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	<title>Blog Fiel &#187; História da igreja</title>
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	<description>Editora Fiel - Apoiando a Igreja de Deus</description>
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		<title>Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 11:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editora Fiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[História da igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Você Pergunta]]></category>

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		<description><![CDATA[<blockquote><p><strong>Pergunta:</strong> "Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe." - Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina - PR</p></blockquote>
<p>O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.</p>
<hr width="40%" size="1" align="center" />
<p><strong>Resposta:</strong></p>
<div align="justify"><p>Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.</p>
  <p>Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o <em>sensus plenior</em> (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.</p>
  <p>A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os &#34;seis dias trabalhados&#34;.</p>
  <p>O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou <strong><em>sábado</em></strong>. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a <em>sombra</em>? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.</p>
  <p>Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas <em>Institutas</em>, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse &#8220;descanso&#8221;. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.</p>
  <p>Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com &#34;cessação de atividade&#34;, e não &#34;de relaxamento ou repouso&#34;. É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.</p>
  <p>Posto isso, afirmamos que o <em>sensus plenior</em> do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.</p>
  <p>Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: &#8220;É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã&#8221;.</p>
  <p>E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.</p>
  <p>Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,</p>
  <p>Wilson Porte Jr.</p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Wilson_Porte.jpg" alt="Wilson Porte" title="Wilson Porte" width="93" height="112" class="alignleft size-full wp-image-2559" /> Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.</p></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Pergunta:</strong> &#8220;Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe.&#8221; &#8211; Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina &#8211; PR</p>
</blockquote>
<p>O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.</p>
<hr width="40%" size="1" align="center" />
<p><strong>Resposta:</strong></p>
<div align="justify">
<p>Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.</p>
<p>Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o <em>sensus plenior</em> (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.</p>
<p>A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os &quot;seis dias trabalhados&quot;.</p>
<p>O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou <strong><em>sábado</em></strong>. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a <em>sombra</em>? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.</p>
<p>Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas <em>Institutas</em>, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse &ldquo;descanso&rdquo;. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.</p>
<p>Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com &quot;cessação de atividade&quot;, e não &quot;de relaxamento ou repouso&quot;. É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.</p>
<p>Posto isso, afirmamos que o <em>sensus plenior</em> do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.</p>
<p>Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: &ldquo;É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã&rdquo;.</p>
<p>E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.</p>
<p>Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,</p>
<p>Wilson Porte Jr.</p>
<p><img src="http://www.blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Wilson_Porte.jpg" alt="Wilson Porte" title="Wilson Porte" width="93" height="112" class="alignleft size-full wp-image-2559" /> Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.</p>
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		<title>Uma Causa Digna de Vida e de Morte</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 12:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História da igreja]]></category>
