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Pergunta: Por que em Gênesis 1.1 a Palavra “Céu” Está no Plural?

Pergunta: “Em Gênesis 1.1 – “No princípio criou Deus os céus e a terra.” a palavra “céu” está no plural, enquanto “terra” está no singular. Venho buscando entender esse plural. Podem me ajudar?” – Valdemar Donizeti Bassetto, São Paulo – SP

O professor Adauto Lourenço, responde a esta pergunta.


Resposta:

Gênesis 1:1 é um resumo de toda a criação de Deus, descrita nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.
A palavra céu ocorre no plural por serem vários, mais especificamente três, na terminologia bíblica.
O primeiro céu é o que chamamos de atmosfera da Terra (onde ficam as nuvens e voam aves e aviões).
O segundo céu é o espaço sideral (onde ficam os corpos celestes – planetas, luas, estrelas, galáxias – e onde viajam as naves espaciais).
O terceiro céu é mencionado apenas pelo apóstolo Paulo em II Coríntios 12.

Veja porque o primeiro e o segundo céus foram criados no segundo dia:

Verso 8: “E chamou Deus o firmamento Céus.” (Segundo dia).
Verso 14: “Haja luzeiros no firmamento dos céus.” (Quarto dia. Note que os céus já existiam).
Verso 20: “Voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus.”  (Quinto dia. Note que os céus já existiam).

Este assunto é tratado no livro “Gênesis 1&2: A Mão de Deus na Criação“, capítulo 9, “Os Três Primeiros Dias de Criação”.

Adauto Lourenço Adauto Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University; possui mestrado em Física, obtido na Clemson University, EUA. Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha e no Oak Ridge National Laboratory, EUA. É professor, pesquisador, escritor, e tem realizado seu ministério na área de apologética (fé e ciência; criacionismo; etc.) através de palestras em igrejas e seminários de todo o Brasil e outros países. Adauto é casado com Sueli, e o casal tem três filhas: Quezia, Joyce e Sarah.

Por Quem Cristo Morreu?

Por John Owen

Por Quem Cristo Morreu?

O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:

Todos os pecados de todos os homens,
Todos os pecados de alguns homens ou
Alguns dos pecados de todos os homens.

Neste caso, podemos dizer:

Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.

Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.

Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?

Você responde: “Por causa de incredulidade”.

Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!

Este é um trecho da obra de John Owen “A Morte da Morte na Morte de Cristo”, Livro 1, Capítulo 3.

Pergunta: Como Direcionar as Pessoas a Serem mais Bibliocêntricas e Cristocêntricas?

Pergunta: “Como direcionar as pessoas a serem mais bibliocêntricas em suas vidas, e, sendo assim, cristocêntricas, para que a base de suas vidas e práticas não seja meramente a busca de experiências, visões, profecias, etc.? Por atuar principalmente num meio onde tais manifestações são comuns, meu alvo é poder ver cristãos, mesmo congregando em igrejas que tenham tais práticas, a serem mais bíblicos e fiéis.” – Robson Alves de Lima, Navegantes – SC

Pr. Josafá Vasconcelos, responde a esta pergunta.


Resposta:

Uma forma objetiva e direta de fazer com que a Igreja priorize as Escrituras é fazendo-a conhecer a doutrina da SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS.

É preciso que a Igreja creia que a Bíblia é a Palavra infalível, inerrante, autoritativa e final de Deus! Que a ela nada se acrescentará em tempo algum, portanto não devemos seguir outra orientação porque só ela é: lampada para os pés e Luz para o caminho e também porque “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja prefeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17). Só ela é a ÚNICA regra de Fé e Prática.

Dificilmente os crentes vão valorizar devidamente as Escrituras enquanto houver uma “competição” entre a Bíblia e os chamados dons de revelação. Não há “duas Palavras de Deus”! Os dons de revelação existiram e foram dados pelo Espírito Santo para a Igreja, num momento em que as Escrituras não estavam ainda completas, mas tendo chegado o conhecimento “perfeito”, o que era em parte foi aniquilado! (1 Cor. 13: 8-10; Hb 1:1). Só assim, haverá o devido apreço e amor pelas Escrituras na Igreja de Jesus Cristo.

