Ministério

Pergunta: Como Direcionar as Pessoas a Serem mais Bibliocêntricas e Cristocêntricas?

Pergunta: “Como direcionar as pessoas a serem mais bibliocêntricas em suas vidas, e, sendo assim, cristocêntricas, para que a base de suas vidas e práticas não seja meramente a busca de experiências, visões, profecias, etc.? Por atuar principalmente num meio onde tais manifestações são comuns, meu alvo é poder ver cristãos, mesmo congregando em igrejas que tenham tais práticas, a serem mais bíblicos e fiéis.” – Robson Alves de Lima, Navegantes – SC

Pr. Josafá Vasconcelos, responde a esta pergunta.


Resposta:

Uma forma objetiva e direta de fazer com que a Igreja priorize as Escrituras é fazendo-a conhecer a doutrina da SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS.

É preciso que a Igreja creia que a Bíblia é a Palavra infalível, inerrante, autoritativa e final de Deus! Que a ela nada se acrescentará em tempo algum, portanto não devemos seguir outra orientação porque só ela é: lampada para os pés e Luz para o caminho e também porque “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja prefeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17). Só ela é a ÚNICA regra de Fé e Prática.

Dificilmente os crentes vão valorizar devidamente as Escrituras enquanto houver uma “competição” entre a Bíblia e os chamados dons de revelação. Não há “duas Palavras de Deus”! Os dons de revelação existiram e foram dados pelo Espírito Santo para a Igreja, num momento em que as Escrituras não estavam ainda completas, mas tendo chegado o conhecimento “perfeito”, o que era em parte foi aniquilado! (1 Cor. 13: 8-10; Hb 1:1). Só assim, haverá o devido apreço e amor pelas Escrituras na Igreja de Jesus Cristo.

Pr. Josafá Vasconcelos.

Pergunta: As igrejas devem convidar as pessoas a virem à frente?

Pergunta: “Venho de um contexto avivalista e estou cansado de convites para que pessoas venham à frente e de convites manipuladores. No entanto, meu desejo não é deixar as igrejas mergulhadas nesta tradição, e sim continuar ministrando com uma teologia de conversão mais forte.

Como aluno de seminário, tenho oportunidades de pregar em igrejas onde é costume fazer um convite no final da mensagem. Sinto-me frequentemente inseguro e intranquilo em relação à maneira de terminar uma mensagem, não querendo cometer os erros comuns ao avivalismo, sem, ao mesmo tempo, ofender desnecessariamente.

Vocês poderiam me oferecer alguns princípios para reter uma forte teologia de conversão, quando termino cultos de igrejas acostumadas com convites públicos?”

Jonathan Leeman, diretor editorial do ministério 9 Marcas e candidato a PhD em Eclesiologia, responde a esta pergunta.


Resposta:

Antes de eu chegar, os pastores anteriores sempre fizeram convites para pessoas virem à frente. Estava em meu primeiro mês de um pastorado interino, e as pessoas começaram a me perguntar se eu faria convites ou não. Recordo uma conversa que tive com um irmão querido – um bom amigo até hoje – durante uma longa carona. A conversa foi dedicada a este assunto.

Eu disse a este irmão e aos demais presbíteros que eu não faria convites para pessoas virem à frente. Por que não?

Por que eu penso que isso é errado? Não, acho que um pastor é livre para fazer um desses convites. Não é pecado.

Por que não creio que as pessoas têm de fazer uma decisão por Cristo? Não, acho que as pessoas têm de decidir arrepender-se e crer para serem salvas.

Por que eu não acho que Jesus nos chama a fazer uma confissão pública? Não, as pessoas têm de confessar publicamente a sua fé. Foi por isso que Jesus instituiu o batismo.

Por que eu acho que convidar pecadores ao arrependimento é inerentemente manipulador? Não, creio que os pregadores devem convidar, por meio dos seus sermões, os não cristãos a se arrependerem e crerem. E fiz isso durante o pastorado interino e o fiz no último domingo, quando preguei como pastor convidado em outro igreja. No meio do sermão, convidei com bastante clareza os não cristãos a se arrependerem e crerem; e lhes disse que falassem comigo depois do culto, ou com o pastor, ou com outro amigo cristão que os trouxera à igreja.

Então, por que não convido pessoas a virem à frente? Em resumo, eu creio que esta prática criada pelo homem, esta inovação procedente do século XIX tem causado mais mal do que bem às igrejas cristãs no Ocidente. O convite para vir à frente confia nos poderes das emoções, na persuasão retórica e na pressão social para induzir as pessoas a uma decisão apressada e prematura. E produzir profissões não é o mesmo que fazer discípulos. Certamente, diversos fatores são responsáveis pela existência de muitos cristãos nominais que caracterizam o cristianismo no Ocidente, mas eu creio que o convite para vir à frente é um desses fatores.

Quantas pessoas, no último século, vieram à frente e passaram o resto de sua vida convencidas de que eram cristãs, sem jamais se importarem com sua maneira de viver!

