Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?
Pergunta: “Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe.” – Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina – PR
O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.
Resposta:
Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.
Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o sensus plenior (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.
A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os "seis dias trabalhados".
O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou sábado. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a sombra? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.
Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas Institutas, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse “descanso”. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.
Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com "cessação de atividade", e não "de relaxamento ou repouso". É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.
Posto isso, afirmamos que o sensus plenior do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.
Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: “É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã”.
E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.
Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,
Wilson Porte Jr.
Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.
23 Comentários para “Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?”
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Excelente exposição sobre o principio do shabbath. Precisamos realmente ser menos ritualísticos e mais devocionais.
Irmão vim fazer uma visita ao seu blog, li algumas coisas, e dou graças a Deus pelo seu empenho em proclamar a bendita Palavra. Quero porém deixar algo mais do que um simples comentário. Quero deixar estas palavras: Que escreva sempre com humildade, de todo o coração, e com muito amor, escreva principalmente as verdades vividas na sua vida, porque eu creio que o seu alvo e o meu é sermos úteis, e atingirmos o coração dos que lêem. Aproveito para fazer um convite. gostaria de te-lo como meu amigo virtual na Verdade que Liberta. As minhas saudações em Cristo Jesus.
Rev.
Bem simples e didática a explicaçao, nunca duvidei
quanto a não guardar o dia de sábado, e ficava bem confusa, quando outros guardam e tinham argumentos “quase convincentes”.
Agora entendi.
Deus o abençoe.
Boa noite irmãos. Sou Pastor Presbiteriano. Excelente comentário do Rev.Wilson; sobre questão em foco, que para muitos dos nossos irmãos ainda se encontram em dúvidas. Parabéns!!!!!!Rev. Wilson. Gostaria de ser seu amigo e aprender mais com o Senhor. posso? Que o irmão continue com essa mente brilhante, isto é brilhante por meio do Espírito Santo. Respeitosamente, seu servo Rev. Josimar. obs. gostaria do e-mail do Rev. wilson. obrigado. Graça e paz.
Muito bom!simples e direto agora já posso argumentar com sabedoria com amigos que acham que guardando o dia de sabado se tornam mais filhos de DEUS do que eu…JESUS É O MEU SENHOR ALELUIA!!!!
Olá irmãos, obrigado pelos comentários.
Oi Antonio, mande o link do “Verdade que Liberta”. Quero, com prazer, entrar lá…
Olá Rev. Josimar, obrigado pelo carinho. Meu email é wilsonportejr@gmail.com – fique a vontade para escrever.
Obrigado a todos vcs pelos comments.
Abs
Wilson
Graça e Paz!
Queridos irmãos, eu sou sabatista, creio que o sábado é o dia de repouso cristão, mas sei que, têm irmãos que não entendem assim, e mesmo assim, são meus irmãos, pois somos salvos pela Infinita Graça e Misericórdia de Deus, que nos elegeu em Cristo, antes da fundação do mundo.
Jesus, acredito, é o nosso exemplo de como deveríamos observar o referido dia; nunca de forma legalista, pois o legalismo é o que Paulo combateu fortemente.
Poucas pessoas já ouviram falar dos Batistas do Sétimo Dia. Infelizmente, hoje o sábado, muitas vezes, é ligado aos adventistas, que na realidade, passaram considerar o sábado como dia de repouso cristão, por influências dos Batistas do Sétimo Dia.
Recomendo uma Leitura do Livro do Historiador Don A. Sanford (Um Povo que Escolhe – A História dos Batistas do Sétimo Dia).
Excelente comentário, parabéns!
Paz no Senhor.
Concordo com o Thiego.
E a propósito, os discípulos de Jesus não trocaram o sabado pelo domingo, bem pelo contrário.
Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
Marcos 1:21
E ensinava no sábado, numa das sinagogas.
Lucas 13:10
O domingo foi instituído pela igreja Católica. Tem até nos dogmas deles o porque. Deêm uma olhada.
Não tem nenhum versículo que fale sobre a mudança do sábado para o domingo.
E, saídos os judeus da sinagoga, os gentios rogaram que no sábado seguinte lhes fossem ditas as mesmas coisas.
