O Reino de Cristo
D. A. Carson
Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.
Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: “Opa! Fiz o cálculo errado!” e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.
Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: “Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz”? Isso significa que os seres humanos dizem: “Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos”? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.
(Trecho do livro “O Deus Presente”, que será lançado pela Editora Fiel em fevereiro de 2012).
3 Comentários para “O Reino de Cristo”
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Olá irmãos
Este livro chega em excelente hora, uma vez que já não podemos mais suportar tanta incompreensão acerca daquilo que básico na fé cristã. Sim, isso mesmo! Básico.
Grande parte das pessoas desconhece os conteúdos relativos à fé, por isso, não se tendo o que dizer, fala-se qualquer coisa, desde o senso comum, passando pelas experiências próprias até o empréstimo de conceitos que outros credos professam.
Este livro de Carson, cujo título em português, soube agora, será “O Deus Presente”, abrange temas que cobrem toda a revelação bíblica como verdadeiro guia para o cristão a partir de Deus como Criador até o Deus que Triunfa.
Não sei se, a exemplo do original em inglês, ele terá o subtítulo “Encontrando o seu lugar na História de Deus”. Faço esta referência aludindo ao excerto apresentado aqui, pela Fiel, cujo tema é O Deus que Reina. A doutrina é apresentada por Donald Carson de modo bastante simples e profundo, como lhe é natural.
O Reino de Deus, longe de ser a Igreja é o Governo de Deus, que muito mais amplo. Tem a ver com a soberania de Deus, Sua autoridade sobre domínios, em primeiro lugar e depois sobre os domínios propriamente ditos.
Desse modo, quem está debaixo da autoridade de Deus, da Sua soberania ou, do Seu Reino, de modo mais apropriado não deve dizer que tem o evangelho em sua vida, mas que tem sua vida, desde então, narrada pelo evangelho, daí o subtítulo a que me referi.
Parece mais correto dizer que o cristão, por estar debaixo do Governo de Deus, vive segundo a História de Deus, o Seu script, que é o evangelho, ao invés de afirmar que Deus entrou na sua história. Isto é estar em Deus, viver em Deus, portanto, viver de verdade.
Seja, pois, bem vindo.
Ao passar encontrei seu blog, li algumas coisas e fiquei ciente de que o autor é um vaso nas mãos de Jesus,creio que é algo importante ser-se rendido e submetido ao serviço do Mestre, é bom encontrar blogs onde o autor não tenha medo de desmascarar o pecado venha ele de onde vier.Sei que ninguém é perfeito, mas o que caminha para a perfeição deixa atrás de si o que impede de ser perfeito.
Deixo a paz de Jesus e minhas saudações.
Ps. Gostava que pertencesse aos meus amigos e seguidores na Verdade Que Liberta.
Ao passar encontrei seu blog, li algumas coisas e fiquei ciente de que o autor é um vaso nas mãos de Jesus, creio que é algo importante ser-se rendido e submetido ao serviço do Mestre, é bom encontrar blogs onde o autor não tenha medo de desmascarar o pecado venha ele de onde vier. Sei que ninguém é perfeito, mas o que caminha para a perfeição deixa atrás de si o que impede de ser perfeito.
O motivo do meu contacto é que gostava que pertencesse aos meus amigos e seguidores na Verdade Que Liberta, isto é se o desejar.
Que Deus te abençõe, aguardo o seu contacto. Deixo a paz de Jesus e minhas saudações.