente pentecostais.</p>
<p>Aos  poucos, a nova geração que cresceu na Alemanha foi tomando conta dessas igrejas  e hoje muitas se destacam por um forte crescimento e ênfase no ensino bíblico.  A maioria das igrejas mencionadas é conduzida por um corpo de presbíteros.  Quase não há obreiros que são sustentados pelas igrejas, pois a maioria dos  dirigentes são profissionais liberais. Impressionante é a formação teológica  dos mesmos, que se dá em seminários noturnos ou nos finais de semana. Alguns  dos pregadores leigos são bons conhecedores do grego e do hebraico. </p>
<p><strong>Igrejas  carismáticas e pentecostais</strong><br />
  As igrejas  pentecostais e carismáticas estão crescendo na Alemanha. Estão tomando o lugar  de denominações mais tradicionais. Com seu culto mais espontâneo, música  moderna e pregadores que falam a linguagem do povo, eles atraem principalmente  jovens. Também muitos imigrantes cristãos da África e Ásia são pentecostais,  contribuindo para o crescimento dessas igrejas.</p>
<p>A “Glaubensgemeinde”  (Igreja da Fé) em Stuttgart, liderada por Peter Wenz, possui quatro mil  frequentadores por fim de semana, sendo a primeira mega-igreja na secularizada  Alemanha. Outras igrejas carismáticas de destaque são a “Elim” em Hamburgo, o “Christuszentrum”  em Frankfurt e o “Missionwerk” em Karlsruhe. Também a denominação batista tem  uma forte representação carismática ao lado das linhas tradicional e liberal.</p>
<p>Enquanto  isso, na distante Nigéria, o incansável evangelista alemão Reinhard Bonnke  prega o evangelho para uma audiência de um milhão de pessoas. “Africa shall be  saved!” (“a África será salva”), diz o evangelista, falando inglês com forte  sotaque alemão. Os cristãos africanos amam Reinhard Bonnke. Ele prega uma  mensagem pentecostal clássica. Bonnke é considerado o Billy Graham alemão. Na  África é conhecido pessoal de muitos líderes de nações e trabalha com as  diversas denominações cristãs. Apesar de ter sua base em Frankfurt, Bonnke é  conhecido e respeitado somente entre os carismáticos de sua própria nação.</p>
<p>Em  meados dos anos 1990, Bonnke escreveu um pequeno livro evangelístico chamado <em>Vom  Minus zum Plus </em>(Do menos para o mais) e enviou pelo correio a todos os  lares na Alemanha. Esperava-se que muitos dos que receberam o livro procurariam  uma igreja parceira do projeto. Infelizmente, o evento bem-intencionado foi  pouco notado pelos alemães, que devem ter confundido o livro com a propaganda  de uma seita e jogado diretamente no lixo.</p>
<p><strong>Evangelizando  na Alemanha</strong><br />
  Mas  cruzadas evangelísticas, como as de Bonnke na África, não são bem sucedidas na  Alemanha. Acabam sendo frequentadas somente pelos crentes. Por esse motivo, o  potencial da evangelização está na igreja local e na sua atuação. Enquanto que  muitas igrejas preocupam-se em manter a tradição de seus cultos e cultivar a  vida restrita na igreja, outras procuram formas novas e contextualizadas para  alcançar o povo alemão.</p>
<p>Casas  de chá cristãs, discotecas cristãs,<em> worship nights</em> (noites de louvor),  comunidades alternativas para<em> punks</em> e metaleiros são algumas das  variantes. As iniciativas são bem intencionadas, porém, no fervor  evangelístico, o discipulado é negligenciado. Solteiros e jovens são atraídos  por essas iniciativas, mas para garantir um futuro crescimento e a vida cristã  de qualidade é necessário que os interessados sejam devidamente instruídos na  doutrina básica da fé cristã.</p>
<p>Igrejas  Luteranas, quando lideradas por pastores bíblicos conservadores, são um ótimo  meio de alcançar a população, já que a igreja luterana faz parte da cultura  alemã. Mas, infelizmente, são poucas as igrejas luteranas com pastores  verdadeiramente convertidos.</p>
<p><strong>À  procura de modelos de igreja</strong><br />
  Enquanto  que o modelo de igreja em células do coreano Yonggi Cho era muito propagado nos  anos 1980 como segredo para o crescimento da igreja, já nos anos 1990 uma onda  de modelos americanos foi implantada pelas igrejas evangélicas independentes,  desesperadas para alcançar maior impacto e significância na sociedade, onde  ainda eram consideradas seitas fundamentalistas. Os modelos <em>Willow Creek</em> (Bill Hybels) e <em>Saddleback</em> (Rick Warren) foram copiados principalmente  por igrejas batistas, algumas carismáticas e até algumas comunidades luteranas.  Enquanto isso, pentecostais estavam fascinados com a tal benção de Toronto e o  avivamento de Pensacola (Florida), perdendo o foco evangelístico em nome de um  aparente modelo de avivamento bizarro, produzido por homens.</p>
<p><strong>Uma igreja independente/reformada em  Hamburgo</strong><br />
  Infelizmente,  os modelos importados não deram certo. Ao contrário, os modelos levaram a  frustração e muitos líderes estavam no final totalmente esgotados. Hoje, muitas  igrejas que sobreviveram as “ondas” estão buscando maneiras mais bíblicas para  edificação da comunidade.</p>
