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	<title>Blog Fiel &#187; Pregação</title>
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	<description>Editora Fiel - Apoiando a Igreja de Deus</description>
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		<title>Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 13:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jáder Borges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização e Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Pregação]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p align="center"><strong><em>O perigo de enveredarmos por modismos e outras formas de humanismo na </em>Igreja.</strong></p>
<p><a href=" http://www.blogfiel.com.br/2012/01/agora-eu-so-assisto-culto-em-ingles.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Ingles.jpg" alt="Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês" title="Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês" width="186" height="214" class="alignleft size-full wp-image-2546" /></a> Encontrei com um amigo que eu não via há muitos anos e, claro, atravessei a rua para dar-lhe um abraço e relembrar em minutos, grandes momentos e boas lembranças! Claro que reclamei que ele estava sumido e que nunca mais o vira na igreja. Ele teve a humildade de responder-me em português mesmo, sendo nós dois pernambucanos: &#8220;<em>rapaz, é que agora eu freqüento outra igreja e só assisto o culto em inglês</em>&#8221;.</p>
<p>&#8220;<em>Vixe</em>&#8221; ou &#8220;<em>vôte</em>&#8221;, foram duas expressões bem típicas nossas que logo brotaram na minha cabeça, e que só dá para traduzir uma delas, que é o &#8220;vixe&#8221;. &#8220;Vixe&#8221; é uma corruptela da expressão &#8220;Virgem&#8221;, quando no Nordeste muito católico de séculos atrás, esta era uma &#8220;invocação&#8221; enquanto se denotava grande espanto, mas que foi caindo no uso popular para revelar apenas espanto, mesmo, deixando a &#8220;invocação&#8221; de fora. Já, &#8220;<em>vôte</em>&#8221;, não tem com eu tentar traduzir, e só os pernambucanos &#8216;da gema&#8217; conseguirão ir até o talo no uso desta expressão, enquanto sorriem da lembrança desta palavra. Denota, digamos, &#8220;estranheza&#8221;.</p>
<p>Nós dois éramos do interior do estado. Inglês para nós, era &#8220;<em>boy</em>&#8221;, &#8220;<em>girl</em>&#8221; e &#8220;<em>the book is on the table</em>&#8221;. Convertidos e criados no Palavra da Vida Nordeste, o máximo de inglês que ele e eu conhecíamos era observar Magoo conversando com Dona Janice na língua lá dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas aquele meu amigo agora, só assistia cultos em inglês. E falou com um certo ar de superioridade, de quem sabia diferenciar um pouco mais o idioma de Shakespeare. Agora ele podia me dizer que: &#8220;The Bible is on the table!&#8221;</p>
<p>Décadas depois e por circunstâncias do ministério, tendo viajado ao longo do tempo e ao redor do mundo, pude ver como o inglês é mesmo útil. Prático para conversar com tailandeses, como tentei evangelizar um, na Ásia, e conciso nas explicações. Lembro-me que a certa altura de uma conversa com um português, de cujo Português eu não estava entendendo absolutamente nada, quase solicitei muito constrangido ao meu interlocutor luso se &#8220;não daria para continuarmos a conversar em inglês?&#8221;. Prático para a comunicação, eficiente para a escrita, mas para cultuar ao Senhor, que bom que eu posso fazer isso em bom português, e até com o meu sotaque pernambucano. Deus entende. [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p align="center"><strong><em>O perigo de enveredarmos por modismos e outras formas de humanismo na </em>Igreja.