Alegria, Alegria
Quem não ama doutrina,
Bom sujeito não é:
É desmancha-prazeres
Ou doente na Fé!…
“A… passagem é uma porção da Oração Sacerdotal em João 17, na qual Jesus expressa o pedido imortal do verso 17: ‘Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade’. Nessa passagem encontramos o Senhor Jesus orando a Seu Pai celestial em antecipação a Sua ascensão, do outro lado de Sua crucificação e morte e sepultamento e ressurreição. Ele diz: ‘Eu vou para Ti’ para que eles ‘tenham a minha alegria completa em si mesmos’. Ele ora especificamente para que seus discípulos entendam que Ele os está deixando e indo para o Pai, e que eles serão edificados na verdade da Palavra do Pai que Ele lhes havia falado, de modo que Sua alegria seria completa neles. Jesus está dizendo que verdade é para produzir alegria. Doutrina produz regozijo, diz o Senhor Jesus. Se você denigre doutrina, você denigre aquilo que Jesus disse ser necessário para a alegria. Você é um exterminador da alegria se você é contra doutrina, porque Jesus diz que a verdade produz alegria”.
Lingon Duncan III, Sound Doctrine: Essential to Faithful Pastoral Ministry in Proclaiming a Cross-Centered Theology (Wheaton, Il: Crossway, 2007), 39.
Em resumo:
- Jesus está para voltar para o Pai
– Ele ora por seus discípulos
– Ele pede que a alegria que Ele mesmo tem na comunhão com o Pai seja plena em seus discípulos
– Ele deixa claro que isso acontecerá pela Palavra que Ele havia transmitido aos discípulos
- A Palavra – que é a Verdade – é o ensino de Jesus, sua doutrina
A quadrinha que encabeça o post não faz parte de João 17 – mas até podia.
Não perca sua alegria nem estrague a dos demais: sem a sã doutrina pode-se até produzir emocionalismo entusiástico, mas não verdadeira alegria em Jesus!



Há, nas Escrituras Sagradas, uma demanda por transparência e definição! O profeta deve apresentar a visão de modo que até o corredor possa lê-la – em plena corrida! (Hc 2.2). Nossa palavra deve ser sim, sim! ou não, não! – sob pena de nos alinharmos com uma fonte maligna de informação (Mt 5.37). E existe um clamor por definição ainda no finalzinho da última profecia (Ap 22.11). Mesmo no início da Bíblia, já existe ordenação para evitar a confusão (Dt 22.5) – com a qual, aliás, Deus não se identifica (I Co 14.33).
Moro no estado do Rio de Janeiro e, com tristeza, vemos mais uma vez, no início deste ano – como aconteceu no passado em outras regiões do estado – a morte de centenas de pessoas em função das chuvas, comuns nessa época do ano. As causas da tragédia, no entanto, não podem ser circunscritas à precipitação das águas. A ausência do Poder Público, a obstinação de alguns moradores, a pobreza, a corrupção, etc, podem ser discutidas, analisadas e investigadas na esperança – às vezes muito fraca, mas sempre insistente – de que tudo isso não se repita futuramente. E cristãos devem participar ativamente de todo esse processo.
O sofrimento humano deve atingir o cristão na mesma intensidade com que atingiu Jesus Cristo. É impossível imaginar sensibilidade maior do que a demonstrada por nosso Senhor diante da complexidade da angústia, dor e confusão humanas. Observe-se, por exemplo, o choro do Senhor diante do túmulo de Lázaro, em Betânia (João 11.35). Devemos nos perguntar a razão de Jesus ter chorado ali – mas dentro do contexto da narrativa e das informações que ela nos dá. Assim, lembremo-nos de que foi o próprio Jesus que, intencionalmente, demorou-se ainda dois dias onde estava, após receber a notícia da doença de Lázaro. E deixou claro que era melhor que ele não estivesse em Betânia – e não pudesse intervir na doença – a fim de que seus discípulos tivessem nova oportunidade de crer nele. Ou seja, ele sabia o que estava para fazer; tinha o controle da situação e a conduzia para um fim específico e bom. Então, por que ele chora diante daquele quadro de desespero e dor? Por que ele se comove e se agita, tendo Maria a seus pés a dizer-lhe “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido!”? Seria fingimento? Parte de uma atuação diante das pessoas, já que, todo o tempo, ele sabia o que tinha ido fazer ali? [...]

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