<p>Enquanto  que nos anos 1990 a maioria dos pentecostais estava sendo atraídos pelos novos  (e bizarros) fenômenos norte-americanos, uma igreja pentecostal na cidade de  Hamburgo começou a trilhar um caminho bem diferente. O pastor Wolfgang Wegert,  reconhecido ministro pentecostal com pregação direta e cristocêntrica, teve uma  crise profunda e estava a ponto de desistir do ministério tão bem sucedido. A  sua igreja, <em>Arche</em> (a Arca) é uma das  igrejas que mais crescem na secularizada cidade de Hamburgo. Mas a crise foi  teológica, pois Wegert não quis entregar-se a esses movimentos que vem e vão.  Ele queria ver uma mudança real e contínua na igreja, além de uma igreja forte  na doutrina e no poder do Espírito Santo. Nesse momento de crise foi levado a  ler o livro <em>O Spurgeon esquecido</em>,  de Iain Murray (PES). Descobriu então não mais um modelo de igreja, mas uma  parte da teologia que não conhecera antes. Um pastor pentecostal abraçou o  calvinismo. Na igreja não aconteceram mudanças de liturgia ou estrutura, mas a  pregação tornou-se reformada em seu conteúdo. Hoje a igreja faz contatos com  calvinistas nos Estados Unidos, já que a fé reformada é pouco presente nas  denominações evangélicas na Alemanha. Uma interessante entrevista com os  Wegerts pode ser assistida em inglês no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=feEnh9tP-sA&amp;feature=related" target="_blank">Youtube</a>.</p>
<p>Quinze  anos depois, a Arche é uma igreja reformada livre, bem estruturada, abrigando  um campus do seminário reformado <em><a href="http://www.bucer.de/" target="_blank">Martin Bucer  Seminar</a></em>, crescendo em número e usando a televisão como meio de propagar  o evangelho e com trabalhos de ajuda humanitária em diversas nações do mundo,  incluindo Brasil e Índia.</p>
<p>No  final de 2010, Wolfgang Wegert passou a direção da igreja para o seu filho  Christian Wegert, engenheiro por profissão e pastor por vocação, como seu pai.  Christian foi formado pelo <em><a href="http://www.sovereigngraceministries.org/about-us/pastors-college.aspx" target="_blank">Pastors  College</a></em> da <em>Sovereign Grace </em><em>Ministries</em>, em Gaithersburg, Maryland (EUA), e tem o desafio de consolidar o  curso reformado da igreja e levar a mensagem da livre graça de Deus além das  fronteiras da igreja.</p>
<p><strong>Conclusão</strong><br />
  A  igreja na Alemanha ainda está viva. Diversas inciativas, mesmo que em estágio  imaturo, são ferramentas que Deus está usando para alcançar a população.  Profissionais destacados como Peter Hahne e Norbert Walter, mencionados no  começo, são apenas dois exemplos de cristãos que têm acesso aos lares alemães.  Há muitos políticos, artistas e cientistas que confessam publicamente o  cristianismo bíblico.</p>
<p>O  exemplo da igreja <em>Arche</em> serve para  mostrar que os alemães estão famintos para receber a boa semente do evangelho.  O problema é que a igreja alemã, pensando que tinha que adaptar sua mensagem ao <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeitgeist" target="_blank">Zeitgeist</a></em> deixou de ser  relevante. A <em>Arche</em> é uma prova que  quando a igreja prega a Bíblia e suas verdades centrais torna-se uma igreja  relevante. Que Deus conceda um avivamento verdadeiro e que muitos alemães  encontrem novamente o caminho da vida.</p>
</div>
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		<title>A Água Branca e a Mesa Branca</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2010/06/a-agua-branca-e-a-mesa-branca.html</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 17:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/06/agua_branca_e_mesa_branca.jpg" alt="" width="336" height="224" class="aligncenter size-full wp-image-365" />
<p>No bairro  da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é  difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros  que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do  teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de  ornitorrinco teológico - o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça  moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de  um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que  defendem o cristianismo histórico.</p>
<p>Até aí,  nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil  intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão  e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu  tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias  desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de  alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de  serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes  atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">O  texto abaixo foi escrito por Marcos  Granconato, e publicado aqui com sua autorização. O autor do texto é Bacharel  em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida, Atibaia, São Paulo, onde é  professor de teologia sistemática e ministra cursos de história da igreja. É  também formado em Direito pela Universidade São Francisco, em Brangança  Paulista. Formou-se em 2009 no Mestrado em Teologia Histórica no Centro  Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, da Universidade Mackenzie, em São  Paulo. É pastor da Igreja Batista Redenção, em São Paulo, e foi um dos preletores  na 3ª <em>Conferência  Fiel</em>Para<em> <em>Jovens</em></em>, em 2005.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>A Água Branca e a Mesa Branca</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-365" src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/06/agua_branca_e_mesa_branca.jpg" alt="" width="336" height="224" /></p>