Pr. Josafá Vasconcelos.

Pergunta: Temos uma Desculpa para Pecar?

Pergunta: “Lá em Romanos: 7.14-20, fala que o pecado que habita em mim esse eu o faço: Isso é uma desculpa para um cristão continuar pecando? Por que lá em Colossenses: 3.5, fala pra matar a nossa natureza terrena por que agora que somos de Cristo, somos nova criatura (I Cor:5.17). Então me explique o que Paulo quis dizer em Romanos: 7.14-20?” – Silviney de Souza Ferreira, Caucaia – CE

Sillas Campos, pastor da P.I.B. de Tupã, responde a esta pergunta.


Resposta:

Prezado irmão Silviney:
Graça e paz!
Em Romanos 7:14 Paulo inicia um tratado sobre o conflito das duas naturezas.  Este trecho de Romanos tem sido uns dos versos mais debatidos no Novo Testamento.  João Calvino e vários outros bons teólogos defendem que Paulo está descrevendo o conflito que todo pecador regenerado tem com as inclinações pecaminosas ainda presentes em seu corpo mortal.  Por isso o texto de Colossenses 3:5, e por isso também Paulo disse, em 1 Cor. 9:27,  que subjugava seu próprio corpo, e o reduzia à servidão para que de alguma maneira não viesse a ficar reprovado.

Logo, quanto a Romanos 7:14-25 poderíamos dividí-lo assim:.

   (a) Romanos 7:14-17 - Paulo fala da sua incapacidade de evitar aquilo que ele desaprova.
   (b) Romanos 7:18-20 – Paulo fala de sua incapacidade de praticar aquilo que ele aprova.
   (c) Romanos 7:21-25 - Finalmente ele conclui essa discussão mostrando a solução e livramento de Deus para esta crise.

Mas devo dizer que estamos expostos  a dois extremos perigosos:  Primeiro, cuidado para não usar este texto de Romanos como justificativa para uma vida cristã relaxada.  Segundo, cuidado para não usar versos da Bíblia sem contexto (como alguns fazem com 1 Cor.5:17, por exemplo) para desenvolver a teologia da vida cristã vitoriosa, sem pecado. Isso é uma ilusão falaciosa.

Romanos 8 fala sobre mortificarmos o pecado que ainda existe em nós. Temos este pecado remanescente que precisa ir sendo eliminado de nossas vidas. Isso não acontece do dia para a noite, mas temos de nos esforçar, com diligência, para eliminarmos aqueles ranços de pecado que ainda permanecem em nós. Em Gálatas 5.16 Paulo fala sobre não darmos lugar à carne e manda que vivamos no Espírito. Temos de viver em submissão à Palavra e ao Espírito de Deus diariamente,  lutando contra nossos três inimigos: o Diabo, o mundo, e a carne.

A grande diferença entre a carne antes e depois da salvação é que depois da salvação nós a odiamos e rejeitamos e desejamos obedecer a Deus e nos assemelharmos a Cristo para honrarmos e glorificarmos nosso Pai. E nosso Pai provê tudo que precisamos para vivermos em obediência. Ele nos deu aquilo que chamamos de meios da graça: oração, leitura bíblica, comunhão com os irmãos em Cristo, participar dos cultos de sua igreja local, ceia do Senhor, evangelismo. O apóstolo Paulo também fala em Efésios 6 como podemos nos revestir de toda a armadura de Deus para fugirmos das setas inflamadas do diabo. Devemos seguir seu conselho sábio.

Sillas Campos Sillas Campos recebeu treinamento teológico no San Diego Christian College, EUA. É um dos diretores da Editora Fiel. Foi pastor e fundador da Igreja Batista da Graça, em S. José dos Campos-SP, de 1986 de 1994. Serviu na Igreja Batista de Bragança Paulista e, desde o ano 2000, assumiu o pastorado da P.I.B. de Tupã, onde permanece até hoje. Atualmente, ele é mestrando em Teologia pela Liberty University (Masters of Arts in Theological Studies). É casado com Wanger Campos, com quem tem quatro filhas.