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A Editora Fiel visita a Igreja St. Maurice em St. Maurice na Suíça.]]></description>
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<p>A Editora Fiel visita a Igreja St. Maurice em St. Maurice na Suíça.</p>
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		<title>31 de Outubro: Dia da Reforma (2)</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2011/10/31-de-outubro-2.html</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 16:07:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
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Franklin Ferreira fala sobre a Reforma Protestante em Saint-Pierre-Église - Genebra, Suíça.]]></description>
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<p>Franklin Ferreira fala sobre a Reforma Protestante em Saint-Pierre-Église &#8211; Genebra, Suíça.</p>
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		<title>31 de Outubro: Dia da Reforma (1)</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
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Franklin Ferreira fala sobre a Reforma Protestante na Luther Platz, próximo ao local onde aconteceu a famosa Dieta de Worms, na Alemanha.]]></description>
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<p>Franklin Ferreira fala sobre a Reforma Protestante na Luther Platz, próximo ao local onde aconteceu a famosa Dieta de Worms, na Alemanha.</p>
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		<title>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</title>
		<link>http://www.blogfiel.com.br/2010/12/cristianismo-na-alemanha-desilusao-ou-esperanca.html</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Dec 2010 14:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Franklin Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História da igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cristianismo_na_Alemanha.jpg" alt="Cristianismo na Alemanha" width="384" height="256" class="aligncenter size-full wp-image-1120" /></p><p>Oferecemos aos leitores um panorama introdutório sobre a situação da  igreja evangélica na Alemanha. Os autores do texto que são: Matias Heidmann, Bacharel em  Teologia pelo Martin Bucer Seminar, na Alemanha, membro da Igreja Batista do  Morumbi, em São Paulo, onde dirige um grupo de estudo bíblico nos lares; e Gutierres Fernandes Siqueira, Bacharel  em Comunicação Social, membro da Assembleia de Deus no Jardim das Pedras, em  São Paulo, editor do blog <a href="http://teologiapentecostal.blogspot.com/" target="_blank">Teologia  Pentecostal</a>.</p>
<p>---------------------------</p>
<p><strong>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</strong><br />Matias Heidmann e Gutierres Siqueira</p>
<p>O  livro <em>Schluss mit Lustig </em>(Chega de diversão), do apresentador de  televisão Peter Hahne, foi o “bestseller do ano” da lista dos livros de não-ficção  mais vendidos da revista alemã <em>Der Spiegel </em>em 2005. A obra vendeu oitocentos  mil exemplares na Alemanha. Ao invés de tratar temas como autoajuda, crise  econômica ou outros, que tanto fazem sucesso em terras brasileiras, esse livro  é uma crítica à alienação da sociedade alemã (“Spassgesellschaft”, isto é, a  sociedade de entretenimento) de uma perspectiva cristã conservadora.</p>
<p>Peter  Hahne não é apenas uma das estrelas da TV aberta alemã, moderando programas de  cunho jornalístico, mas também um bem-sucedido escritor de livros que fazem  apologia ao cristianismo bíblico. Hahne é luterano praticante e membro do  conselho da “Evangelische Landeskirche” (igreja protestante alemã estatal,  formada por igrejas luteranas e reformadas). Ele já vendeu mais de seis milhões  de seus diversos livros e ainda é colunista do principal jornal popular da  Alemanha, o <em>Bild am Sonntag</em>, na sua  edição de domingo. Um dos seus artigos dominicais trouxe como título “A Bíblia  é mais emocionante que um romance policial”. Segundo a <em>Der Spiegel</em>, “as  pessoas leem Hahne, pois não entendem Ratzinger”. [...]</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">
<p><img src="http://blogfiel.com.br/wp-content/uploads/2010/12/Cristianismo_na_Alemanha.jpg" alt="Cristianismo na Alemanha" width="384" height="256" class="aligncenter size-full wp-image-1120" /></p>
<p>Oferecemos aos leitores um panorama introdutório sobre a situação da  igreja evangélica na Alemanha. Os autores do texto que são: Matias Heidmann, Bacharel em  Teologia pelo Martin Bucer Seminar, na Alemanha, membro da Igreja Batista do  Morumbi, em São Paulo, onde dirige um grupo de estudo bíblico nos lares; e Gutierres Fernandes Siqueira, Bacharel  em Comunicação Social, membro da Assembleia de Deus no Jardim das Pedras, em  São Paulo, editor do blog <a href="http://teologiapentecostal.blogspot.com/" target="_blank">Teologia  Pentecostal</a>.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Cristianismo na Alemanha: desilusão ou esperança?</strong><br />Matias Heidmann e Gutierres Siqueira</p>