<p>No bairro  da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é  difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros  que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do  teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de  ornitorrinco teológico &#8211; o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça  moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de  um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que  defendem o cristianismo histórico.</p>
<p>Até aí,  nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil  intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão  e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu  tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias  desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de  alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de  serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes  atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?</p>
<p>Mesmo  sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a  que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes  dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer  noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na <em>Bíblia </em>e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de  Abraão, de Moisés e de Paulo.</p>
<p>Recentemente,  porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que  arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa  Branca”.  De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe  da Sã Doutrina que um <em>site </em>kardecista publicou o texto com plena  aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!</p>
<p>Por que  esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi  o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do  Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com  paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os  incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente&#8230; O que chocou  muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que,  unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a  atitude dos jogadores.</p>
<p>Entenda  bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de  ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história  tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os  cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os  expoentes da mentira (<em>2Jo 9-11</em>). É também errado praticar a  solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição  herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por  terem nascido de novo, mas sim visando a uma reencarnação melhor (<em>2Co  6.14-17</em>). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não  valem nada, pois, para Deus, só conta a piedade procedente da verdade (<em>Ef  4.24</em>). Por isso, os crentes não devem se associar com os espíritas, nem  mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou  nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a  imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!</p>
<p>Condenar  a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de  espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe  de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação  do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (<em>1Co 2.12-16</em>), o mestre da  Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a  espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma  exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos  universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal  pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. <em>At 4.12; Ef  4.4-5</em>) é uma triste falácia!</p>
<p>Como se  não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação,  condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das <em>Escrituras</em>,  homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes  para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que  discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é  somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua  concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade  e condenar a mentira (<em>2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5</em>) não deve ser posto em  prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade  como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em <em>Lucas 12.51-53</em>?).</p>