Lançamento: Gênesis 1 & 2: A Mão de Deus na Criação

Gênesis 1 & 2: A Mão de Deus na Criação Você provavelmente já leu ou ouviu muitos teólogos ensinando sobre os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis. E talvez você já tenha se perguntado: O que um cientista diria ao ler esses capítulos? O que ele diria sobre a criação da luz antes dos corpos celestes? Ou da criação da mulher de uma das costelas de Adão? Ou, ainda, sobre a criação dos dinossauros e outros animais do registro fóssil? Haveria alguma possível relação entre Gênesis 1 e 2 e a Ciência? Adauto Lourenço oferece respostas para essas e muitas outras perguntas que envolvem a difícil – mas viável – relação entre o texto bíblico e os fatos científicos.

Adauto Lourenço – FacebookTwitter – @prof_adauto.

Leia um trecho do livro:

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Pergunta: As igrejas devem convidar as pessoas a virem à frente?

Pergunta: “Venho de um contexto avivalista e estou cansado de convites para que pessoas venham à frente e de convites manipuladores. No entanto, meu desejo não é deixar as igrejas mergulhadas nesta tradição, e sim continuar ministrando com uma teologia de conversão mais forte.

Como aluno de seminário, tenho oportunidades de pregar em igrejas onde é costume fazer um convite no final da mensagem. Sinto-me frequentemente inseguro e intranquilo em relação à maneira de terminar uma mensagem, não querendo cometer os erros comuns ao avivalismo, sem, ao mesmo tempo, ofender desnecessariamente.

Vocês poderiam me oferecer alguns princípios para reter uma forte teologia de conversão, quando termino cultos de igrejas acostumadas com convites públicos?”

Jonathan Leeman, diretor editorial do ministério 9 Marcas e candidato a PhD em Eclesiologia, responde a esta pergunta.


Resposta:

Antes de eu chegar, os pastores anteriores sempre fizeram convites para pessoas virem à frente. Estava em meu primeiro mês de um pastorado interino, e as pessoas começaram a me perguntar se eu faria convites ou não. Recordo uma conversa que tive com um irmão querido – um bom amigo até hoje – durante uma longa carona. A conversa foi dedicada a este assunto.

Eu disse a este irmão e aos demais presbíteros que eu não faria convites para pessoas virem à frente. Por que não?

Por que eu penso que isso é errado? Não, acho que um pastor é livre para fazer um desses convites. Não é pecado.

Por que não creio que as pessoas têm de fazer uma decisão por Cristo? Não, acho que as pessoas têm de decidir arrepender-se e crer para serem salvas.

Por que eu não acho que Jesus nos chama a fazer uma confissão pública? Não, as pessoas têm de confessar publicamente a sua fé. Foi por isso que Jesus instituiu o batismo.

Por que eu acho que convidar pecadores ao arrependimento é inerentemente manipulador? Não, creio que os pregadores devem convidar, por meio dos seus sermões, os não cristãos a se arrependerem e crerem. E fiz isso durante o pastorado interino e o fiz no último domingo, quando preguei como pastor convidado em outro igreja. No meio do sermão, convidei com bastante clareza os não cristãos a se arrependerem e crerem; e lhes disse que falassem comigo depois do culto, ou com o pastor, ou com outro amigo cristão que os trouxera à igreja.

Então, por que não convido pessoas a virem à frente? Em resumo, eu creio que esta prática criada pelo homem, esta inovação procedente do século XIX tem causado mais mal do que bem às igrejas cristãs no Ocidente. O convite para vir à frente confia nos poderes das emoções, na persuasão retórica e na pressão social para induzir as pessoas a uma decisão apressada e prematura. E produzir profissões não é o mesmo que fazer discípulos. Certamente, diversos fatores são responsáveis pela existência de muitos cristãos nominais que caracterizam o cristianismo no Ocidente, mas eu creio que o convite para vir à frente é um desses fatores.

Quantas pessoas, no último século, vieram à frente e passaram o resto de sua vida convencidas de que eram cristãs, sem jamais se importarem com sua maneira de viver!