</strong></p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Ingles.jpg" alt="Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês" title="Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês" width="186" height="214" class="alignleft size-full wp-image-2546" /> Encontrei com um amigo que eu não via há muitos anos e, claro, atravessei a rua para dar-lhe um abraço e relembrar em minutos, grandes momentos e boas lembranças! Claro que reclamei que ele estava sumido e que nunca mais o vira na igreja. Ele teve a humildade de responder-me em português mesmo, sendo nós dois pernambucanos: &ldquo;<em>rapaz, é que agora eu freqüento outra igreja e só assisto o culto em inglês</em>&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;<em>Vixe</em>&rdquo; ou &ldquo;<em>vôte</em>&rdquo;, foram duas expressões bem típicas nossas que logo brotaram na minha cabeça, e que só dá para traduzir uma delas, que é o &ldquo;vixe&rdquo;. &ldquo;Vixe&rdquo; é uma corruptela da expressão &ldquo;Virgem&rdquo;, quando no Nordeste muito católico de séculos atrás, esta era uma &ldquo;invocação&rdquo; enquanto se denotava grande espanto, mas que foi caindo no uso popular para revelar apenas espanto, mesmo, deixando a &ldquo;invocação&rdquo; de fora. Já, &ldquo;<em>vôte</em>&rdquo;, não tem com eu tentar traduzir, e só os pernambucanos &lsquo;da gema&rsquo; conseguirão ir até o talo no uso desta expressão, enquanto sorriem da lembrança desta palavra. Denota, digamos, &ldquo;estranheza&rdquo;.</p>
<p>Nós dois éramos do interior do estado. Inglês para nós, era &ldquo;<em>boy</em>&rdquo;, &ldquo;<em>girl</em>&rdquo; e &ldquo;<em>the book is on the table</em>&rdquo;. Convertidos e criados no Palavra da Vida Nordeste, o máximo de inglês que ele e eu conhecíamos era observar Magoo conversando com Dona Janice na língua lá dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas aquele meu amigo agora, só assistia cultos em inglês. E falou com um certo ar de superioridade, de quem sabia diferenciar um pouco mais o idioma de Shakespeare. Agora ele podia me dizer que: &ldquo;The Bible is on the table!&rdquo;</p>
<p>Décadas depois e por circunstâncias do ministério, tendo viajado ao longo do tempo e ao redor do mundo, pude ver como o inglês é mesmo útil. Prático para conversar com tailandeses, como tentei evangelizar um, na Ásia, e conciso nas explicações. Lembro-me que a certa altura de uma conversa com um português, de cujo Português eu não estava entendendo absolutamente nada, quase solicitei muito constrangido ao meu interlocutor luso se &ldquo;não daria para continuarmos a conversar em inglês?&rdquo;. Prático para a comunicação, eficiente para a escrita, mas para cultuar ao Senhor, que bom que eu posso fazer isso em bom português, e até com o meu sotaque pernambucano. Deus entende.</p>
<p><strong>Deus e os idiomas.</strong></p>
<p>Foi Deus quem criou os idiomas e dialetos. E todos têm sentido. Do árabe ao dialeto falado pelos índios ianomâmis no interior da selva amazônica, cada língua tem o seu jeito e sentido de ser e de expressar. A língua onde nascemos é a língua do coração. É onde nos comunicamos plenamente.</p>
<p>Os idiomas surgiram de um ato de arrogância humana. Hoje, há o perigo de esta arrogância retornar até mesmo em igrejas, pois &lsquo;dá certo status&rsquo; tentar introduzir em qualquer conversa que seja, que agora &lsquo;<em>só se assiste o culto em inglês&rsquo;</em>, ou que &lsquo;<em>na minha igreja tem culto em inglês</em>&rsquo;. Que pena. Culto não se &ldquo;assiste&rdquo;. Culto se presta ao Senhor!</p>
<p>E se em Babel houve divisão por causa do desentendimento que os idiomas e dialetos causaram, em Jerusalém, no dia de Pentecostes, após a ascensão do Senhor e a vinda do Espírito para desempenhar maravilhoso ministério entre o povo de Deus, a barreira do idioma foi superada, a pregação do evangelho tornou-se realidade internacional e a união e unidade da Igreja foi estabelecida. Mas, uma coisa me chama a atenção neste episódio fantástico de Atos 2: Deus usou a língua para transmitir as suas maravilhas. Usou a língua de cada povo, para cada povo que ali se encontrava!  A reação dos que ouviram o mais precioso anúncio de todos, chegou aos ouvidos das pessoas e o registro sagrado é desta maneira:</p>