Atos 13:42
Pastor, parabéns! É difícil, mas muito difícil mesmo encontrar comentários assim, focados na tese que se entende como correta, sem atacar essa ou aquela pessoa ou comunidade CRISTÃ que adota o sábado, e não o domingo, como dia a ser observado.
Sou cristão e guardo o sábado. Não vejo incompatibilidade, já que os elementos cerimoniais e supersticiosos judaicos que o senhor muito bem frisou não estão incluídos na minha prática religiosa relativamente a esse mandamento.
O sábado é dia de alegria, refrigério, descanso físico, momento especial para se estar mais com a família, para se ter MAIS tempo para orar, estudar a Palavra, contemplar a natureza e atender às necessidades do meu próximo sem os atrapalhos do cotidiano. Não é prisão, pelo contrário: é libertação. É o aniversário semanal da Criação. É o dia em que, principalmente na prática, digo: “Senhor, eu e tudo o mais viemos de Ti e Te adoro e louvo por isso”. Não é meio de salvação, como muitos, temerariamente, pensam.
Sabe porque entendo que o sábado do sétimo dia ainda deve ser observado? Por causa de Gênesis 1 e 2. Veja, Pr. Wilson, Êxodo 20.8 reporta-se ao passado, ao momento da criação, e não a “coisas que haveriam de vir”, como está escrito em Colossenses. E Cristo, quando em meio a polêmicas sobre a guarda do sábado, disse apenas como ele deveria ser observado. É à luz dessas premissas, que interpreto a passagem de Colossenses, tendo diante de mim, obviamente, as minhas limitações, pois não sou teólogo.
De todo modo, continue mantendo o nível.Parece ser muito fácil para muitos deixarem de lado o zelo apologético e descambarem para a mais pura grosseria e ofensas “ad hominem”.
“Mas declaro-te que, segundo o Caminho, a que chamam de seita, sirvo o Deus de nossos pais e creio em tudo o que está escrito na Lei e nos Profetas” – apóstolo Paulo (Atos 24.14).
“Temei a Deus e dai-lhe glória; porque a hora do seu juízo chegou. Adora aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14.7).
A paz.
É errado guardar o sábado ao invés do domingo?
Muito Obrigado REVERENDO…
Graça e paz.
Li este post após ter recebido o Informativo Fiel em minha caixa de e-mail. A pergunta do nosso irmão Alciro Ventura aguçou minha curiosidade com relação à resposta que seria dada.
Faço parte da Igreja Adventista da Promessa, que observa a guarda do 4º Mandamento. Confesso que fiquei surpreso com a resposta do pastor Wilson.
Vejo que nos últimos anos estão aparecendo muitas igrejas listadas entre as não-guardadoras do sábado que estão compreendendo o verdadeiro sentido desse importante mandamento.
Somos contra a idolatração do sábado. Entendemos que a sua guarda representa não mais que um novo passo no processo de santificação.
A Lei de Deus por si só, jamais poderia nos livrar da condenação eterna, mas sendo praticada em amor e piedade, ela pode nos manter no Caminho, nos moldar segundo a semelhança do Pai. É assim que cremos.
Com relação ao penúltimo parágrafo do post, pastor Wilson, poderia compartilhar conosco neste espaço os textos bíblicos do NT que mostram os apóstolos valendo-se do domingo para seus encontros de adoração?
Sei que esses registros existem, mas quantos são com relação aos encontros realizados aos sábados pelos discípulos?
De qualquer maneira, meus parabéns por ter alcançado este entendimento sobre a guarda do sábado. Deus abençoe a você e sua família!
Meu e-mail é: arildoiap@hotmail.com
Simplesmente excelente! Honestamente persuasivo e naturalmente hamonioso com a perspectiva neotestamentária.
Mas gostaria de deixar consignado neste espaço minha perocupação com o avanço de religiões sabatistas, como os adventistas do sétimo dia, que vêm investindo pesado nos meios de comunicação, conseguindo convencer membros de denominações tradicionais. Geralmente eles são bem preparados, e não encontram muita dificuldade em confundir àqueles que não estão tão familiarizados com certas doutrinas bíblicas. Há um exemplo recente de uma Sra de minha denomiação, por sinal uma pessoa que exercia certa liderança, que se “converteu” ao adventismo do sétimo dia e passou a gurdar o sábado, cessando as atividades de sua empresa nesse dia, com a dispensa de seus funcionários, conpensando as horas perdidas durante os demais dias da semana.
