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Chegada da Família em Portugal

Lisboa, 07 de fevereiro de 2012.

Chegamos!

Graças ao nosso bom Deus, fizemos uma viagem tranquila, apesar da pequena tensão pelo fato de esta ter sido a primeira viagem de avião dos nossos filhos. Eles se portaram muito bem. O pequeno Vinícius rapidamente aprendeu a colocar e tirar o cinto. Sentia-se como o próprio piloto…

Aeroporto Internacional de Guarulhos

Saímos do Brasil às 17h40 do dia 23/01/2012. Fomos surpreendidos por um grupo de irmãos da nossa amada Igreja Batista no Parque Industrial que foi se despedir da nossa família no Aeroporto de Guarulhos. Chegamos às 5h40 da manhã do dia 24, numa Lisboa gelada de 6ºC com sensação de 3ºC, na esperança de que o sol aparecesse às 6h, como no Brasil. Porém, nesses dias de inverno, ele só aparece por volta de 7h ou 8h. A sensação de sair do avião gelado e entrar em outro ambiente mais frio ainda foi muito estranha… Mas nada que uns bons casacos não resolvessem. [...]

O Reino de Cristo

D. A. Carson

Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.

Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: “Opa! Fiz o cálculo errado!” e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.

Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: “Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz”? Isso significa que os seres humanos dizem: “Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos”? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.

(Trecho do livro “O Deus Presente”, que será lançado pela Editora Fiel em fevereiro de 2012).

Lançamento: Cave Mais Fundo

Sobre o que você edificará sua vida?

Trecho do livro “Cave Mais Fundo” escrito por Joshua Harris:

Cave Mais Fundo Jesus não foi um vítima apanhada nas armadilhas da injustiça romana. Ele era Deus mesmo, que entregou espontaneamente a sua vida. Deus, o Pai, não era um divindade cruel e abusiva que não teve compaixão de seu próprio filho. Em vez disso, no mistério da Divindade, o Pai e o Filho resolveram juntos redimir a humanidade por meio da substituição. O pecado humano exigia que um preço fosse pago. Mas Deus pagaria o preço, com sua própria vida.

O Filho se tornou pecado no sentido de que ele representou a humanidade e assumiu o lugar da humanidade pecadora. Deus, o Pai, ministrou a justiça. A ira e a punição justas que a traição e a rebelião humana merecia foram derramadas sobre o Deus, o Filho. Na cruz, Deus mesmo tanto deu como recebeu o golpe.

Jesus não foi apanhado numa armadilha. Ele estava no controle. E escolheu, por causa de amor, entregar sua vida por mim. Jesus disse: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18).

Jesus entregou sua vida. Ele amou a glória de seu Pai. O Pai amou seu Filho. E, juntos, motivados por amor a um mundo perdido, eles pagaram o maior preço para expiar o pecado.

Extraído do Capítulo 6, “Uma maneira de ser bom novamente”.

Joshua Harris O AUTOR: Joshua Harris é o pastor da Covenant Life Church, em Gaithersburg, que pertence à rede de igrejas Sovereign Grace. Um pregador dotado com uma paixão por tornar a verdade teológica fácil ao entendimento, Joshua é, talvez, mais famoso por seu best-seller Eu Disse Adeus ao Namoro (Atos), que ele escreveu aos vintes e um anos de idade. Seus últimos livros incluem Garoto encontra garota (Atos), Sexo não é problema, lascívia sim (Cultura Cristã) e Stop Dating the Church. Sendo ele o fundador das conferências Next para adultos jovens, está comprometido com uma nova geração de cristãos. Ele e sua esposa, Shannon, têm três filhos.

Preço promocional até domingo (dia 22): http://bit.ly/wDLOIM
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Leia um trecho do livro:

Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?

Pergunta: “Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe.” – Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina – PR

O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.


Resposta:

Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.

Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o sensus plenior (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.

A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os "seis dias trabalhados".

O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou sábado. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a sombra? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.

Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas Institutas, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse “descanso”. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.

Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com "cessação de atividade", e não "de relaxamento ou repouso". É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.

Posto isso, afirmamos que o sensus plenior do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.

Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: “É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã”.

E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.

Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,

Wilson Porte Jr.

Wilson Porte Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.

Pergunta: Por que em Gênesis 1.1 a Palavra “Céu” Está no Plural?

Pergunta: “Em Gênesis 1.1 – “No princípio criou Deus os céus e a terra.” a palavra “céu” está no plural, enquanto “terra” está no singular. Venho buscando entender esse plural. Podem me ajudar?” – Valdemar Donizeti Bassetto, São Paulo – SP

O professor Adauto Lourenço, responde a esta pergunta.


Resposta:

Gênesis 1:1 é um resumo de toda a criação de Deus, descrita nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.
A palavra céu ocorre no plural por serem vários, mais especificamente três, na terminologia bíblica.
O primeiro céu é o que chamamos de atmosfera da Terra (onde ficam as nuvens e voam aves e aviões).
O segundo céu é o espaço sideral (onde ficam os corpos celestes – planetas, luas, estrelas, galáxias – e onde viajam as naves espaciais).
O terceiro céu é mencionado apenas pelo apóstolo Paulo em II Coríntios 12.

Veja porque o primeiro e o segundo céus foram criados no segundo dia:

Verso 8: “E chamou Deus o firmamento Céus.” (Segundo dia).
Verso 14: “Haja luzeiros no firmamento dos céus.” (Quarto dia. Note que os céus já existiam).
Verso 20: “Voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus.”  (Quinto dia. Note que os céus já existiam).

Este assunto é tratado no livro “Gênesis 1&2: A Mão de Deus na Criação“, capítulo 9, “Os Três Primeiros Dias de Criação”.

Adauto Lourenço Adauto Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University; possui mestrado em Física, obtido na Clemson University, EUA. Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha e no Oak Ridge National Laboratory, EUA. É professor, pesquisador, escritor, e tem realizado seu ministério na área de apologética (fé e ciência; criacionismo; etc.) através de palestras em igrejas e seminários de todo o Brasil e outros países. Adauto é casado com Sueli, e o casal tem três filhas: Quezia, Joyce e Sarah.

Por Quem Cristo Morreu?

Por John Owen

Por Quem Cristo Morreu?

O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:

Todos os pecados de todos os homens,
Todos os pecados de alguns homens ou
Alguns dos pecados de todos os homens.

Neste caso, podemos dizer:

Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.

Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.

Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?

Você responde: “Por causa de incredulidade”.

Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!

Este é um trecho da obra de John Owen “A Morte da Morte na Morte de Cristo”, Livro 1, Capítulo 3.

Pergunta: Como Direcionar as Pessoas a Serem mais Bibliocêntricas e Cristocêntricas?

Pergunta: “Como direcionar as pessoas a serem mais bibliocêntricas em suas vidas, e, sendo assim, cristocêntricas, para que a base de suas vidas e práticas não seja meramente a busca de experiências, visões, profecias, etc.? Por atuar principalmente num meio onde tais manifestações são comuns, meu alvo é poder ver cristãos, mesmo congregando em igrejas que tenham tais práticas, a serem mais bíblicos e fiéis.” – Robson Alves de Lima, Navegantes – SC

Pr. Josafá Vasconcelos, responde a esta pergunta.


Resposta:

Uma forma objetiva e direta de fazer com que a Igreja priorize as Escrituras é fazendo-a conhecer a doutrina da SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS.

É preciso que a Igreja creia que a Bíblia é a Palavra infalível, inerrante, autoritativa e final de Deus! Que a ela nada se acrescentará em tempo algum, portanto não devemos seguir outra orientação porque só ela é: lampada para os pés e Luz para o caminho e também porque “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja prefeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17). Só ela é a ÚNICA regra de Fé e Prática.

Dificilmente os crentes vão valorizar devidamente as Escrituras enquanto houver uma “competição” entre a Bíblia e os chamados dons de revelação. Não há “duas Palavras de Deus”! Os dons de revelação existiram e foram dados pelo Espírito Santo para a Igreja, num momento em que as Escrituras não estavam ainda completas, mas tendo chegado o conhecimento “perfeito”, o que era em parte foi aniquilado! (1 Cor. 13: 8-10; Hb 1:1). Só assim, haverá o devido apreço e amor pelas Escrituras na Igreja de Jesus Cristo.

