Verdade ou Unidade: qual é mais importante? (Segunda Parte)

Por Wilson Porte Jr.

Verdade ou Unidade: qual é mais importante? (Segunda Parte) Há uma ligação muito forte entre o que cremos, nossos símbolo de fé, e a prática da comunhão eclesiástica. Quando olhamos para o evangelicalismo moderno, constatamos uma grande dissociação entre comunhão cristã e fé (aquilo que confessamos). A verdade não é tida como mais importante do que a comunhão. Por isso, vemos uma geração de igrejas sem rumo, sem saúde, confusas, onde o que realmente importa, é serem todos "amigos".

Gostaria, neste artigo, de tratar do valor que os Símbolos de Fé têm para a unidade da igreja. Há um tempo atrás, escrevi aqui um artigo sobre a Unidade e a Verdade. Me espantou, em meio a tantos e-mails, a falta de compreensão em alguns cristãos sobre o valor da União na Verdade. No Salmo 119.105 lemos assim: Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos. Pois bem, sem a luz da Verdade, a Unidade jamais perdurará! Segundo Charles H. Spurgeon, união não pode se dar em detrimento da verdade.

Paulo Anglada, em seu livro Sola Scriptura: a doutrina reformada das Escrituras (Os Puritanos), aborda de modo muito interessante a indissolubilidade entre o que cremos e a verdade. Ele afirma: “uma igreja sem confissão é como um partido sem ideologia, como uma sociedade sem estatuto, ou como um país sem constituição. Não há coerência, nem unidade, nem estabilidade, nem fidelidade, nem disciplina”.

Você percebe a importância e a urgência das igrejas de nossos dias voltarem a se reunir em torno dos símbolos da fé cristã? A unidade somente será preservada em torno da verdade confessada.

Algo pouco difundido nas igrejas de hoje, é o fato das primeiras igrejas "evangélicas" terem se unido e se mantido firmes em torno de seus Símbolos de Fé. Foi a Confissão de Fé de Londres de 1644 e, depois, de 1689, que manteve grande parte dos  batistas unidos no século 17. Ali, eles resumiam o que criam acerca das Sãs Doutrinas. Foi a Confissão de Fé de Westminster que testemunhou a fé dos primeiros presbiterianos e os manteve unidos também no século 17. Da mesma sorte, a Confissão Belga, o Catecismo de Heidelberg, dentre outros documentos comprometidos em exporem a Pura Palavra de Deus, serviram para unir as igrejas cristãs na Palavra, na Verdade, no Verbo, "que um dia se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14).

A união não se dava por causa de tais documentos, mas por causa daquilo que eles ensinavam. Quando faltar o ensino – a pregação, a proclamação – faltará a esperança da unidade.

Aquilo que cremos acerca da Palavra de Deus é importantíssimo a fim de que consigamos caminhar juntos. Aquilo que cremos acerca da Santíssima Trindade é fundamental a fim de que possamos comungar juntos. Aquilo que cremos acerca da salvação é algo que, ou nos unirá, ou nos separará de modo taxativo. 

A Igreja é de Deus! Ela não é nossa. Quantas comunidades nos nossos dias têm glorificado templos, amizades, líderes, estruturas, mas não glorificam a Verdade, o Caminho e a Vida. Cristo é a cabeça da Igreja de Deus, e Suas Palavras devem nos unir.

Infelizmente, muitas comunidades têm sobrevivido em torno da boa música que fazem, dos espetáculos dominicais, da amizade das "panelas", e da supervalorização das tradições a serem mantidas. Infelizmente, tais comunidades não perdurarão por causa do amor à Palavra e por confessarem a mesma fé. Os Símbolos de Fé, aquilo em que creem, não será a base de sua amizade e comunhão. 

Por isso, faria muito bem a todos que leem estas poucas palavras, que não nos esquecêssemos de que, enquanto peregrinamos nessa Terra, devemos perseverar em conhecer, amar e proclamar as Sagradas Escrituras. São elas que nos apresentam a Verdade! É a Verdade que nos une a Deus! E é a Verdade que, verdadeiramente, nos unirá um ao outro. 