Portanto, devemos estar atentos ao avanço dessas resligiões que fazem questão de dias, festas e sábados…cujo intento, pelo que me parece, é fazer um apelo aos menbros de igrejas com certas deficiências doutrinárias e critãos desavisados e de mente confusa, para os arrebanhar para seus pastos legalistas e de práticas judaizantes, marcados por uma compreensão deficiente do plano salvífico de Deus em Cristo Jesus.
Mais artigos tratando sobre a questão do sabbath urgem serem publicados, para a conscientização do povo de Deus e refutação de opiniões divergentes da sã doutrina. Sei que há um trabalho de D. A. Carson tratando sobre essa questão, publicado pela Editora Cultura Cristã, mas estou convencido de que outros materiais, como videos de palestras e ministrações seriam deveras úteis para a consideração do assunto e solução de dúvidas.
Deus vos abençoe.
Pastor Wilson, muito boa, bem fundamentada e muito clara sua exposição sobre a guarda do dia de descanso. Parabéns. Meu comentário é que pós-rescureição os cristãos reuniam-se nos átrios do templo, nos sábados participavam das atividades no Templo em Jerusalém e nas sinagogas em outras cidades e faziam as reuniões dos cristãos nos domingos. O dia em que Jesus ressurgiu.
Saudações, queridos amigos!
O que os amigos pensam sobre a “união” entre igreja e estado a fim de promover o descanso dominical? Ou movimentos como o European Sunday Alliance (http://www.europeansundayalliance.eu/).
Um grande abraço!
Excelente explicação, parabéns Pastor!!!!!!
O Sábado era sombra de Cristo.
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” Cl 2.16,17.
Sábado (do hebraico sabbath) significa descanso. No Antigo Testamento, os israelitas deveriam descansar no sétimo dia em memória a libertação da escravidão egípcia (Ex 20.1; Dt 5.15). Mas o sábado tinha um significado maior: apontava para o futuro descanso de redenção que Deus realizaria em favor do Seu povo. O sábado judaico era apenas uma “sombra”, uma profecia da redenção que ocorreria através de Jesus Cristo (Cl 2.16,17). Mas agora a redenção já se realizou. Jesus veio e cumpriu a profecia (Mt 5.17-18;11.28). Jesus é o descanso para o qual a sombra do sábado apontava. Jesus é também uma antecipação do verdadeiro descanso que os cristãos experimentarão no céu (Hb 4.9). O Sabbath foi estabelecido para Israel, não para a igreja. O Sabbath ainda é sábado, não domingo, e nunca foi mudado. Mas o Sabbath é parte da Lei do Velho Testamento, e os cristãos são livres da servidão da Lei (Gl 4:1-26; Rm 6:14). Assi, guardar o Sabbath não é algo cobrado dos cristãos, seja um sábado ou domingo. O sábado não é um sinal de cristianismo (Jo 13.35). Também não é o nosso descanso espiritual (Mt 11.28). Jesus é o descanso para o qual a sombra do sábado apontava (Cl 2.16,17). Agora temos um descanso “superior” (Hb 7:18-19). Hoje a igreja descansa não em um dia, mas EM CRISTO.
Sempre vi os 10 mandamentos como os Salmos e todas as demais referências a Deus e a vida cristã. Nunca fiz diferença e à mim nunca importou me preocupar porque uns se centravam no sábado, outros no domingo, outros todos os dias e outros em nenhum dia. Aos poucos fui entendendo que deveríamos escolher todos os momentos “livres”, mais calmos, que viéssemos a usufruir, e torná-los momentos especiais para buscar a Deus e estar em sua presença quer pela leitura e meditação bíblica, quer lendo um livro cristão e conferindo e aprofundando na Bília. As igrejas vou tanto nas que tem no domingo o dia da celebração quer nas que tem no sábado e não vejo nem uma contradição. Se existisse um Pais sabatista ou uma cidade sabatista eu não ficaria em casa tendo um culto perto e onde eu pudesse estar presente, assim como se fosse esse País ou cidade celebrantes do domingo, pois é o coração, a alma e o espírito que devem estar sempre sendo santificados pela perseverança, pelo louvor, pela oração e pela meditação ou estudo bíblico. Um paralelo ao dia, eu tomo liberdade de faze-lo comparando-o à Ceia, ao batismo, à contribuição
e ao testemunho.