Pr. Josafá Vasconcelos.

Pergunta: Temos uma Desculpa para Pecar?

Pergunta: “Lá em Romanos: 7.14-20, fala que o pecado que habita em mim esse eu o faço: Isso é uma desculpa para um cristão continuar pecando? Por que lá em Colossenses: 3.5, fala pra matar a nossa natureza terrena por que agora que somos de Cristo, somos nova criatura (I Cor:5.17). Então me explique o que Paulo quis dizer em Romanos: 7.14-20?” – Silviney de Souza Ferreira, Caucaia – CE

Sillas Campos, pastor da P.I.B. de Tupã, responde a esta pergunta.


Resposta:

Prezado irmão Silviney:
Graça e paz!
Em Romanos 7:14 Paulo inicia um tratado sobre o conflito das duas naturezas.  Este trecho de Romanos tem sido uns dos versos mais debatidos no Novo Testamento.  João Calvino e vários outros bons teólogos defendem que Paulo está descrevendo o conflito que todo pecador regenerado tem com as inclinações pecaminosas ainda presentes em seu corpo mortal.  Por isso o texto de Colossenses 3:5, e por isso também Paulo disse, em 1 Cor. 9:27,  que subjugava seu próprio corpo, e o reduzia à servidão para que de alguma maneira não viesse a ficar reprovado.

Logo, quanto a Romanos 7:14-25 poderíamos dividí-lo assim:.

   (a) Romanos 7:14-17 - Paulo fala da sua incapacidade de evitar aquilo que ele desaprova.
   (b) Romanos 7:18-20 – Paulo fala de sua incapacidade de praticar aquilo que ele aprova.
   (c) Romanos 7:21-25 - Finalmente ele conclui essa discussão mostrando a solução e livramento de Deus para esta crise.

Mas devo dizer que estamos expostos  a dois extremos perigosos:  Primeiro, cuidado para não usar este texto de Romanos como justificativa para uma vida cristã relaxada.  Segundo, cuidado para não usar versos da Bíblia sem contexto (como alguns fazem com 1 Cor.5:17, por exemplo) para desenvolver a teologia da vida cristã vitoriosa, sem pecado. Isso é uma ilusão falaciosa.

Romanos 8 fala sobre mortificarmos o pecado que ainda existe em nós. Temos este pecado remanescente que precisa ir sendo eliminado de nossas vidas. Isso não acontece do dia para a noite, mas temos de nos esforçar, com diligência, para eliminarmos aqueles ranços de pecado que ainda permanecem em nós. Em Gálatas 5.16 Paulo fala sobre não darmos lugar à carne e manda que vivamos no Espírito. Temos de viver em submissão à Palavra e ao Espírito de Deus diariamente,  lutando contra nossos três inimigos: o Diabo, o mundo, e a carne.

A grande diferença entre a carne antes e depois da salvação é que depois da salvação nós a odiamos e rejeitamos e desejamos obedecer a Deus e nos assemelharmos a Cristo para honrarmos e glorificarmos nosso Pai. E nosso Pai provê tudo que precisamos para vivermos em obediência. Ele nos deu aquilo que chamamos de meios da graça: oração, leitura bíblica, comunhão com os irmãos em Cristo, participar dos cultos de sua igreja local, ceia do Senhor, evangelismo. O apóstolo Paulo também fala em Efésios 6 como podemos nos revestir de toda a armadura de Deus para fugirmos das setas inflamadas do diabo. Devemos seguir seu conselho sábio.

Sillas Campos Sillas Campos recebeu treinamento teológico no San Diego Christian College, EUA. É um dos diretores da Editora Fiel. Foi pastor e fundador da Igreja Batista da Graça, em S. José dos Campos-SP, de 1986 de 1994. Serviu na Igreja Batista de Bragança Paulista e, desde o ano 2000, assumiu o pastorado da P.I.B. de Tupã, onde permanece até hoje. Atualmente, ele é mestrando em Teologia pela Liberty University (Masters of Arts in Theological Studies). É casado com Wanger Campos, com quem tem quatro filhas.