17 Comentários para “Verdade ou Unidade: qual é mais importante? (Segunda Parte)”

  1. Marcos Sampaio 1 Julho 2011 às 15:06 #

    Excelente artigo… Parabéns!

    A verdade é que em nossa época a igreja e muitos evangélicos têm defendido o pensamento de envolver o povo numa atmosfera que não seja o cristianismo radical. Não importa o que a Bíblia diz! O mais interessante, insistem em dizer, é que as pessoas estão se achegando para o nosso meio em busca de um anestésico para as suas dificuldades financeiras, emocionais, físicos e espirituais. Uma filosofia de “igrejar os desigrejados” e que tem deixado a igreja num terrível silêncio e numa profunda pobreza doutrinária.

    Em meu artigo “A tendência filosófica evangélica de igrejar os desigrejados” comento sobre isso. Para ler o artigo acesse:

    http://conversaprotestante.blogspot.com/2011/06/tendencia-filosofica-evangelica-de.html

    abs.
    Marcos Sampaio

  2. RUBENS PIMPIM 1 Julho 2011 às 17:38 #

    Muito bem pastor, entendi o que o senhor disse, mas não tenho certeza do que o senhor quer afirmar quando se refere à verdade. De qual verdade? A Palavra, ou o entendimento da Palavra?

    Os documentos citados pelo senhor, como demonstrações de união, gerada pela Palavra confessada, não me parecem “corresponder com a realidade”, esta já sendo uma possível definição de verdade. Que a Palavra é verdadeira, isso confessamos , pois Ela tem origem em Deus. Mas o que dizer dos entendimentos da Palavra?

    Os Símbolos de Fé, ou catecismos, ensinam, p. ex., sobre batismo. Mas, de qual confissão devo me associar nessa questão para praticar a união advinda da Palavra? A de Londres, batista, ou a de Westminster, presbiteriana?

    Veja que, mesmo esses documentos, que vieram originalmente à luz com finalidade unificadora, têm um tom apologético e, consequentemente, excludente. Sob esse ponto de vista, a união prevista é somente entre os pares, NUNCA entre os que pensam diferente. Para que isso seja verdade, tem que valer também para ortodoxos e conservadores.

    Minha conclusão, ainda que provisória, é que depois de tanta discussão em torno da verdade de cada um, ou da verdade que cada um defendia, o efeito disso foi tão deletério que as pessoas passaram a defender a união em detrimento da verdade, independente ou a despeito das diferenças de entendimento. As consequências de tal escolha têm sido, do mesmo modo, devastadoras.

    Veja como age o pecado. Se antes houve contenda por causa da defesa da verdade, hoje há devido à busca por união.
    Só a Graça!

  3. João Armando 1 Julho 2011 às 20:17 #

    Os cristãos divergem, não somente com respeito a doutrinas (centrais e periféricas) mas também com respeito à importância que tais doutrinas têm. Eis o buzílis…

    A verdade é fundamental, com certeza. Lamento lembrar o que todos já sabem – para haver algum grau de unidade, terá sempre de haver algum grau de tolerãncia. O exemplo dado pelo Rubens Pimpim, acima, é ótimo. Um imersionista e que só batiza adultos pode ter comunhão com um pedobatista, que usa a aspersão? Mesmo que os dois sejam reformados na soteriologia, salvos, conservadores etc.? Temos o direito de excluir da nossa comunhão pessoas com base nessas questões? Qual é a importância de doutrinas periféricas? (e nem todos acreditam que são lá tão periféricas; como disse, os cristãos divergem também na importância que dão a determinados assuntos).

    Alguém já citou os Credos históricos como boa base para a unidade. Bem, Roma e os ortodoxos os aceitam também… com interpretações diferentes. Acredito que a base é outra, a saber, se Deus acatou aquela pessoa. Se ela é realmente salva, se é irmã na fé, se Cristo a recebeu, quem somos nós para nos separar dela?