A alternativa para o convite de vir à frente é perseverarmos nas práticas que vemos exemplificadas nas Escrituras:

  • Durante o sermão, convide as pessoas a se arrependerem e serem batizadas, como Pedro o fez em Jerusalém (At 2.38). Mas, quando você fizer isso, não fique em pé no púlpito, esperando com música carregada de emoção, fitando as pessoas até que elas cedam. Pelo contrário, faça várias sugestões a respeito de como e onde conversar mais sobre o assunto.
  • Pergunte às pessoas o que elas creem quando se apresentam para pedir o batismo, como Jesus se assegurou de que os discípulos soubessem quem ele era (Mt 16.13-17; também 1 Jo 4.1-3).
  • Tenha certeza de que as pessoas entendem o que está envolvido em seguir a Jesus (Mt 16.24, 25; Jo 6.53-60).
  • Explique-lhes que os frutos produzidos em sua vida e a perseverança até ao fim indicarão se elas creem verdadeiramente ou não (Mt 7.24, 25; 10.22).
  • Você pode até explicar que Jesus mandou a igreja remover de sua comunhão pessoas cuja vida não se harmoniza com o que elas professam crer (Mt 18.15-17).

Sim, oremos muito por conversões. Mas, depois, façamos tudo que a Escritura exige de nós na obra de fazer discípulos – uma obra que, geralmente, exige muito ensino, muito tempo, muitos convites, muitas refeições juntos e, por fim, o compromisso de todo o corpo da igreja.

Jonathan Leeman Jonathan Leeman é o diretor editorial do ministério 9 Marcas. Ele é o autor de The Church and the Surprising Offense of God’s Love (lançamento previsto para Maio 2012 pela Fiel). Leeman será um dos preletores do quarto módulo do Curso Fiel de Liderança – CFL em 27 de outubro de 2012.

O Grande Destruidor do Ministério

Por John Piper

O Grande Destruidor do Ministério O dinheiro é um grande destruidor do ministério. Vejam o que aconteceu com todos os líderes espirituais de Israel:

Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá (Miquéias 3.11).

E o que é mais chocante – e relevante – é que eles não tinham abandonado a linguagem de “se encostar ao Senhor”. Eles citavam Provérbios 3.5-6 (“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”). Eles falavam isso. E declaravam: “O Senhor está em nosso meio”.

No entanto, eles trabalhavam por dinheiro.
Irmãos, criem salvaguardas contra isso em sua alma e em seus sistemas.
Julguem por amor à justiça; ensine por amor à verdade; abandonem à adivinhação por amor à Palavra revelada.
É o sublime amor da justiça e da verdade e a Palavra que cortarão a raiz da avareza.
Valorizem a reputação da infinita dignidade de nosso Salvador. Vivam para mostrá-la.

Conhecendo a Cristo

Por A. W. Pink

Ora, a quantidade de proveito que obtemos de nossa leitura e estudo das Escrituras pode ser verificada pela extensão em que Cristo se torna mais real e mais precioso para o nosso coração. O “crescimento na graça” é definido como um desenvolvimento “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18). A segunda cláusula não é um acréscimo à primeira; antes, é uma explicação da primeira. “Conhecer” a Cristo (Fp 3.10) era o anseio supremo e o grande alvo do apóstolo Paulo, um anelo e um alvo ao qual ele subordinava todos os demais interesses. Todavia, convém atentarmos ao fato de que o “conhecimento” referido nestes versículos não é o conhecimento intelectual, e sim espiritual; não é o conhecimento teórico, e sim experiencial; não é conhecimento de natureza geral, e sim pessoal. É um conhecimento sobrenatural, dado ao coração regenerado pela operação do Espírito Santo, à media que Ele interpreta e aplica em nós as passagens bíblicas concernentes a Cristo.

Trecho do livro de A. W. Pink “Enriquecendo-se com a Bíblia”.

Como Glorificar a Deus no Trabalho

Por John Piper

Como Glorificar a Deus no Trabalho

Após duas semanas na Austrália, finalmente estou em casa. Estou transbordando de gratidão a Deus por Seus servos que lá estão, e pelo prazer de trabalhar juntamente com eles em Brisbane, Sidney e nas montanhas de Katoomba.