<p>Depois,  para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a  aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos,  hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do  nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a  todos nós humilha e iguala”.</p>
<p>Foi o  máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar <em>1Jo 4.5</em>).  Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão  radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais  do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as  crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos  homens!</p>
<p>Para nós,  contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água  branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de  supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do  diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de  brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a  serpente!</p>
<p><strong>Pr.  Marcos Granconato</strong><br />
<em>Soli Deo  gloria</em></p>
<p><a href="http://www.igrejaredencao.org.br/ibr/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=287:a-agua-branca-e-a-mesa-branca&amp;catid=17:pastoral&amp;Itemid=114" target="_blank">http://www.igrejaredencao.org.br/ibr/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=287:a-agua-branca-e-a-mesa-branca&amp;catid=17:pastoral&amp;Itemid=114</a></p>
</div>
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		<title>A Suposta Aposentadoria de Deus</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2010/04/a-suposta-aposentadoria-de-deus.html</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 20:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Luiz Sayão]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<strong>Luiz Sayão</strong>
<img style="float: right;margin: 10pt 10px 10px 10pt" src="http://www.editorafiel.com.br/blog_ftp/uploaded_images/aposentado1137.jpg" width="200" height="197" /><p>Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico da Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de <em>Quando coisas ruins acontecem com as pessoas boas</em>) e o pensador Abraham Heschel.  Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas para a minha surpresa, isso não se confirmou.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luiz Sayão</strong></p>
<div align="justify"><img style="float: right;margin: 10pt 10px 10px 10pt" src="http://www.editorafiel.com.br/blog_ftp/uploaded_images/aposentado1137.jpg" alt="" width="200" height="197" />Nos anos em que fazia pós-graduação na área de hebraico da Universidade de São Paulo, tive de estudar um pouco do pensamento judaico contemporâneo. Entre os diversos movimentos do judaísmo, chamou-me a atenção a proposta de aproximação entre o pensamento teísta e panteísta. Esta tendência filosófico-teológica é conhecida como panenteísmo. O panenteísmo afirma que o universo é Deus, mas Deus é mais do que o universo. Além disso, ressalta a importância do fluxo do tempo. Entre os defensores de tal sugestão estão o famoso rabino Harold Kushner (autor de <em>Quando coisas ruins acontecem com as pessoas boas</em>) e o pensador Abraham Heschel.  Na ocasião, fiquei surpreso, pois até então desconhecia a influência do panteísmo no pensamento judaico. Eu imaginava que o legado de Baruch Spinoza influenciava os judeus secularizados, mas para a minha surpresa, isso não se confirmou.</p>
<p>O fato é que há uma tendência teológica preocupante e problemática que tem influenciado diversos meios teológicos judeus e cristãos. Este novo enfoque surgiu nos Estados Unidos e já influencia outros países. A raiz da nova tendência está no que é chamado de <strong>teologia do processo</strong><em>. </em>O movimento começou a ter força nos Estados Unidos nos anos 30. Seus principais representantes são Charles Hartshorne, Alfred Whitehead e John Cobb. Em resumo podemos dizer que é “o elogio do movimento”.</p>
<p>Os teólogos da teologia do processo enfatizaram que a realidade é um fluxo permanente, e que o próprio Deus está inserido neste fluxo. Deus está dentro da história e do tempo e não acima dele. Como se vê, acabaram adotando uma perspectiva panenteísta (Deus se confunde com a natureza, ainda que seja maior do que ela), afastando-se da teologia cristã histórica. Portanto, a idéia sugerida é que Deus é um ser mutável e que está numa espécie de processo evolutivo. Na busca de uma refutação de uma metafísica estática, a teologia do processo define como categoria absoluta o fluxo do tempo. Deus está subordinado a ele, e deixa de ser o Deus, no sentido bíblico do termo, onisciente e onipotente.</p>
<p>Mais tarde, filho da teologia do processo, surge o movimento norte-americano do <strong>teísmo aberto</strong>. Foi um reflexo da teologia do processo no meio protestante americano. Começou no meio adventista com Richard Rice, e tem como principais defensores teólogos estadunidenses como John Sanders e Clark Pinnock, que foram muito questionados e quase excluídos da abrangente e tolerante <em>Evangelical Theological Society</em>.</p>