    Alguém perguntará – e como saber quem é salvo mesmo? A Bíblia nos dá várias características do cristão convertido. Alguns cristãos genuínos defenderão doutrinas que estranharemos, mas, se são verdadeiramente cristãos, temos de ter paciência e recebê-los – e ensiná-los, claro.

  4. Hugo 2 Julho 2011 às 12:06 #

    Caro, quando se chega ao ponto de ter que escolher entre verdade e unidade é sinal de que há algo muito errado acontecendo. Afinal, o oposto da verdade não é unidade, mas mentira. E o corolário de quem escolhe mentira sempre será mais divisão.

    Parece que muitos fazem a pergunta de Pilatos, “o que é a verdade?”, e agem como ele, sendo incapazes de enxergar a Verdade quando ela está óbvia, encarando-nos, só porque a Verdade foi maltratada, chicoteada, coroada com espinhos, difamada, e o público clama para que ela seja crucificada, destruída.

    Quem sacrifica a Verdade pode descobrir que no terceiro dia ela ressuscita. Mas, se não houver humildade para confessar o erro, é inevitável que o ego impeça até que se veja a ressurreição. Sim, falo por analogia. Não por acaso, aquela que Calvino e Lutero maltrataram, chicotearam, coroaram com espinhos, difamaram e sacrificaram não se extinguiu. Ao contrário até: ressuscitou e continua com a Verdade. Continua Una. Enquanto isso, os frutos de Lutero e Calvino continuam a se apartar. Se isso não for prova de que nunca estiveram com a verdade, nada mais é.

    O título também me fez lembrar o que disse Churchill sobre Chamberlain antes da Segunda Guerra Mundial: “Ele tinha que escolher entre a vergonha e a guerra; escolheu a vergonha, e terá também a guerra”. Quando se põe como alternativa algo que não é alternativa, mas covardia, o resultado é previsível.

  5. Júlio Corrêa Lisboa 2 Julho 2011 às 17:10 #

    Wilson

    A unidade também é uma verdade. Lutar pela unidade é lutar pela verdade. O que poderia separar unidade da verdade? Ou colocar uma em primazia à outra? Ora, os defensores da verdade deveriam ser mais ardentes defensores da unidade. Não lhe parece estranho a que defesa da verdade não produza a unidade? O que vemos é a defesa da ruptura, a valorização desmedida da expressão “sai dela, povo meu”. Parece que os nossos atuais defensores da verdade ainda não escolheram defender “toda” a verdade.

    Bem disse você quando respondia a um comentário no seu artigo anterior. “Pra mim, entendo que o “Credo Apostólico” talvez resuma o que seriam as Doutrinas Básicas da Fé Cristã, ou, como disse C. S. Lewis, o Cristianismo Puro e Simples”. Poderíamos dizer que para se ter unidade evangélica bastaria estar em Cristo, ou seja, confiar que ele é o salvador, e professar o que está no Credo Apostólico. Esta base comum dá unidade. Isso eu gostaria muito de ver no mundo evangélico brasileiro. Vejo, porém, os defensores da verdade atacando a unidade por causa de diferenças teológica, ainda que se esteja dentro desta mesma base comum. Pessoalmente, é assim que vejo um Piper, ou um McArthur, infelizmente.

    Pergunto a você: com esta base citada (do Credo e da fé em Cristo somente) você estaria disposto a apoiar a formação de uma aliança evangélica brasileira?

  6. Wilson 2 Julho 2011 às 23:26 #

    Querido Pimpim,

    Obrigado por seu comentario. Então, a Verdade é Jesus Cristo! É nele que nos unimos. Isso não significa que não podemos ser amigos de quem discorda de nós. Mas, comunhão cristã, só existe na Verdade. É impossível termos comunhão cristã, por exemplo, com quem não crê na divindade de Cristo ou com quem crê que a salvação é pelo esforço humano e não pela graça por meio da fé somente.

    Portanto, entendo que nossa união não é possível quando deixamos de crer no “essencial”, nas doutrinas fundamentais ou centrais da fé cristã. Se você quiser saber o que entendo como essencial, leia o Credo Apostólico ou Cristianismo Puro e Simples.