<p>O  livro <em>Schluss mit Lustig </em>(Chega de diversão), do apresentador de  televisão Peter Hahne, foi o “bestseller do ano” da lista dos livros de não-ficção  mais vendidos da revista alemã <em>Der Spiegel </em>em 2005. A obra vendeu oitocentos  mil exemplares na Alemanha. Ao invés de tratar temas como autoajuda, crise  econômica ou outros, que tanto fazem sucesso em terras brasileiras, esse livro  é uma crítica à alienação da sociedade alemã (“Spassgesellschaft”, isto é, a  sociedade de entretenimento) de uma perspectiva cristã conservadora.</p>
<p>Peter  Hahne não é apenas uma das estrelas da TV aberta alemã, moderando programas de  cunho jornalístico, mas também um bem-sucedido escritor de livros que fazem  apologia ao cristianismo bíblico. Hahne é luterano praticante e membro do  conselho da “Evangelische Landeskirche” (igreja protestante alemã estatal,  formada por igrejas luteranas e reformadas). Ele já vendeu mais de seis milhões  de seus diversos livros e ainda é colunista do principal jornal popular da  Alemanha, o <em>Bild am Sonntag</em>, na sua  edição de domingo. Um dos seus artigos dominicais trouxe como título “A Bíblia  é mais emocionante que um romance policial”. Segundo a <em>Der Spiegel</em>, “as  pessoas leem Hahne, pois não entendem Ratzinger”.</p>
<p>O  economista-chefe do Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, Dr. Norbert  Walter, católico praticante, exortou os alemães a seguirem uma ética e moral  bíblica em suas vidas. “Devemos orar e trabalhar”, diz em desafio aos cristãos.   “A igreja representa apenas um  cristianismo de cereal matutino e deveria voltar à prática do cristianismo  bíblico”, disse o economista. O discurso pode ser visto na <a href="http://www.kath.net/detail.php?id=64" target="_blank">Katholische Nachrichten</a>. Em um  debate de televisão com a bispa luterana <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Margot_K%C3%A4%C3%9Fmann" target="_blank">Margot Kässmann</a>,  foi o Dr. Norbert Walter que fez menção da importância da Bíblia para  construção de uma sociedade sadia, cuja base é a família.</p>
<p>Em  recente discurso perante a União Democrata-Cristã (Christlich-Demokratische  Union, CDU), a chanceler Angela Merkel, filha de um pastor luterano na antiga  República Democrática da Alemanha, falou aos membros do seu partido político:  “Não temos muito Islã na Alemanha, temos pouco cristianismo. Temos poucas  discussões sobre a visão cristã da humanidade”. Merkel  ainda defendeu a liberdade religiosa como um valor universal, destacando que a  Alemanha está inserida numa tradição judaico-cristã. Seu discurso foi  acompanhado por aplausos entusiasmados.</p>
<p>A  voz profética desses profissionais destacados, cristãos convictos, é ouvida na  Alemanha por meio de publicações, congressos e dos meios de comunicação. Mas em  um país onde até um jornal secular lamenta que o evangelho somente é pregado quando  o “Weihnachts-Oratorium” (Oratório de Natal) de Johann Sebastian Bach é cantado,  devemos perguntar: Qual é o papel da igreja evangélica na proclamação das  verdades bíblicas na terra da Reforma Protestante?</p>
<p>A  Alemanha é um país onde aproximadamente 85% da população considera-se cristã.  Muitos são membros da “Evangelische Kirche” e da “Katholische Kirche” (igreja católica  alemã). Ambas são estatais, sendo que pastores e padres são funcionários  públicos e os cursos teológicos protestantes e católicos são oferecidos pelas  grandes universidades alemãs. A forma de cristianismo é predominantemente  nominal, com exceção de algumas iniciativas conservadoras, como o movimento  pietista dentro das igrejas luteranas no sul do país. Entre as igrejas estatais  há grupos que colocaram no estatuto de suas igrejas que querem pastores  convertidos para a direção da comunidade. Ambas as igrejas lamentam o crescente  número de pedidos de desligamento dos seus membros. Apesar de muitos  professarem o cristianismo, esses mesmos acham que a igreja não é relevante. É  a privatização da fé, resguardada na individualidade, sem manifestação social.  Uma vez desligados da igreja, o ex-membro fica isento do imposto da igreja  (“Kirchensteuer”).</p>
<p>Pouco  notadas ainda pela população são as igrejas de denominações independentes, como  Batistas, Pentecostais, Metodistas e Evangélicas Livres. É difícil fazer uma  estimativa de quantos membros ativos essas igrejas possuem. Estima-se que  aproximadamente 2,5 milhões de pessoas na Alemanha consideram-se “evangelicais”  (“Evanglikale”), sendo membros das denominações acima mencionadas ou de outros  grupos independentes. Também é difícil mencionar o que cada grupo crê e faz.  Destacamos então três grupos distintos:</p>