<p>&ldquo;&#8230;Todos [os crentes em Cristo] ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.  Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.  Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, <u>porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua</u>.  Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, <u>cada um em nossa própria língua materna</u>? Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia,  da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem,  tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. <u>Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus</u>?<strong> </strong> (Atos 2.4-11- destaques nosso). </p>
<p>Diante deste relato e contra os modismos dos cultos em inglês, compartilho quatro motivos porque penso que este modismo é mesmo prejudicial:</p>
<p><strong>1. Cultos em inglês são prejudiciais porque cada pessoa entende bem e entende muito melhor o que se é dito em seu próprio idioma</strong>.</p>
<p>Pode ser a pessoa mais capaz em dominar idiomas; pode se comunicar bem e expressar-se em quantas línguas conseguir, mas, com certeza, na hora da dor, da solidão, da tristeza, da alegria, da transmissão de uma grande notícia&#8230; cada pessoa prefere falar em sua própria língua materna. É natural e espontâneo, isto!</p>
<p>A partir do livro de Atos vimos que as nações de debaixo do céu tiveram este privilégio: ouvir em sua própria língua materna sobre as grandezas de Deus! Incentivo, alías, para Missões e missionários em todos os tempos: &ldquo;<em>vão e aprendam a falar na língua do povo para onde vocês forem. Contem para eles o evangelho de uma maneira que eles também e tão bem escutem</em>&rdquo;. </p>
<p>A minha esposa consegue comunicar-se em quatro idiomas, mas seu tempo devocional e suas orações ao Senhor são feitos na língua do seu coração. Você já percebeu que a melhor língua para se orar é a nossa própria língua?! Não tem comparação, mesmo que dominemos vários idiomas, é tão bom falar com o Pai na língua que Ele nos deu! E ele entende Português muito bem.</p>
<p><strong>2. Cultos em inglês são prejudiciais porque podem desviar o coração, alimentar a vaidade, o egoísmo e a idolatria pessoal, que eu chamaria de &ldquo;egolatria&rdquo;.</strong></p>
<p>Mesmo crentes e perdoados, continuamos pecadores. E neste mundo, não tem jeito. Somos constantemente tentados pelo pecado da vaidade. Esta, aliás, é uma das tentações que mais rápido cedemos e um pecado que tão rapidamente caímos. A vaidade pode dominar um coração, mesmo que o rosto tente demonstrar &ldquo;piedade&rdquo; por fora. Enganoso é o coração e desesperadamente corrupto, diz o profeta Jeremias (17.9). Ainda hoje, tem pessoas que se sentem bem em &ldquo;parecer&rdquo; que domina outro idioma (e com isso, aparecer, também); que consegue falar em outro idioma, que tudo faz para comentar algo em uma rodinha de amigos (todos brasileiros), conversando em inglês, só para mostrar que &ldquo;também Sabe falar muito bem em inglês, tá?!&rdquo; Pode trazer uma certa satisfação perigosa, do tipo &ldquo;<em>eu faço parte deste seleto grupo</em>&rdquo;&#8230; Isto pode ocorrer sim, com o ser humano que a partir desta atitude, não estará mais prestando culto ao Senhor, mas  a si mesmo.</p>
<p><strong>3. Cultos em inglês são prejudiciais porque podem se transformar em curso de idioma e &ldquo;<em>conversação e cantoria gospel</em>&rdquo;, ao invés de culto.</strong></p>