Uma das conferências intitulava-se Comprometidos e era destinada aos “jovens trabalhadores”, o que, em seu dialeto, significa jovens profissionais em ambiente de trabalho. Perguntaram-me, em uma entrevista, se considerava o foco desta conferência uma boa ideia. Respondi que sim, pois 1 Coríntios 10:31 diz: “ Portanto,quer comais quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

Então perguntaram: Como jovens trabalhadores podem glorificar a Deus no trabalho?  E eis a essência de minha resposta:

Dependência. Vá para o trabalho totalmente dependente de Deus (Provérbios 3: 5-6; João 15:5). Sem o Senhor, você não pode sequer respirar, mover-se, pesar, sentir ou falar. Sem mencionar ser espiritualmente influente. Levante-se pela manhã e deixe que Deus saiba de seu desespero por Ele. Ore clamando por ajuda.

Integridade. Seja absoluta e meticulosamente honesto e merecedor de confiança em seu trabalho. Seja pontual. Pague o justo pelo dia de trabalho. “Não furtarás”. Muitas pessoas roubam seus empregadores tanto com sua indolência quanto com o roubo do dinheiro em caixa. [...]

É Legal Não Ser Legal

Por Tullian Tchividjian

Tullian Tchividjian O evangelho nos dá liberdade de sermos “legais” sem sermos legais. Nós sabemos que não somos “legais” – embora nos esforcemos muito para nos convencer e aos outros também, que basicamente somos “certinhos”. Mas o evangelho nos diz: “Relaxe, está acabado. A pressão acabou.”

Por causa do evangelho, não temos mais nada para provar ou proteger. Podemos deixar de “fazer de conta”. Podemos tirar nossas máscaras e sermos verdadeiros. O evangelho nos liberta do esforço de tentar impressionar as pessoas, satisfazê-las, impressioná-las ou convencê-las que somos bons. O evangelho nos liberta do fardo de tentar controlar o que as outras pessoas pensam de nós. Ele nos liberta da busca miserável, insaciável de nos tornar alguma coisa utilizando os outros.

O evangelho nos liberta do que certo escritor chama de “a lei da competência” – a lei, ele diz, “que nos julga carentes se não formos capazes, se não pudermos dar conta do recado, se não pudermos equilibrar nossos diversos desempenhos sem alguma escorregadela”. O evangelho nos garante o poder de admitir que somos fracos, necessitados e agitados – sabedores de que a obra consumada de Cristo provou ter todo o poder e capacidade e paz de que nós precisamos, e mais do que isso. Considerando que Jesus é a nossa força, nossa fraqueza não ameaça nosso senso de valor e apreço. Agora temos liberdade de admitir nossos erros e fraquezas sem achar que nossa carne está sendo arrancada dos nossos ossos.

O evangelho nos liberta da urgência de nos valorizar, de nos exibir em proveito próprio, em nossa programação e auto-estima. Quando você compreende que seu significado, segurança e identidade estão todos ancorados em Cristo, não precisa vencer – está livre para perder. E nada neste mundo fracassado pode derrotar uma pessoa que não tem medo de perder! Você está livre para dizer coisas malucas, perigosas e contrassensos como “O viver é Cristo e o morrer é lucro”!

Agora você pode passar a  vida cedendo o seu lugar para os outros em vez de proteger-se – porque sua identidade está em Cristo, não no lugar que você ocupa.

Agora você pode viver a  vida sendo passado para trás em vez de procurar o primeiro lugar – porque sua identidade está em Cristo, não na sua posição.

Agora você pode passar a vida dando, não tomando dos outros – porque sua identidade está em Cristo, não nas suas posses.

A liberdade real, pura, não adulterada aparece quando os recursos do evangelho esmagam qualquer sentido de necessidade garantida para mim, qualquer coisa além do que Cristo já garantiu para mim.

Extraído do meu próximo livro Jesus + Nada = Tudo

(Traduzido por Yolanda Mirdsa Krievin)

O Púlpito e o Punhal

Por Cleyton Gadelha

O Púlpito e o Punhal Reconhecendo que é nosso dever, como cristãos, estarmos do mesmo lado, permito-me, entretanto, apontar o dedo contra nós mesmos. Sim, precisamos que alguém, afinal, diga que as armas que estão matando nossa identidade foram gestadas por nossa tolerância autofágica.