<p>•  Igrejas russo-alemãs (“Russlanddeutsche Christen”, “Evangeliumsbaptisten”)<br />
  •  Igrejas carismáticas e pentecostais<br />
  •  Uma igreja independente/reformada em Hamburgo</p>
<p><strong>Igrejas  russo-alemãs (“Russlanddeutsche Christen”)</strong><br />
  Quando  a ditadura socialista no bloco leste europeu foi derrubada no final dos anos  1980, as fronteiras foram abertas e muitos emigraram para a Europa Ocidental. A  Alemanha tem, desde então, recebido aproximadamente trezentos a quatrocentos  mil cristãos “evangelicais” da antiga União Soviética. Muitos são descendentes  de alemães e são chamados de “cristãos do Evangelho” (“Evangeliumschristen”) ou  “batistas emigrantes” (“Aussiedlerbaptisten”), um termo, porém, bastante  equivocado. Formaram igrejas independentes, no início culturalmente fechadas e  bastante legalistas. Os grupos também são fechados em relação a igrejas  denominacionais, estatais e principalmente pentecostais.</p>
<p>Aos  poucos, a nova geração que cresceu na Alemanha foi tomando conta dessas igrejas  e hoje muitas se destacam por um forte crescimento e ênfase no ensino bíblico.  A maioria das igrejas mencionadas é conduzida por um corpo de presbíteros.  Quase não há obreiros que são sustentados pelas igrejas, pois a maioria dos  dirigentes são profissionais liberais. Impressionante é a formação teológica  dos mesmos, que se dá em seminários noturnos ou nos finais de semana. Alguns  dos pregadores leigos são bons conhecedores do grego e do hebraico. </p>
<p><strong>Igrejas  carismáticas e pentecostais</strong><br />
  As igrejas  pentecostais e carismáticas estão crescendo na Alemanha. Estão tomando o lugar  de denominações mais tradicionais. Com seu culto mais espontâneo, música  moderna e pregadores que falam a linguagem do povo, eles atraem principalmente  jovens. Também muitos imigrantes cristãos da África e Ásia são pentecostais,  contribuindo para o crescimento dessas igrejas.</p>
<p>A “Glaubensgemeinde”  (Igreja da Fé) em Stuttgart, liderada por Peter Wenz, possui quatro mil  frequentadores por fim de semana, sendo a primeira mega-igreja na secularizada  Alemanha. Outras igrejas carismáticas de destaque são a “Elim” em Hamburgo, o “Christuszentrum”  em Frankfurt e o “Missionwerk” em Karlsruhe. Também a denominação batista tem  uma forte representação carismática ao lado das linhas tradicional e liberal.</p>
<p>Enquanto  isso, na distante Nigéria, o incansável evangelista alemão Reinhard Bonnke  prega o evangelho para uma audiência de um milhão de pessoas. “Africa shall be  saved!” (“a África será salva”), diz o evangelista, falando inglês com forte  sotaque alemão. Os cristãos africanos amam Reinhard Bonnke. Ele prega uma  mensagem pentecostal clássica. Bonnke é considerado o Billy Graham alemão. Na  África é conhecido pessoal de muitos líderes de nações e trabalha com as  diversas denominações cristãs. Apesar de ter sua base em Frankfurt, Bonnke é  conhecido e respeitado somente entre os carismáticos de sua própria nação.</p>
<p>Em  meados dos anos 1990, Bonnke escreveu um pequeno livro evangelístico chamado <em>Vom  Minus zum Plus </em>(Do menos para o mais) e enviou pelo correio a todos os  lares na Alemanha. Esperava-se que muitos dos que receberam o livro procurariam  uma igreja parceira do projeto. Infelizmente, o evento bem-intencionado foi  pouco notado pelos alemães, que devem ter confundido o livro com a propaganda  de uma seita e jogado diretamente no lixo.</p>
<p><strong>Evangelizando  na Alemanha</strong><br />
  Mas  cruzadas evangelísticas, como as de Bonnke na África, não são bem sucedidas na  Alemanha. Acabam sendo frequentadas somente pelos crentes. Por esse motivo, o  potencial da evangelização está na igreja local e na sua atuação. Enquanto que  muitas igrejas preocupam-se em manter a tradição de seus cultos e cultivar a  vida restrita na igreja, outras procuram formas novas e contextualizadas para  alcançar o povo alemão.</p>
<p>Casas  de chá cristãs, discotecas cristãs,<em> worship nights</em> (noites de louvor),  comunidades alternativas para<em> punks</em> e metaleiros são algumas das  variantes. As iniciativas são bem intencionadas, porém, no fervor  evangelístico, o discipulado é negligenciado. Solteiros e jovens são atraídos  por essas iniciativas, mas para garantir um futuro crescimento e a vida cristã  de qualidade é necessário que os interessados sejam devidamente instruídos na  doutrina básica da fé cristã.</p>