A alternativa para o convite de vir à frente é perseverarmos nas práticas que vemos exemplificadas nas Escrituras:

  • Durante o sermão, convide as pessoas a se arrependerem e serem batizadas, como Pedro o fez em Jerusalém (At 2.38). Mas, quando você fizer isso, não fique em pé no púlpito, esperando com música carregada de emoção, fitando as pessoas até que elas cedam. Pelo contrário, faça várias sugestões a respeito de como e onde conversar mais sobre o assunto.
  • Pergunte às pessoas o que elas creem quando se apresentam para pedir o batismo, como Jesus se assegurou de que os discípulos soubessem quem ele era (Mt 16.13-17; também 1 Jo 4.1-3).
  • Tenha certeza de que as pessoas entendem o que está envolvido em seguir a Jesus (Mt 16.24, 25; Jo 6.53-60).
  • Explique-lhes que os frutos produzidos em sua vida e a perseverança até ao fim indicarão se elas creem verdadeiramente ou não (Mt 7.24, 25; 10.22).
  • Você pode até explicar que Jesus mandou a igreja remover de sua comunhão pessoas cuja vida não se harmoniza com o que elas professam crer (Mt 18.15-17).

Sim, oremos muito por conversões. Mas, depois, façamos tudo que a Escritura exige de nós na obra de fazer discípulos – uma obra que, geralmente, exige muito ensino, muito tempo, muitos convites, muitas refeições juntos e, por fim, o compromisso de todo o corpo da igreja.

Jonathan Leeman Jonathan Leeman é o diretor editorial do ministério 9 Marcas. Ele é o autor de The Church and the Surprising Offense of God’s Love (lançamento previsto para Maio 2012 pela Fiel). Leeman será um dos preletores do quarto módulo do Curso Fiel de Liderança – CFL em 27 de outubro de 2012.

O Grande Destruidor do Ministério

Por John Piper

O Grande Destruidor do Ministério O dinheiro é um grande destruidor do ministério. Vejam o que aconteceu com todos os líderes espirituais de Israel:

Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá (Miquéias 3.11).

E o que é mais chocante – e relevante – é que eles não tinham abandonado a linguagem de “se encostar ao Senhor”. Eles citavam Provérbios 3.5-6 (“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”). Eles falavam isso. E declaravam: “O Senhor está em nosso meio”.

No entanto, eles trabalhavam por dinheiro.
Irmãos, criem salvaguardas contra isso em sua alma e em seus sistemas.
Julguem por amor à justiça; ensine por amor à verdade; abandonem à adivinhação por amor à Palavra revelada.
É o sublime amor da justiça e da verdade e a Palavra que cortarão a raiz da avareza.
Valorizem a reputação da infinita dignidade de nosso Salvador. Vivam para mostrá-la.

O Púlpito e o Punhal

Por Cleyton Gadelha

O Púlpito e o Punhal Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.

As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em "evangélica", as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos "dentes de ouro" à "Marcha prá Jesus" parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja. [...]

Compromisso com a Palavra

por Tom Ascol

Como Transmitir a Mensagem do Evangelho em sua Pregação?

O Ministério é Mais do que Pregação

Stuart Ollyot

O Ministério É Mais do que Pregação

O ministério consiste de mais do que pregação! Temos, também, de pastorear nosso  povo – todos eles!

A. Bases bíblicas

1) O que significa “pastorear”.
Dois versículos-chave são Atos 20.28 e 1 Pedro 5.2, que estão, ambos,  inseridos em mensagens diretas aos presbíteros. Temos de cuidar do rebanho. [...]

Angra dos Reis

“Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado (…) as águas nos teriam submergido, e a torrente teria passado sobre nós; sim, as águas impetuosas teriam passado sobre nós.” (Salmo 124.2, 4-5) Ezequias Amancio Marins, Pastor da Igreja Batista Central em Japuiba, Angra dos Reis, Rio de Janeiro http://www.ezequiaspastor.blogspot.com/ Foram 52 mortos! E, [...]

A relação entre a FIEL e os fiéis da Liberdade

Um testemunho de nosso louvor a Deus Pr. Wilson Porte Jr. A Editora Fiel tem sido uma grande bênção para a congregação que pastoreio. Além de ser à minha própria vida, bem como à de minha esposa, pois, realmente, não conseguimos medir o quanto a Fiel tem sido uma bênção em nossas vidas, esta missão [...]

Sobre a produção de literatura cristã

Tiago Santos Recentemente tive a oportunidade de dar algumas palestras sobre a produção de literatura cristã. A instituição que me convidou, pediu-me que, como editor de livros, eu oferecesse uma palavra sobre a “arte da produção de literatura”. Achei válido o desafio e resolvi refletir um pouco sobre o tema, pensando sobre a vida de [...]

Projeto Biblioteca do Pastor

Gostaria de apresentar aos leitores do blog um dos ministérios da Editora Fiel, o Projeto Biblioteca do Pastor. Esse projeto é coordenado por Pr. Kevin e Edinéia Millard. Kevin e Edinéia estão casados há 15 anos, e têm um casal de filhos, Deborah e Stephen. Eles são missionários da South Woods Baptist Church, Memphis, TN, [...]