    Quanto à questões relacionadas a batismo, ceia, ou outras que você queira levantar, não vejo que elas possam impedir nossa comunhão. Creio que temos liberdade para entender de modo diferente nas questões não essenciais, como essas. São matéria de debate e de liberdade dentro do cristianismo.

    Não creio que Westminster, 1689, Dort, etc., sejam excludentes, pelo contrário. Todos se unem em torno da Teologia Reformada, ou, do Calvinismo, ou, como diria Spurgeon, em torno do Evangelho. Todavia, não deixam de esposar a posição de seus escritores quanto aos assuntos não essenciais, nos quais temos todos liberdade. Agora, as nos pontos essenciais eles viessem a divergir, aí sim teríamos problemas.

    Obrigado por comentar,

    Wilson

  7. Wilson Porte Jr 3 Julho 2011 às 18:14 #

    Querido João Armando,

    Antes de responder ao seu comentário, permita-me citar duas ERRATAS do comentário anterior. Onde se lê:

    “esposar” leia-se “expor”

    e

    “Agora, as nos pontos essenciais eles viessem a divergir, aí sim teríamos problemas.” – leia-se: ” Agora, se pontos essenciais eles viessem a divergir, aí sim teríamos problemas.”

    Agora, João, quanto às suas perguntas, mas é claro que um imersionista pode ter comunhão com um pedobatista! Sao questões periféricas. São questões onde temos liberdade para divergir. É de pensamentos diferentes a este que nascem intolerância EXTREMAS onde se crê que, apenas naquela denominação se encontra a salvação. Ou você acha que é possível termos uma igreja onde todos concordem na escatologia, na ceia, no batismo (até entre nós, batistas, há divergências de opinião), dentre outras doutrinas nas quais temos liberdade para debater, interagir, e discordar? Sempre foi assim na Igreja de Deus.

    Por fim, não defendo que devemos excluir ninguém, pelo contrário! Defendo apenas que a unidade não pode sacrificar a verdade.

    Obrigado por comentar,
    Wilson

  8. Wilson Porte Jr 3 Julho 2011 às 18:39 #

    Querido Hugo,

    Concordo com você quanto ao seu primeiro parágrafo. Agora, o segundo e o terceiro, confesso que não entendi direito o que você quis dizer. Aparentemente, você vai bem dizendo que, se sacrificarmos a Verdade estamos nos conduzindo à mentira. Mas, quando diz que Calvino e Lutero fizeram isso, preciso lhe dizer que discordo de você com todas as letras! Dizer que Calvino e Lutero nunca estiveram com a Verdade é um baita de um erro cometido, creio eu, por ignorância.

    Ambos, sob a soberania de Deus, foram usados em um período de avivamento para reconduzir a igreja de Deus de volta à Palavra, ou, à Verdade. Tiveram divergências sim, nas questões não essenciais. Todavia, quanto ao Evangelho, ambos foram genuinamente bíblicos.

    Creio que você precisa ler mais Calvino e Lutero, além daquilo que eles tanto amavam e tão bem expunham, a Palavra de Deus.

    Obrigado por comentar,
    Wilson

  9. Wilson Porte Jr 3 Julho 2011 às 19:47 #

    Querido Lisboa,

    Apesar de parecer tão óbvia a resposta, permita-me responde-lhe sua questão “O que poderia separar unidade da verdade?” A resposta é: “A heresia”, ou, o abandono do lugar central que Cristo e Sua Palavra devem ter na vida dos crentes.

    Ora, eu não tenho dúvida de que os defensores da Verdade, como você coloca, busquem a unidade no Corpo. Todavia, não a buscam em detrimento da Verdade.

    Entenda, não estou nos dois artigos dizendo que a Unidade é algo ruim, muito pelo contrário! Antes, desejo afirmar Ef 4.3 que diz que a genuína Unidade é produzida apenas pelo Espirito Santo.

    Me estranha o fato de que a valorização das Sãs Doutrinas seja algo tão repreensível hoje em dia, enquanto que a tolerância em favor da unidade seja uma virtude suprema.