<p>Igrejas  Luteranas, quando lideradas por pastores bíblicos conservadores, são um ótimo  meio de alcançar a população, já que a igreja luterana faz parte da cultura  alemã. Mas, infelizmente, são poucas as igrejas luteranas com pastores  verdadeiramente convertidos.</p>
<p><strong>À  procura de modelos de igreja</strong><br />
  Enquanto  que o modelo de igreja em células do coreano Yonggi Cho era muito propagado nos  anos 1980 como segredo para o crescimento da igreja, já nos anos 1990 uma onda  de modelos americanos foi implantada pelas igrejas evangélicas independentes,  desesperadas para alcançar maior impacto e significância na sociedade, onde  ainda eram consideradas seitas fundamentalistas. Os modelos <em>Willow Creek</em> (Bill Hybels) e <em>Saddleback</em> (Rick Warren) foram copiados principalmente  por igrejas batistas, algumas carismáticas e até algumas comunidades luteranas.  Enquanto isso, pentecostais estavam fascinados com a tal benção de Toronto e o  avivamento de Pensacola (Florida), perdendo o foco evangelístico em nome de um  aparente modelo de avivamento bizarro, produzido por homens.</p>
<p><strong>Uma igreja independente/reformada em  Hamburgo</strong><br />
  Infelizmente,  os modelos importados não deram certo. Ao contrário, os modelos levaram a  frustração e muitos líderes estavam no final totalmente esgotados. Hoje, muitas  igrejas que sobreviveram as “ondas” estão buscando maneiras mais bíblicas para  edificação da comunidade.</p>
<p>Enquanto  que nos anos 1990 a maioria dos pentecostais estava sendo atraídos pelos novos  (e bizarros) fenômenos norte-americanos, uma igreja pentecostal na cidade de  Hamburgo começou a trilhar um caminho bem diferente. O pastor Wolfgang Wegert,  reconhecido ministro pentecostal com pregação direta e cristocêntrica, teve uma  crise profunda e estava a ponto de desistir do ministério tão bem sucedido. A  sua igreja, <em>Arche</em> (a Arca) é uma das  igrejas que mais crescem na secularizada cidade de Hamburgo. Mas a crise foi  teológica, pois Wegert não quis entregar-se a esses movimentos que vem e vão.  Ele queria ver uma mudança real e contínua na igreja, além de uma igreja forte  na doutrina e no poder do Espírito Santo. Nesse momento de crise foi levado a  ler o livro <em>O Spurgeon esquecido</em>,  de Iain Murray (PES). Descobriu então não mais um modelo de igreja, mas uma  parte da teologia que não conhecera antes. Um pastor pentecostal abraçou o  calvinismo. Na igreja não aconteceram mudanças de liturgia ou estrutura, mas a  pregação tornou-se reformada em seu conteúdo. Hoje a igreja faz contatos com  calvinistas nos Estados Unidos, já que a fé reformada é pouco presente nas  denominações evangélicas na Alemanha. Uma interessante entrevista com os  Wegerts pode ser assistida em inglês no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=feEnh9tP-sA&amp;feature=related" target="_blank">Youtube</a>.</p>
<p>Quinze  anos depois, a Arche é uma igreja reformada livre, bem estruturada, abrigando  um campus do seminário reformado <em><a href="http://www.bucer.de/" target="_blank">Martin Bucer  Seminar</a></em>, crescendo em número e usando a televisão como meio de propagar  o evangelho e com trabalhos de ajuda humanitária em diversas nações do mundo,  incluindo Brasil e Índia.</p>
<p>No  final de 2010, Wolfgang Wegert passou a direção da igreja para o seu filho  Christian Wegert, engenheiro por profissão e pastor por vocação, como seu pai.  Christian foi formado pelo <em><a href="http://www.sovereigngraceministries.org/about-us/pastors-college.aspx" target="_blank">Pastors  College</a></em> da <em>Sovereign Grace </em><em>Ministries</em>, em Gaithersburg, Maryland (EUA), e tem o desafio de consolidar o  curso reformado da igreja e levar a mensagem da livre graça de Deus além das  fronteiras da igreja.</p>
<p><strong>Conclusão</strong><br />
  A  igreja na Alemanha ainda está viva. Diversas inciativas, mesmo que em estágio  imaturo, são ferramentas que Deus está usando para alcançar a população.  Profissionais destacados como Peter Hahne e Norbert Walter, mencionados no  começo, são apenas dois exemplos de cristãos que têm acesso aos lares alemães.  Há muitos políticos, artistas e cientistas que confessam publicamente o  cristianismo bíblico.</p>
<p>O  exemplo da igreja <em>Arche</em> serve para  mostrar que os alemães estão famintos para receber a boa semente do evangelho.  O problema é que a igreja alemã, pensando que tinha que adaptar sua mensagem ao <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zeitgeist" target="_blank">Zeitgeist</a></em> deixou de ser  relevante. A <em>Arche</em> é uma prova que  quando a igreja prega a Bíblia e suas verdades centrais torna-se uma igreja  relevante. Que Deus conceda um avivamento verdadeiro e que muitos alemães  encontrem novamente o caminho da vida.</p>
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