<p>Do ponto de vista da história da teologia, o teísmo aberto representa uma reação exagerada contra o calvinismo. A idéia básica dos novos teólogos americanos é que Deus decidiu abrir mão de sua soberania e da sua onisciência e resolveu não saber e controlar o futuro. Num processo de auto-limitação, Deus passa a ter seus atributos inoperantes. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. Na verdade, eles rejeitam a teologia histórica evangélica e ignoram centenas de textos bíblicos que afirmam atributos essenciais de Deus. Basta citar alguns poucos textos da literatura poética bíblica:</p>
<p>Conheces as nossas iniqüidades; não escapam os nossos pecados secretos à luz da tua presença. (Sl 92.8)</p>
<p>Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, <strong>Senhor</strong>. (Sl 139.4)</p>
<p>Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? (Sl 139.7)</p>
<p>Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado. (Jó 42.2)</p>
<p>Por incrível que pareça, o intuito original da teologia do processo e do teísmo aberto era positivo. A idéia inicial era apologética! O intuito era resolver o problema do mal. Como Deus pode ser considerado bom diante de tanta maldade do mundo? O interesse desses teólogos era “livrar” Deus de ser responsabilizado pelo sofrimento que há no mundo. No entanto, o resultado foi catastrófico e trouxe mais problemas do que soluções. A solução simples foi: “Deus precisa deixar de ser Deus, tornando-se menos onipotente e onisciente para que não seja responsabilizado pelo sofrimento do mundo”. Essa teologia “prática” e “simples” (tipicamente americana), e superficial, é na verdade uma teologia radical, polarizada, que ignora a dialética hebraica bíblica e que desconhece a realidade do mistério.</p>
<p>Como gosto de dizer: Precisamos evitar “a teologia do saci-pererê” (a teologia de uma “perna só”, de uma tendência só, radical). É preciso fugir dos radicalismos: Alguns cristãos dizem que Deus é só razão, outros afirmam que ele é só emoção. Algumas linhas teológicas insistem que Deus faz tudo, anulando a ação do ser humano, outras afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos &#8230; e ainda chamam Deus de Senhor!!!). Alguns teólogos preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus essencialmente individual. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas. A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Devemos entender que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética”. Na Bíblia, há tensões com as quais precisamos conviver. Se cairmos para um extremo, logo adotaremos uma heresia. Uma teologia equilibrada trará muitos benefícios para todos. Além disso, é preciso ressaltar que o teísmo aberto parece estar procurando “aposentar a Deus”. Além de isso ser impossível, pois Deus não deixará de ser o Deus onisciente e onipotente, é preciso dizer que em pouco tempo o teísmo aberto é que estará “aposentado”.</p>
</div>
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		<title>A Parada Comparada</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 19:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Sayão]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Luiz Sayão Nos últimos anos a sociedade tem percebido uma crescente visibilidade do movimento gay. Um dos sinais mais marcantes do movimento de raízes estrangeiras é o que tem sido chamado de Parada Gay. Tais manifestações públicas que gastam o meu e o seu dinheiro, pois recursos do estado são gastos em função da passeata, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: bold">Luiz Sayão</span></p>
<div align="justify">Nos últimos anos a sociedade tem percebido uma crescente visibilidade do movimento gay. Um dos sinais mais marcantes do movimento de raízes estrangeiras é o que tem sido chamado de <em>Parada Gay</em>. Tais manifestações públicas que gastam o meu e o seu dinheiro, pois recursos do estado são gastos em função da passeata, já se tornaram rotina. Em São Paulo, recentemente, foi divulgado que quase três milhões de pessoas participaram do evento. É difícil imaginar que quase 30% da cidade estivesse presente ali. Sem falar do fato de que a Avenida Paulista tem um movimento diário normal de um milhão de pessoas! O que nos surpreende é o tom exageradamente positivo dos meios de comunicação.<br />