    Creio que seria bastante salutar que presbiterianos, batistas, congregacionais, dentre outros, voltassem a buscar nos símbolos de fé reformados uma base mais ampla para sua comunhão. Estes símbolos, doutrinas periféricas à parte, buscam expor o coração do Evangelho de forma fiel e, não poucas vezes, bela e brilhantemente, como no Catecismo de Heidelberg.

    Concluo com as Palavras de Calvino que ressaltava que a unidade cristã deve ser na Palavra:

    “… esta conjunção de amor assim depende da unidade de fé que lhe deva ser esta o início, fim, a regra única, afinal … De fato, onde quer que nos ensina o Apóstolo a sentir o mesmo e a querer o mesmo, acrescenta imediatamente: em Cristo [Fl 2.1,5] ou: segundo Cristo [Rm 15.5] significando ser conluio de ímpios não acordo de fiéis a unidade que se processa à parte da Palavra do Senhor”
    Calvino, Institutas, IV.2.5.

    O que Calvino e tantos outros se esforçaram por fazer foi exporem esta Palavra em Credos, Catecismos, e Confissões. Seria muito bom se voltássemos a estes documentos que apontam tão fielmente à inerrante Palavra de Deus.

    Obrigado por comentar,
    Wilson

  10. Aline Melo 4 Julho 2011 às 11:18 #

    Excelente e muito oportuno para os dias em que estamos vivendo Ressalto: “A Igreja é de Deus! Ela não é nossa. Quantas comunidades nos nossos dias têm glorificado templos, amizades, líderes, estruturas, mas não glorificam a Verdade, o Caminho e a Vida. Cristo é a cabeça da Igreja de Deus, e Suas Palavras devem nos unir.” e ainda devemos perseverar em conhecer, amar e proclamar as Sagradas Escrituras. São elas que nos apresentam a Verdade! É a Verdade que nos une a Deus! E é a Verdade que, verdadeiramente, nos unirá um ao outro.

  11. Renato Vargens 4 Julho 2011 às 13:03 #

    Wilson,

    Nos últimos meses tenho combatido algumas práticas doutrinarias equivocadas. Em virtude disto, muitas pessoas me escrevem concordando com o conteúdo dos textos, como também outras me criticando severamente pela falta de amor com que denuncio suas heresias. Para estas eu deveria me calar não expondo publicamente as mazelas dos hereges, até porque, o ensinamento bíblico é que devemos amar o próximo.

    Pois bem, não foi o Senhor Jesus quem disse que “O AMOR une, mas a VERDADE divide! Por favor, pare, pense e reflita: JESUS CRISTO, a expressão máxima do AMOR, é, antes de tudo, A VERDADE (João 14:6). Ele mesmo disse: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada”. (Mt 10:34). “Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão”. (Lc 12:51).“Assim entre o povo havia dissensão por causa dele” [Jesus Cristo]. (Jo 7:43)

    Como bem afirma Humberto Fontes ao contrário do nefasto ecumenismo (que sacrifica a VERDADE, em prol da UNIDADE, custe o que custar), a Bíblia nos diz que a UNIDADE só é possível entre os crentes que professam a VERDADE bíblica! Se isso não ocorrer, teremos uma “falsa unidade”, um falso amor, uma verdadeira torre de Babel.

    Como já escrevi anteriormente no meu BLOG creio na unidade da Igreja Evangélica, porém, nem toda igreja que se diz evangélica de fato é evangélica. Recuso-me a acreditar que igrejas que comercializam a fé, vendendo indulgências, além de criar doutrinas que afrontam as Escrituras Sagradas podem ser consideradas agências cristãs.

    Caro amigo, a unidade da Igreja é bíblica, e deve ser vivida contudo, o ecumenismo gospel é repulsivo e incoerente. Infelizmente não é possível acreditarmos na unidade entre igrejas sérias com igrejas falsas, cujo ensino é ensismemado, aproveitador e antropocêntrico. Ora, os cristãos verdadeiros não negociam a fé, não comercializam Deus, não vendem produtos mágicos, não servem a Maria, nem tampouco adoram a santos. Os verdadeiros cristãos não inventam esquisitices e aberrações teológicas como decretos e determinações espirituais. Os verdadeiros cristãos são éticos, honestos em suas posturas e comprometidos com a verdade e o evangelho de Cristo. Os verdadeiros cristãos zelam pela sã doutrina e repudiam as novas teologias. Os verdadeiros cristãos não relativizaram a Palavra de Deus, antes pelo contrário, pregam e vivem as Escrituras Sagradas em todo o tempo e momento.