<p>Qual deve ser a motivação ao se participar de um culto ao Senhor? Prestar-lhe honras, gratidões e glórias e aprender e ser edificado na Sua Palavra, para poder servir-Lhe melhor. E se na nossa cidade isto tudo é possível em Português, não há mesmo necessidade de brasileiros passarem a cultuar ao Senhor em outro idioma, em nosso solo. Isto porque, Deus conhece o Português muito bem e, também, porque não impressionaremos Deus, jamais, com o nosso &ldquo;inglês&rdquo;. Cultos em inglês terminam levando pessoas a mudarem a intenção do culto; terminam desviando o que seria <strong>culto</strong>, para <strong>curso</strong> de inglês. Ora, igrejas que adotaram esta prática, penso que fariam melhor uso do idioma da rainha da Inglaterra, se abrissem as suas portas para ensinar mesmo o inglês em diversos horários, mas não em culto. Ou, melhor, ainda: que passassem a dar aulas de inglês como reforço escolar em escolas públicas aos sábados à tarde, como forma de ajudar a comunidade ali residente a melhorar o conhecimento nesta língua tão importante para esta geração de jovens que, com certeza, precisará do idioma. Poderiam tirar dúvidas, esclarecer como a gramática inglesa funciona&#8230; conquistar com isso amizades e corações e, tendo oportunidades, começariam a evangelização daquela gente, em Português mesmo. Eles entenderiam melhor e poderiam compreender em Português as maravilhas de Deus.</p>
<p>Culto é algo muito sério. Tão sério que Deus logo percebe e julga a intenção; a motivação. Tantas vezes Ele exortou a nação de Israel que aquele povo estava até se aproximando e honrando com os lábios, mas com o coração estava bem distante ( Is 29.13); que o povo podia ajuntar-se para o culto, com belas canções, até, mas depois ia embora do mesmo jeito – pecador, ambiciosos, calculista e frio – de antes ( não deixe de ler: Ez 33.31,32). É algo tão sério que Ele pergunta (quando vê vida suja): &ldquo;&#8230;quem vos deu autorização de pisar nos meus átrios? (Is 1.12) É tão sério que, quando a mulher samaritana perguntou a Jesus sobre ADORAÇÃO, o Senhor respondeu-lhe utilizando uma palavra pouco usual na Bíblia, em referência a Deus: o verbo PROCURAR. Pouquíssimas vezes você lerá na Bíblia &ldquo;Deus procurando&rdquo; (uma, porque Ele é onisciente), mas, quando chegou nesta hora e neste assunto tão importante, Jesus lhe disse que o Pai procura adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4.23). Em &ldquo;espírito&rdquo;, ou seja: no mais profundo do nosso ser; na nossa alma; aquela parte mais íntima, mais intensa e mais profunda da nossa existência. E ali no mais profundo da nossa existência, Aquele que nos formou e fez para a sua glória, nos deu um idioma. O idioma onde nós nascemos é a língua com a qual nos comunicamos melhor com Deus e o adoramos. Não deve ser outra, pois &lsquo;<em>outra&rsquo;</em> não expressa tão bem as verdades que brotem nos nossos corações. </p>
<p>Então, participamos dos cultos em nossa própria língua para podermos aprender melhor da Palavra de Deus, para fortalecermos melhor o nosso espírito e assim, podermos adorá-Lo de verdade e verdadeiramente. Não que não seja possível em outro idioma. Mas, se temos o nosso próprio e Ele nos deu o privilégio de conhecermos a Sua própria Palavra e santa vontade em Português, por que precisaríamos de outra?  </p>
<p>Louvo a Deus porque homens e mulheres sérios e incansáveis deixaram as suas pátrias e vieram ao Brasil, e aprenderam Português, para pregarem sobre as grandezas de Deus no nosso vernáculo. Nomes como os do Dr Robert e Sarah Kalley (congregacionais),  Simonton e Helen (Presbiterianos) e William e Ana Bagby, incansáveis missionários batistas na Bahia, chegando no ano de 1881, entre outros.</p>
<p>Quer falar inglês? Vá e matricule-se em um curso! Quer conversar em inglês? Faça amizade com americanos, ingleses, australianos&#8230; com outros brasileiros que dominem o idioma&#8230; mas, por favor, culto não é curso. Casa de Deus é casa de adoração, e não casa de demonstração.</p>
<p>Naquele grande Dia, povos da Terra estarão diante do Cordeiro, e todos louvarão em suas próprias  línguas, vindo estes salvos de raças, tribos e nações. O Cordeiro entende e nós louvaremos com a língua do coração (é só ver o livro do apocalipse e conferir).</p>
<p><strong>4. Cultos em inglês são prejudiciais porque podem causar separação.</strong></p>