A pergunta que surge diante de tal visibilidade é simples: Qual é a razão disso? Qual é a função ou a razão de ser de tal <em>parada</em>? Confesso que não entendo! Isso me faz lembrar da história de uma imigrante chinesa que chegou ao Brasil há cerca de quarenta anos. Ela foi levada a uma festa junina e, sem saber do que se tratava, viu um casal dançando quadrilha com as roupas esfarrapadas. Sem entender o que se passava, a moça estrangeira pensou que aquilo era um casamento. Assustada, imaginou: “Que país mais estranho! Nunca vi uma noiva tão feia!” Sou obrigado a expressar minha consternação: Essa <em>parada </em>é uma grande <em>charada</em>! Não dá para entender <em>nada</em>!É claro que já posso ouvir os argumentos de muitos: “A <em>parada </em>é uma celebração da diversidade. É a valorização da opção diversificada.” Mas minha mente prossegue <em>apurada</em>, sem entender a <em>parada</em>! Interpretá-la já é uma <em>parada</em>! Se a <em>parada </em>fosse um movimento em favor da diversidade sexual, por exemplo, teria sido muito diferente. Eu esperaria ver um “grupo de polígamos”, um “grupo de mulheres adeptas da poliandria”, “um grupo de castos”, “um grupo de casais heterossexuais que fizeram bodas de ouro” (são minoria hoje), “um grupo de sacerdotes católicos virgens” (é uma opção sexual). E ainda poderíamos imaginar o grupo dos divorciados, dos monogâmicos restritos, dos pansexuais e até dos zoófilos! Não é assim com a <em>parada</em>; a <em>parada </em>é monotônica. Não tem nada de diversidade. É uma <em>parada separada</em>! Não propõe a inclusão dos diferentes!</p>
<p>Ao contemplar algumas poucas cenas da referida parada, pude ver pela televisão cenas que, pela lei, seriam <em>censuradas</em>. A liberdade exagerda dos participantes torna inútil até mesmo o conceito de atentado ao pudor. Será que em vez de diversidade, a parada procura celebrar o sexo, à semelhança dos antigos gregos e romanos!? Mas por que gastar dinheiro público com isso? Se a questão é sexualidade, não deveria ser <em>diversificada</em>? Democraticamente <em>votada</em>? A verdade é que a <em>parada</em>, em outros tempos<em>censurada</em>, parece aos mais velhos um tanto <em>tarada</em>. Algumas das suas cenas públicas, em tempos antigos, custariam algumas<em>varadas</em>, pois seus participantes numa euforia de <em>tourada </em>deixariam a multidão <em>corada</em>.</p>
<p>Pode ser, porém, que a <em>parada </em>tenha outro significado. Poderia tratar-se da celebração de um grupo rejeitado pela sociedade, que nasceu assim e precisa ser incluído. O foco da discussão seria essencialmente genético. No entanto, mais uma vez, creio que a<em>parada </em>precisa ser <em>comparada</em>. Essa <em>parada </em>parece um tanto <em>murada</em>, sem dar espaços às multidões de gente <em>discriminada</em>! Entre muitas possibilidades podemos destacar os obesos, os portadores de deficiência e as minorias raciais! Para minha surpresa, a<em>parada </em>não contemplou muita gente que precisaria ser <em>curada</em>, socialmente <em>amparada</em>. Mais uma vez, preciso dizer que a parada nada teve de <em>dourada</em>, pois permaneceu intencionalmente <em>separada</em>.</p>
<p>Diante do discurso solo da <em>parada</em>, que optou por ser <em>separada </em>e até mesmo <em>murada</em>, é preciso dar uma boa <em>reparada</em>. Afinal, o que o movimento da <em>parada </em>quer e exige! A preocupação de grande parte da sociedade civil com o movimento hoje não tem nada a ver com a sexualidade dos seus participantes. O problema está na convivência dos mesmos com grupos diferentes! Avaliemos a situação.</p>
<p>O movimento gay, que deve ser separado dos diversos indivíduos que convivem com a homossexualidade, parece pretender ampliar sua voz <em>solo </em>e calar todos os que pensam diferentemente de seus adeptos. Imagine o argumento pró-gay aplicado a outros grupos: vejamos o caso das pessoas obesas. Podemos argumentar que algumas são assim por opção e outras por razões genéticas. Mas imagine o que seria se nunca mais se pudesse questionar a obesidade? Imagine se ensinássemos a quem tem tendência a obesidade a desenvolvê-la sem aceitar quaisquer críticas! Por que um homossexual é melhor do que um obeso? A homossexualidade não pode tornar-se uma obrigação. Ficamos assustados quando vemos religiosos presos em alguns países por interpretarem a homossexualidade de modo diferente. Em Massachussets (EUA), crianças participam de aulas que induzem à homossexualidade, e tudo com dinheiro público! O narcisismo do movimento desconsidera outras opiniões e valores. Caminhamos na direção de um <em>lobby</em>que quer punir quem pensa diferente. É o fim da liberdade de expressão! Creio que não demora o tempo quando um homossexual que deseja despertar “seu lado heterossexual&#8221; e “reprimir sua homossexualidade” seja punido pela lei!</p>
<p>O problema mais sério é que o movimento gay parece pretender que os homossexuais sejam cidadãos com direitos especiais, acima dos demais mortais. Além do fato de que não há dúvida de que se isso se confirmar, muita gente “se dirá homossexual” só para ter vantagens. Um exemplo prático é o caso da aposentadoria no Brasil! Imagine se um homossexual masculino consegue aposentar-se cinco anos antes (privilégio feminino no Brasil)! Estou certo de que “muitos malandros tupiniquins” farão de tudo para conseguir “seus direitos”.</p>
<p>Diante do fato do movimento gay não ter sequer considerado o respeito aos judeus ortodoxos de Jerusalém recentemente, a comunidade religiosa deve mobilizar-se, pois, em breve, padres, rabinos, monges e pastores serão presos por lerem textos bíblicos em seus cultos. Até a Bíblia corre o risco de ser confiscada.</p>