Observa-se que o querido pastor, apesar de reconhecer que o Sabado faz parte da Lei Moral de Deus que não foi abolida, ele justifica a sua transgressão com base na filosofia humana deixando de lado a Palavra de Deus (Tiago 4:17), esquecendo-se de que quem erra em um, transgride todos(Tiago 2:10). Há de ser resaltado ainda, que não se trata “ao descanso do sétimo dia(após seis dias de trabalhos)”, e sim, de descanso no 7º Dia após “os seis dias que são de trabalho” (Ezequiel 46:1-Exodo 20: 8,9,10-23:12-Deut. 5:12,13,14), apos o dia da preparação(Lucas 23:54,55,56-Exodo 16:25 a 30). Portanto, a validade da guarda do Sábado deve compreendida segundo a Palavra de Deus e não segundo o delirio humano, veja:
“ A guarda do Sabado antes do Sinai”:
Observe que em Genesis 26:5 Deus declara que Abraão obedeceu A Sua Palavra, guardou os Seus Mandados, os Seus Preceitos, os Seus Estatutos e Suas Leis. Não há como negar a inclusão da guarda do Sábado do 7º Dia pelo amigo de Deus (Tiago 2:23), principalmente quando a próprio Deus antes do Sinai, relaciona o Sábado do 7º Dia em Exodo 16:28 como “Seus Mandamentos e Suas Leis”. E, mesmo se de maneira tão clara, o diabo cosiga atrapalhar o entendimento sobre o assunto pela rejeição da presença do Espirto Santo, a pessoa com oração pedirá O Espírito Santo receberá( Lucas 11:13) a devida compreenção observando juntamente com jó que é anterior ao Exodo quando ele refere a alguns dos 10 Mandamentos como padrão de regras “certo e errado”(24:14,15), inclusive sendo elogiado por Deus como homen que se desviava do mal, reto e integro(Jó 1:8 e 2:3). E, para acalorar o assunto, procura saber no original a ideia, o contexto da declaração de faraó em Exodo 5:4,5, levando em consideração que o povo era escravos e que o verbo usado por Faraó “é formado a partir da palavra para Sabado”, ou seja, em que sentido o povo estava sendo interrompido do seu trabaho e distraído de suas terefas?
Os Dez mandamentos como Aliança Eterna
A Tábua de pedra escrita por Deus, foi chamada de Tábua da Aliança pelo próprio Deus ( Deut.5:23-9:11-Êxodo 34:28), as Dez Palavras da Aliança, ou seja, os Dez Mandamentos. ” …Então, vos anunciou Ele a Sua Aliança, que vos prescreveu, os Dez Mandamentos, e os escreveu em duas Tábuas de pedra ( Deut. 4:10 a 13- 9:9,11). A Palavra de Deus declara que seu povo deve celebrar a guarda do Sábado “ por Aliança perpetua nas sua gerações”, ou seja, o Sábado faz parte da Aliança, da Lei e dos Mandamentos de Deus, o Sábado é o Dia do Senhor (Êxodo 31:16 -34:28-24:12- Deut. 4:13- 5:2 -9:9,11,15 – Isaias 58:13). O Sábado do sétimo dia além de ser uma Aliança Eterna, é também um Sinal entre Deus e o seu povo (Êxodo 31: 13 a 16 – Ezequiel 20: 12,20).
O triste é que pessoas que professam o cristianismo querem anular a Palavra de Deus para fazer valer a palavra dos homens. A Palavra de Deus é bem claro que foi Ele quem após o 6º dia da criação, santificou o 7º dia e chamou de Sábado (Gen. 2:1,2,3-Êxodo 20:8 a 11). Foi Deus quem consagrou o Sábado. Foi Ele que separou esse dia como sinal entre Ele e seu povo (Êxodo 31:13- Ezeq. 20:12,20). O que o homem pode fazer daquilo que é santificado por Deus? Aceitar ou profanar? Aceitar o ato santificado por Deus ou mudar para outro?
Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br
Antinomismo significa “oposição à lei”. Conceitos antinomianos são os que negam que a lei de Deus, nas Escrituras, deve controlar diretamente a vida dos cristãos. O antinomismo dualístico surgiu muito cedo nas heresias gnósticas, como aquelas repudiadas por Pedro e Judas (II Pedro 2; Judas 4-19). Os gnósticos ensinavam que a salvação era só para a alma, tornando irrelevante o comportamento do corpo, tanto para o interesse de Deus quanto para a saúde da alma. A conclusão era que uma pessoa podia comportar-se desenfreadamente, sem que isso tivesse a menor importância.
O antinomismo “espiritual” atribui uma confiança tal à atuação interior do Espírito Santo, que nega a necessidade da pessoa ser ensinada pela lei em seu modo de viver. A liberdade em relação à lei como meio de salvação traz consigo, segundo eles, a negação da necessidade da lei como guia para a conduta. Nos primeiros 150 anos da era da reforma, essa espécie de antinomismo era comum. A igreja de corinto pode ter estado presa nesse erro, uma vez que Paulo adverte os crentes de Corinto que uma pessoa verdadeiramente espiritual reconhece a autoridade da Palavra de Deus (I Coríntios 14.37).
Outro tipo de antinomismo tem seu ponto de partida na ideia de que Deus não vê pecado nos crentes, porque os crentes estão em Cristo, que cumpriu a lei por eles. Disso tiram a falsa conclusão de que o comportamento dos crentes não faz diferença, desde que eles continuem crendo. Porém I João 1.8 – 2.1 e 3.4-10 indicam uma conclusão diferente. Não é possível estar em Cristo e, ao mesmo tempo, adotar o pecado como meio de vida. Alguns dispensacionalistas têm sustentado a ideia de que os cristãos, desde que vivem sob a dispensação da graça – e não da lei – não têm a necessidade de observar a lei moral em nenhuma etapa da vida. Romanos 3.31 e I João 6.9-11 mostram claramente, contudo, que observar a lei é uma obrigação contínua dos cristãos.
Às vezes que se diz que o motivo e a intenção do “amor” são a única lei que Deus exige dos cristãos. Os mandamentos do decálogo e outras partes éticas das Escrituras – ainda que sejam diretamente atribuídas a Deus – são considerados não mais do que meras pautas que o amor pode, em qualquer tempo, deixar de levar em conta. Porém Romanos 3.8-10 ensina que ordens específicas revelam o que o verdadeiro amor é. A lei de Deus desmascara a falsidade do amor que não aceita suas responsabilidades para com Deus e o próximo. A lei moral revelada no decálogo e exposta em outras partes das Escrituras é uma expressão da integridade de Deus, outorgada para ser o código de prática para o povo de Deus, em todas as eras. A lei não se opõe ao amor e à bondade de Deus, porém, demonstra o que esse amor e bondade são na prática. O Espírito concede aos cristãos o poder para cumprir a lei, tornando-nos cada vez mais semelhantes a Cristo, o cumpridor arquetípico da lei (Mateus 5.17). (Nota teológica extraída da Bíblia de Estudo de Genebra, pg. 1512)
A gradeco ao Senhor, a verdade e adorar o pai em espirito e em verdade, porque ele se interessa e se preocupa que assim o adorem, isso de guardar sabado comida e bebida e secundario. grato, Rev. Aurelio
ESTÁ CONSUMADO
E, havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.
E, havendo Jesus terminado no dia sétimo a Sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Jesus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Redentor, fizera.
Graça e paz Pr. wilson e queridos irmãos.
Muito bela expelicação, que traz a essência do ensino.
Por mais convicente ou não que possa ter uma explicação sempre haverá aqueles que são contrários. Portanto, creio que temos que observar a essência do ensino, o conteúdo.
O importante é que tenhamos uma vida nova e as coisa velhas tenham ficado para trás.
Que cada dia de nossas vidas, seja um dia de adoração ao Senhor e, que, através d eum testemunho de transformação, aqueles que nos cercam, possam, também, ser tocados por CRISTO.
Que Deus vos abençoe muitíssimo.