Lançamento: Gênesis 1 & 2: A Mão de Deus na Criação

Gênesis 1 & 2: A Mão de Deus na Criação Você provavelmente já leu ou ouviu muitos teólogos ensinando sobre os dois primeiros capítulos do livro de Gênesis. E talvez você já tenha se perguntado: O que um cientista diria ao ler esses capítulos? O que ele diria sobre a criação da luz antes dos corpos celestes? Ou da criação da mulher de uma das costelas de Adão? Ou, ainda, sobre a criação dos dinossauros e outros animais do registro fóssil? Haveria alguma possível relação entre Gênesis 1 e 2 e a Ciência? Adauto Lourenço oferece respostas para essas e muitas outras perguntas que envolvem a difícil – mas viável – relação entre o texto bíblico e os fatos científicos.

Adauto Lourenço – FacebookTwitter – @prof_adauto.

Leia um trecho do livro:

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Pergunta: As igrejas devem convidar as pessoas a virem à frente?

Pergunta: “Venho de um contexto avivalista e estou cansado de convites para que pessoas venham à frente e de convites manipuladores. No entanto, meu desejo não é deixar as igrejas mergulhadas nesta tradição, e sim continuar ministrando com uma teologia de conversão mais forte.

Como aluno de seminário, tenho oportunidades de pregar em igrejas onde é costume fazer um convite no final da mensagem. Sinto-me frequentemente inseguro e intranquilo em relação à maneira de terminar uma mensagem, não querendo cometer os erros comuns ao avivalismo, sem, ao mesmo tempo, ofender desnecessariamente.

Vocês poderiam me oferecer alguns princípios para reter uma forte teologia de conversão, quando termino cultos de igrejas acostumadas com convites públicos?”

Jonathan Leeman, diretor editorial do ministério 9 Marcas e candidato a PhD em Eclesiologia, responde a esta pergunta.


Resposta:

Antes de eu chegar, os pastores anteriores sempre fizeram convites para pessoas virem à frente. Estava em meu primeiro mês de um pastorado interino, e as pessoas começaram a me perguntar se eu faria convites ou não. Recordo uma conversa que tive com um irmão querido – um bom amigo até hoje – durante uma longa carona. A conversa foi dedicada a este assunto.

Eu disse a este irmão e aos demais presbíteros que eu não faria convites para pessoas virem à frente. Por que não?

Por que eu penso que isso é errado? Não, acho que um pastor é livre para fazer um desses convites. Não é pecado.

Por que não creio que as pessoas têm de fazer uma decisão por Cristo? Não, acho que as pessoas têm de decidir arrepender-se e crer para serem salvas.

Por que eu não acho que Jesus nos chama a fazer uma confissão pública? Não, as pessoas têm de confessar publicamente a sua fé. Foi por isso que Jesus instituiu o batismo.

Por que eu acho que convidar pecadores ao arrependimento é inerentemente manipulador? Não, creio que os pregadores devem convidar, por meio dos seus sermões, os não cristãos a se arrependerem e crerem. E fiz isso durante o pastorado interino e o fiz no último domingo, quando preguei como pastor convidado em outro igreja. No meio do sermão, convidei com bastante clareza os não cristãos a se arrependerem e crerem; e lhes disse que falassem comigo depois do culto, ou com o pastor, ou com outro amigo cristão que os trouxera à igreja.

Então, por que não convido pessoas a virem à frente? Em resumo, eu creio que esta prática criada pelo homem, esta inovação procedente do século XIX tem causado mais mal do que bem às igrejas cristãs no Ocidente. O convite para vir à frente confia nos poderes das emoções, na persuasão retórica e na pressão social para induzir as pessoas a uma decisão apressada e prematura. E produzir profissões não é o mesmo que fazer discípulos. Certamente, diversos fatores são responsáveis pela existência de muitos cristãos nominais que caracterizam o cristianismo no Ocidente, mas eu creio que o convite para vir à frente é um desses fatores.