<p>Nossa sociedade democrática e pluralizada precisa respeitar os limites dos outros. O movimento gay, ainda que discordemos de seus pressupostos e práticas, tem o direito de agir como entender em seus limites, mas jamais poderá impor uma ditadura intolerante para outras pessoas. Tanto o gay como o religioso tem valor por serem pessoas, e não por suas particularidades. A verdade é que o movimento da <em>parada </em>pode ser uma grande <em>furada</em>, pois cheira a atitude <em>revoltada</em>. Se o movimento da <em>parada murada </em>quiser transformar nosso povo em gente <em>azarada</em>, com sua liberdade <em>refreada</em>, está na hora de propormos uma <em>virada</em>.</p>
<p>Não se esqueça de dar uma boa <em>comparada </em>entre as idéias do movimento com a Palavra que deixa a vida de quem a recebe plenamente <em>sarada</em>: “Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade.” (Tg 2.1)</p>
</div>
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		<title>Em Busca de uma Teologia da Estética!</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 20:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Sayão]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr Luiz Sayão A fé cristã teve uma trajetória traumática com as manifestações artísticas. Desde o início do cristianismo a relação entre fé e arte sempre foi de suspeita. Por que será que isso aconteceu? De onde veio essa ruptura? Tem explicação? Os judeus e os primeiros cristãos sempre contemplaram as manifestações artísticas dos pagãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pr Luiz Sayão</strong></p>
<div align="justify">
<p><a href="http://www.blogfiel.com.br/uploaded_images/Rembrandt_Christ_In_The_Storm_On_Th-757420.jpg"><img style="margin: 0px 10px 10px 0px;width: 190px;float: left;height: 240px" src="http://www.blogfiel.com.br/uploaded_images/Rembrandt_Christ_In_The_Storm_On_Th-757419.jpg" border="0" alt="" /></a>A fé cristã teve uma trajetória traumática com as manifestações artísticas. Desde o início do cristianismo a relação entre fé e arte sempre foi de suspeita. Por que será que isso aconteceu? De onde veio essa ruptura? Tem explicação?</p>
<p>Os judeus e os primeiros cristãos sempre contemplaram as manifestações artísticas dos pagãos e dificilmente dissociavam uma coisa da outra. A arte dos egípcios, babilônios, filisteus, gregos e romanos estava repleta de idolatria e de imoralidade. Não é difícil entender a repulsa de judeus e cristãos a tais manifestações.</p>
<p>Além disso, foi o próprio Deus que proibiu a confecção de imagens de escultura (Êx 20.4-5) como objeto de culto. O mandamento foi levado a sério pelos judeus. Não temos quase nada de esculturas hebraicas dos tempos bíblicos. No cristianismo primitivo a tendência prosseguiu. Todos sabem que a controvérsia das imagens foi um dos principais problemas da história da igreja. Até hoje católicos e protestantes têm linhas demarcadas em torno da questão.</p>
<p>Na área da música, as coisas também foram complicadas. O Novo Testamento fala pouco de música cantada na igreja. A igreja cristã sempre temeu que a música se tornasse um ídolo que prejudicasse a adoração genuína. O canto gregoriano tornou-se um estilo musical que evitava os desvios da alma. O problema persistiu na época da Reforma. O zelo por uma espiritualidade genuína e o medo da idolatria muito limitaram a expressão estética. Instrumentos musicais foram vistos com desconfiança. Os calvinistas mais radicais mostraram essa ruptura. Houve até mesmo uma destruição em massa de órgãos na Escócia. Graças à tradição luterana alemã, a música protestante teve força cultural e depois foi exportada para outros ambientes. O fato é que essa tradição de reticência com a arte teve efeito no evangelicalismo anglo-saxão e chegou também ao Brasil.</p>
<p>Em terras brasileiras a arte entre evangélicos teve outro agravante. Como era proibido construir templos no início da história protestante, nossos templos pareciam “caixotes da fé”, com pouquíssima referência estética. Além disso, por sua identidade anti-católica, símbolos como a cruz entre outros também foram abolidos. Em resumo, nossa herança estética é mínima. Por que tão grande divórcio?</p>
<p>Antes de iniciarmos qualquer preteritoclastia, é preciso observar que o problema da ruptura com a arte surgiu da leitura da própria Bíblia.</p>