<p>Algo precioso para Deus é quando a família sobe junto para adorar ao Senhor (salmo 122). Quando vem unida para a Igreja. Com o modismo dos &ldquo;cultos em inglês&rdquo;, filhos podem dizer a seus pais que preferem &lsquo;participar&rsquo; do culto em inglês, geralmente em outro horário, ou, pelo menos, em outro local – tem que ser. Cria-se uma espécie de &ldquo;elite gospel&rdquo;, mesmo que se afirme &ldquo;de pés juntos&rdquo; que não é este o propósito, mas é o que termina acontecendo tantas vezes, e aqui já comentamos sobre este perigo (da vaidade). </p>
<p>E assim, a própria igreja não se reúne mais; não &lsquo;toma a refeição&rsquo; unida; não persevera nesta santa, linda e bendita comunhão (At 2.42,43) A parte do Corpo &ldquo;que não fala inglês&rdquo; vai ficando meio de lado, ou totalmente de lado. Jovens já não conversam mais com os mais velhos, que não aprenderam inglês e quase nada sabem deste idioma – mas que falam muito bem o Português&#8230; De um lado, irmãos na mesma igreja identificam: &ldquo;<em>ah, aqueles são os do &lsquo;culto em inglês</em>&rsquo;&#8230; Que pena. Passa a existir o &ldquo;aqueles&rdquo;, quando deveria existir bem e de maneira muito bonita o &ldquo;nós&rdquo; da comunhão autêntica! O &ldquo;nós juntos&rdquo;, no Espírito, em espírito e em bendita comunhão, de uns cumprimentando e conhecendo os outros pelo nome e também pelas histórias de vida.</p>
<p><strong>Meu amigo Lee.</strong></p>
<p>Moro em uma cidade que está sendo &lsquo;invadida&rsquo; por chineses! Montadoras de automóveis e demais firmas chinesas estão trazendo mão-de-obra chinesa para cá. O meu bairro parece agora uma &ldquo;China Town&rdquo;.  Fiz amizade com alguns deles. Conversamos em &ldquo;gesticulês&rdquo; e eu estou tentando conseguir Bíblias em chinês para muitos deles. Um, em especial (conversamos em inglês) é o jovem Lee. Até consegui um chinês que fala Português, para servir de intérprete entre nós. Mas o problema foi que este chinês não fala &ldquo;o chinês&rdquo; da região do Lee. Resultado: ficamos falando em inglês, mesmo&#8230;</p>
<p>Ah, como seria bom se a mentalidade mudasse para &ldquo;cursos de idiomas para que transmitamos  a mensagem do evangelho na língua materna dos povos que Deus está trazendo para o nosso meio! Ah, como seria bom se a maioria dos freqüentadores dos &ldquo;cultos em inglês&rdquo; (grande parte de jovens), tomasse a iniciativa de aprender chinês! Tem regiões em nosso Brasil, onde o idioma oficial do bairro ou da área é o árabe! E como esses povos que falam árabe e não conseguem se comunicar em Português, mesmo vivendo no Brasil, poderiam ser eternamente beneficiados se encontrassem gente falando em árabe, as maravilhas de Deus!</p>
<p>No culto de Natal, consegui levar Lee à nossa Igreja. Ele não domina muito bem o inglês, mas é bem simpático. E, graças a Deus, nossos irmãos o cercaram de muito amor e consideração pelo visitante. Tiveram paciência em conversar com Lee e alguns até entabularam &lsquo;uma conversa em chinês mandarim&rsquo;, deixando o jovem oriental muito impressionado. Na volta para casa com a nossa família, no carro Lee comentou sobre o culto de Natal. Ele me disse: &ldquo;<em>Jáder, eu não entendi uma só palavra do que foi falado no culto. Mas eu entendi algumas coisas: que vocês não são Hollywood</em>&rdquo;. Eu achei aquilo engraçado e estranho, e perguntei, querendo saber mais: &ldquo;<em>como assim, Lee, nós não somos Hollywood</em>?!&rdquo; E ele prosseguiu: &ldquo;<em>&#8230;eu tenho visto na televisão e em alguns locais que vocês cristãos tem feito de tudo para se parecer com Hollywood, tentando impressionar a muitos. Mas, na Igreja, esta noite, eu vi gente sincera e simples, que demonstra amar este Jesus que vocês crêem</em>&rdquo;.</p>
<p>Eu fiquei com os olhos marejados. Que bom que Lee havia entendido que é possível um povo se reunir para adorar Aquele em quem crê; Jesus Cristo.</p>
<p>Lee continua ateu. Cresceu ouvindo sobre o evolucionismo. Pouco ou nada sabe sobre Jesus de Nazaré. Esta semana eu encontrei um outro chinês que fala bem Português e é crente em Jesus Cristo. Juntos iremos procurar o Lee e falar na sua própria língua sobre as maravilhas de Deus e sobre o nosso maravilhoso Jesus. </p>