Quantas pessoas, no último século, vieram à frente e passaram o resto de sua vida convencidas de que eram cristãs, sem jamais se importarem com sua maneira de viver!

A alternativa para o convite de vir à frente é perseverarmos nas práticas que vemos exemplificadas nas Escrituras:

  • Durante o sermão, convide as pessoas a se arrependerem e serem batizadas, como Pedro o fez em Jerusalém (At 2.38). Mas, quando você fizer isso, não fique em pé no púlpito, esperando com música carregada de emoção, fitando as pessoas até que elas cedam. Pelo contrário, faça várias sugestões a respeito de como e onde conversar mais sobre o assunto.
  • Pergunte às pessoas o que elas creem quando se apresentam para pedir o batismo, como Jesus se assegurou de que os discípulos soubessem quem ele era (Mt 16.13-17; também 1 Jo 4.1-3).
  • Tenha certeza de que as pessoas entendem o que está envolvido em seguir a Jesus (Mt 16.24, 25; Jo 6.53-60).
  • Explique-lhes que os frutos produzidos em sua vida e a perseverança até ao fim indicarão se elas creem verdadeiramente ou não (Mt 7.24, 25; 10.22).
  • Você pode até explicar que Jesus mandou a igreja remover de sua comunhão pessoas cuja vida não se harmoniza com o que elas professam crer (Mt 18.15-17).

Sim, oremos muito por conversões. Mas, depois, façamos tudo que a Escritura exige de nós na obra de fazer discípulos – uma obra que, geralmente, exige muito ensino, muito tempo, muitos convites, muitas refeições juntos e, por fim, o compromisso de todo o corpo da igreja.

Jonathan Leeman Jonathan Leeman é o diretor editorial do ministério 9 Marcas. Ele é o autor de The Church and the Surprising Offense of God’s Love (lançamento previsto para Maio 2012 pela Fiel). Leeman será um dos preletores do quarto módulo do Curso Fiel de Liderança – CFL em 27 de outubro de 2012.

O Grande Destruidor do Ministério

Por John Piper

O Grande Destruidor do Ministério O dinheiro é um grande destruidor do ministério. Vejam o que aconteceu com todos os líderes espirituais de Israel:

Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá (Miquéias 3.11).

E o que é mais chocante – e relevante – é que eles não tinham abandonado a linguagem de “se encostar ao Senhor”. Eles citavam Provérbios 3.5-6 (“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”). Eles falavam isso. E declaravam: “O Senhor está em nosso meio”.

No entanto, eles trabalhavam por dinheiro.
Irmãos, criem salvaguardas contra isso em sua alma e em seus sistemas.
Julguem por amor à justiça; ensine por amor à verdade; abandonem à adivinhação por amor à Palavra revelada.
É o sublime amor da justiça e da verdade e a Palavra que cortarão a raiz da avareza.
Valorizem a reputação da infinita dignidade de nosso Salvador. Vivam para mostrá-la.

Conhecendo a Cristo

Por A. W. Pink

Ora, a quantidade de proveito que obtemos de nossa leitura e estudo das Escrituras pode ser verificada pela extensão em que Cristo se torna mais real e mais precioso para o nosso coração. O “crescimento na graça” é definido como um desenvolvimento “na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18). A segunda cláusula não é um acréscimo à primeira; antes, é uma explicação da primeira. “Conhecer” a Cristo (Fp 3.10) era o anseio supremo e o grande alvo do apóstolo Paulo, um anelo e um alvo ao qual ele subordinava todos os demais interesses. Todavia, convém atentarmos ao fato de que o “conhecimento” referido nestes versículos não é o conhecimento intelectual, e sim espiritual; não é o conhecimento teórico, e sim experiencial; não é conhecimento de natureza geral, e sim pessoal. É um conhecimento sobrenatural, dado ao coração regenerado pela operação do Espírito Santo, à media que Ele interpreta e aplica em nós as passagens bíblicas concernentes a Cristo.

Trecho do livro de A. W. Pink “Enriquecendo-se com a Bíblia”.