<p>Quando lemos a gênese da arte nas Escrituras, ficamos assustados. Tudo começa com a família de Caim. A arte começa num ambiente anti-Deus, com características más como independência de Deus, imoralidade e violência. O toque final da estética de Caim aparece na figura da Cidade, resumo daquela civilização anti-Deus:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: normal;margin-bottom: 0pt;margin-left: 35.4pt;margin-right: 0cm"><sup><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;font-size: 10">19</span></sup><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;font-size: 10"><span class="Apple-converted-space"> </span>Lameque tomou duas mulheres: uma chamava-se Ada e a outra, Zilá.<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>20</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>Ada deu à luz Jabal, que foi o pai daqueles que moram em tendas e criam rebanhos.<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>21</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>O nome do irmão dele era Jubal, que foi o pai de todos os que tocam harpa e flauta.<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>22</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>Zilá também deu à luz um filho, Tubalcaim, que fabricava todo tipo de ferramentas de bronze e de ferro. Tubalcaim teve uma irmã chamada Naamá.<sup>23</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>Disse Lameque às suas mulheres: “Ada e Zilá, ouçam-me; mulheres de Lameque, escutem minhas palavras: Eu matei um homem porque me feriu, e um menino, porque me machucou. (Gn 4.19-23 – NVI)</span></p>
<p>Mas a pergunta que devemos fazer é: será que o início da estética compromete plenamente sua manifestação? O problema está na arte ou no coração do homem? Deus criou tudo bom e bonito (cf. o hebraico: Gn 1.31). Na verdade, Deus é o Senhor de toda arte! Ele é o Deus da estética. Por isso, vejamos outros enfoques estéticos nas Escrituras. Em Êxodo 31.1-7 (NVI), há um texto bíblico surpreendente:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;line-height: normal;margin-bottom: 0pt;margin-left: 35.4pt;margin-right: 0cm"><sup><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;font-size: 10">1</span></sup><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;font-size: 10"><span class="Apple-converted-space"> </span>Disse então o Senhor a Moisés:<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>2</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>“Eu escolhi Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>3</sup>e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>4</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze,<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>5</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal.<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>6</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>Além disso, designei Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para auxiliá-lo. Também capacitei todos os artesãos para que executem tudo o que lhe ordenei:<span class="Apple-converted-space"> </span><sup>7</sup><span class="Apple-converted-space"> </span>a Tenda do Encontro, a arca da aliança e a tampa que está sobre ela, e todos os outros utensílios da tenda&#8230;</span></p>
<p>Como pode o Deus que proibiu “fazer imagens de escultura” ordenar a confecção artística do tabernáculo (Êxodo 25 a 40), o que incluía a imagem de dois querubins! E o texto ainda diz que a capacidade de criar e expressar o Belo veio do Espírito de Deus! Começa aqui uma história de redenção da arte. Deus condenava a idolatria, mas nunca foi seu objetivo destruir a própria arte.</p>
<p>Prosseguindo pela Bíblia, vamos encontrar arquitetura e estética espacial no templo de Salomão, música muito elaborada nos Salmos e em outras partes, muita poesia cuidadosamente trabalhada em grande parte de toda a Bíblia. Há inclusive uma espécie de encenação dramática nos profetas (Ezequiel). Deus é o Senhor de toda arte!</p>
<p>Mesmo que a motivação de muitos cristãos tenha sido sincera, muito da teologia da estética presente na Bíblia não foi percebido por eles. Por isso, herdamos um cristianismo de expressão tão sisuda, e às vezes melancólica, que tem dificuldades de dialogar com a estética e com a cultura nacional contemporânea.</p>
<p>A questão é muito séria porque a arte tornou-se fundamental para a sociedade contemporânea. É o principal meio de veiculação de conteúdo. O pensador Francis Schaeffer criticou a atitude de afastar-se da arte comum do evangelicalismo americano no início do século 20. Isso foi mortal para a igreja, pois a música e as artes cênicas tornaram-se monopólio do pensamento secular. O conservadorismo entregou as novas formas de expressão ao mundo não cristão, facilitando a formação de uma geração secular e pagã! Por isso, a igreja precisa redescobrir o valor e o poder da arte. Mesmo que seu início na história bíblica seja maculado e que seu transcurso histórico esteja muito marcado pelo pecado, na Bíblia Deus redime a arte, para a sua honra e sua glória. Hoje, é possível vermos criações artísticas que surgiram longe dos arraiais da fé, serem usados por Deus para o benefício do reino. O que era para o mal, tornou-se bem! Deus dá um nó no Mal!</p>
<p>A vitória de Deus é extraordinária. Vale observar que o Apocalipse termina a Bíblia cheio de arte e cheio de muita música. Até a Cidade, símbolo da arte e do progresso do mal, é transformada em bênção (Ap 21.1-4). Que Deus use cada Bezalel e Aoliabe de hoje. Nunca a relevância do artista cristão foi tão importante na história!</p>
</div>
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