É desesperadora a angústia de precisar se agarrar à tentativa de fazer a igreja permanecer em moldes biblicamente concebíveis.

As últimas três décadas foram devastadoras para a igreja no Brasil. À medida que a igreja ia sendo transformada de protestante em "evangélica", as estatísticas do IBGE embriagaram nossa percepção. Quase ninguém se dava conta que o processo estava apodrecendo a Igreja por dentro. Os fatores que viabilizavam tal crescimento não eram, nem de longe, legítimos como práticas cristãs.

Dos "dentes de ouro" à "Marcha prá Jesus" parte de nossa herança foi extraviada. Sem reflexão teológica, a igreja caiu nas mãos de celebridades da música gospel e de líderes carismáticos que invadiram a mídia, assumindo de forma usurpada, o direito de falarem em nome da Igreja. [...]

O que Aprendi na Fiel

Por Rodrigo Rezende

O que Aprendi na Fiel

Durante os dias 3 a 7 de outubro aconteceu em Águas de Lindóia a Conferência Fiel 2011. Além de rever muitos amigos, alguns que não via há muito tempo, tive a oportunidade de aprender mais do Senhor e de mim mesmo. Então aqui estão algumas coisas que pude aprender:

1. Como o meu coração é idólatra – Eu já sabia disso, mas tinha me esquecido, foi preciso o Senhor me relembrar. Essa foi a primeira vez que fui à Conferência Fiel, e fui por causa do John Piper. E Deus revelou a minha idolatria, me mostrando que ele é homem, e me mostrando que existem muitos outros homens espalhados na terra que são usados por Deus para falar ao nosso coração. E Deus usou o irmão Stuart Olyott para me mostrar isso. Um senhorzinho do país de Gales, para mim desconhecido, mas não para Deus. Como Deus usou esse homem para falar ao meu coração idólatra.

2. A satisfação em Deus – Em sua última pregação John Piper falou sobre a base da nossa alegria, ou da nossa satisfação. E eu pude perceber que muitas vezes ou na maioria esmagadora das vezes o que estava na base da minha satisfação era eu mesmo. Se fosse fazendo perguntas do porque me sinto alegre com algo, no fundo percebia que eram as minhas vontades. Saí da conferência com o desejo de que Deus seja a minha total satisfação. Então as circunstâncias virão, mas não me abalarão, porque a minha alegria e satisfação estão na rocha que é o Senhor.

3. Necessidade da oração – Em uma de suas palavras sobre Jonas, Stuart Olyott falou da necessidade da oração. Jonas esperou estar no ventre de um peixe para conversar com o Senhor. Será que vou ter que esperar que alguma coisa assim aconteça comigo para que eu me relacione com o Senhor através da oração? Preciso orar mais, não por obrigação, mas por amor, por necessidade, porque sem ele eu não sou nada.

4. Confiança na soberania de Deus – O Dr. Agustus Nicodemos explicou com extrema perspicácia Romanos 9 e 10, uma exegese maravilhosamente explicada e extremamente prática sobre a confiança na soberania de Deus. As vezes falamos que entendemos e confiamos na soberania de Deus, mas quando a coisa aperta vem a desconfiança, ansiedade e tantas outras coisas que revelam a nossa falta de confiança na soberania de Deus.

5. Reaprendi a louvar com hinos – Quem me conhece sabe que eu gosto muito de música e que não sou muito fã de hinos, nada contra os hinos e muito menos contra quem gosta só que eu não sou muito fã. Lá na conferência só tinha hino, e eu reaprendi que isso também é louvor e que Deus se agrada, mesmo que eu não me agrade muito. E que a maioria dos irmãos estava achando ótimo e que eu poderia abrir mão do que eu gosto em prol dos meus irmãos.

A verdade é que devemos estar preparados para aprender com tudo e todos, aproveitar as oportunidades que Deus coloca na nossa vida para aprender mais dele, aprender a remir os dias porque existe muita coisa a aprender.

Mas principalmente precisamos estar preocupados em praticar tudo aquilo que aprendemos, porque já sabemos muitas coisas que não praticamos, se não só acumularemos conhecimento.

Por seu Reino.

Rodrigo Rezende

Extraído de: prrodrigorezende.blogspot.com