<p>Ore por nós. Ore por isto. E ore em Português mesmo, se este for o idioma da sua alma, querido leitor. </p>
</div>
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		<title>Por Quem Cristo Morreu?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 12:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Pregação]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div align="justify"><p><strong>Por John Owen</strong></p><p><a href="http://www.blogfiel.com.br/2011/12/por-quem-cristo-morreu.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Fiel-blog-header.jpg" alt="Por Quem Cristo Morreu?" title="Por Quem Cristo Morreu?" width="439" height="123" class="aligncenter size-full wp-image-2457" /></a></p><p>O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:</p>
<p>Todos os pecados de todos os homens,<br />Todos os pecados de alguns homens ou<br />Alguns dos pecados de todos os homens.</p>
<p>Neste caso, podemos dizer:</p>
<p>Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.</p>
<p>Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.</p>
<p>Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?</p>
<p>Você responde: &#8220;Por causa de incredulidade&#8221;.</p>
<p>Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!</p>
<p><em>Este é um trecho da obra de John Owen &#8220;A Morte da Morte na Morte de Cristo&#8221;, Livro 1, Capítulo 3.</em></p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><strong>Por John Owen</strong></p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Fiel-blog-header.jpg" alt="Por Quem Cristo Morreu?" title="Por Quem Cristo Morreu?" width="439" height="123" class="aligncenter size-full wp-image-2457" /></p>
<p>O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:</p>
<p>Todos os pecados de todos os homens,<br />Todos os pecados de alguns homens ou<br />Alguns dos pecados de todos os homens.</p>
<p>Neste caso, podemos dizer:</p>
<p>Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.</p>
<p>Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.</p>
<p>Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?</p>
<p>Você responde: &ldquo;Por causa de incredulidade&rdquo;.</p>
<p>Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!</p>
<p><em>Este é um trecho da obra de John Owen &ldquo;A Morte da Morte na Morte de Cristo&rdquo;, Livro 1, Capítulo 3.</em></p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>O Púlpito e o Punhal</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal.html</link>
		<comments>http://www.blogfiel.com.br/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal.html#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 17:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evangelização e Missões]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério]]></category>
		<category><![CDATA[Pregação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.blogfiel.com.br/?p=2259</guid>
		<description><![CDATA[<div align="justify"><p>Por Cleyton Gadelha</p><p><a href="http://www.blogfiel.com.br/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal.html"><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal2.png" alt="O Púlpito e o Punhal" title="O Púlpito e o Punhal" width="183" height="275" class="alignright size-full wp-image-2263" /></a> Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.</p>
<p>É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.</p>
<p>As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em &#34;evangélica&#34;, as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.</p>
<p>Dos &#34;dentes de ouro&#34; à &#34;Marcha prá Jesus&#34; parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja. [...]</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p>Por Cleyton Gadelha</p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2011/10/o-pulpito-e-o-punhal2.png" alt="O Púlpito e o Punhal" title="O Púlpito e o Punhal" width="183" height="275" class="alignright size-full wp-image-2263" /> Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.</p>
<p>É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.</p>
<p>As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em &quot;evangélica&quot;, as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.</p>
<p>Dos &quot;dentes de ouro&quot; à &quot;Marcha prá Jesus&quot; parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja.</p>
<p>A face pública do movimento chamado evangélico parece, como diria Olavo de Carvalho, &quot;uma gigantesca máquina de desentortar banana&quot;. Visibilidade impressionante, mas completamente esvaziado de significado.</p>
<p>O que está aí é estatisticamente impressionante, mas não pode ser celebrado como cristianismo, porque não o é. Um &quot;cristianismo&quot; que não produz impacto moral sobre a sociedade. Um cristianismo que, várias vezes, fica aquém da moral pagã, não foi, evidentemente, esculpido pelo poder santificador do Espírito Santo.</p>
<p>Por outro lado, as denominações históricas, que deveriam ter ancorado o cristianismo no porto da reforma protestante, praticaram crime ainda maior, quando entregaram suas escolas teológicas nas mãos dos liberais.</p>
<p>Seminários protestantes pagaram salários a professores liberais que corromperam a fé dos nossos jovens que, indefesos,foram entregues nas mãos deles para serem &quot;bultmanntizados&quot;, &quot;tilichizados&quot;etc. Esses jovens, depois de quatro anos, eram feitos pastores e, usaram nossos púlpitos como arma letal de desconstrução do cristianismo bíblico. &quot;Quem apóia lobos, sacrifica as ovelhas&quot;. Por isso a história não nos tem por inocente.</p>
<p>Muitas igrejas morreram, e o punhal que as matou foi um púlpito pejado de má teologia.</p>
<p>Batistas, Presbiterianos e todos os históricos, precisamos fazer um &quot;mea &#8211; culpa&quot; porque a resposta dos nossos pais ficou muito aquém da necessidade da igreja e, nós, não somos melhores do que os nossos pais, portanto chorar é também nossa parte.</p>
<p>Como Deus sempre tem que salvar o seu povo, porque se dependesse de nós, seu plano seria de todo extraviado, mais uma vez está Ele vindo em nosso socorro.</p>
<p>É encorajador ver algo novo, burbulhante, se movendo como um broto emergindo de um toco queimado. Há uma força que não se deterá por ser pequena. O Senhor já começou sua reação. Há um vigoroso despertamento das igrejas do Brasil rumo às Doutrinas da Graça.</p>
<p>O mote dos anos 70/80 era: Doutrina não! Doutrina divide! Esse bordão enganoso está sendo substituído no coração de um remanescente que começa a bradar nos púlpitos e nas redes sociais, em acampamentos e em conversa de mesa: Doutrina sim! Teologia Sim! E que sejam aquelas velhas doutrinas que mudaram a Igreja e o mundo no século 16. Como disse Marcos Granconato: &quot;Teologia é como vinho, quanto mais velha melhor&quot;.</p>
<p>Palavras como Wittenberg, Genebra, Dort, Westminster, Puritanos, Credo, impronunciáveis há alguns anos, compõem agora a falação da galera jovem e dos veneráveiss anciãos de nossas igrejas. A hora da virada chegou!<br />
Deus está visitando a igreja no Brasil para reesculpir sua face com o cinzel da virilidade bíblica e da pujança dos reformadores que batalharam pela fé dos santos sem jamais desfalecerem.</p>
</div>
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		<title>Compromisso com a Palavra</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 18:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
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por Tom Ascol]]></description>
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<p>por Tom Ascol</p>
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		<title>Como Transmitir a Mensagem do Evangelho em sua Pregação?</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 15:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
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