    Vale a pena ressaltar que o Senhor ao nos desafiar a amar não o faz no desejo de que em nome do amor tapemos os olhos ao pecado bem como as heresias que destroem a comunidade da fé, mesmo porque, amar, antes de tudo, significa não abrir mão da verdade, não negociá-la, nem tampouco relativizá-la em detrimento à uma visão pessoal.

    Isto posto afirmo que a verdade arranca as máscaras da religiosidade e hipocrisia, levando ao crente em Jesus a viver uma vida, santa, reta e transparente.

    Nele que é a única e abslouta verdade!

    Abraços,

    Renato VArgens

  12. Thereza Eduarda dos Santos 4 Julho 2011 às 20:13 #

    Olá pastor Wilson,

    Excelente o seu texto!

    Receio que ele esteja sendo mal interpretado por alguns!
    Entendo que o que quer tratar é a idéia de que não haverá unidade realmente verdadeira entre os irmãos se estes não estiverem alicerçados na Palavra de Deus, em constante comunhão com Ele.
    É fato de que a união, por si só, não leva ao conhecimento da verdade, lutar pela unidade não é a mesma coisa que lutar pela verdade, já o contrário, não é possível, pois a luz da Verdade sempre gerará unidade entre os irmãos. É impossível pensar que pessoas comprometidas em expor a pura palavra de Deus não encontrarão verdadeira unidade em Cristo!
    Alguns, pelos comentários, têm tentado incutir a idéia de que uma coisa exclui a outra, que deve-se escolher entre a verdade ou a unidade, mas é possível ter as duas! Só temos que ajustar o foco! Buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas (todas as demais coisas, inclusive a unidade) serão acrescentadas ao longo da caminhada com Ele, nEle.

    Grande abraço, Deus o abençoe!
    The.

  13. Marco Antônio Pereira 5 Julho 2011 às 12:18 #

    Bom dia! Excelente artigo. Que Deus continue abençoando sua vida e ministério e todos da editora Fiel.

  14. Wilson Porte Jr 6 Julho 2011 às 12:35 #

    Obrigado, Renato, Thereza, Aline e Marco pelos comentários. Oremos para que a Igreja Brasileira experimente um verdadeiro avivamento, se volte para a Verdade, e possa, pelo Espírito (Ef 4.3), se unir mais.

    Um forte abraço a todos vocês!

    Wilson

  15. edson azevedo 11 Julho 2011 às 14:30 #

    “A paz, sempre que possível; a verdade, a qualquer custo”, dizia Lutero. Não podemos comprometer a idoneidade das Confissões históricas, consagradas por 400 anos já, porque uma fala de imersionismo e outra de aspersionismo. Não posso jogar fora a pepita de ouro porque parte dela ainda está por lavar. As Confissões históricas (londrina, Westiminster e Savoy) são claramente cristocentricas, teocêntricas e os resultados que elas produziram nesses 400 anos de história calam os contradizentes. Que elas representam o extrato da Escritura, disso ninguém duvide mais.
    Labora em grande equívoco quem considera a união acima da verdade. Nesse particular, até o reino das trevas nutre a união, pois doutro modo estaria dividido e não subsistiria, mesmo odiando a verdade.
    Então, fica claro que a verdade da escritura está no substrato das Confissões de Fé históricas, inapelavelmente. Elas são sadias e desautorizam aqueles pretensos sabichões que surgem de tempos em tempos, que preferem elucidações particulares às conclusões do Consenso. O que tinha para ser discutido entre as confissões históricas já o foi. Assim, não será forma de batismo, forma de governo eclesiástico ou outro periférico qualquer que desautorizará as Confissões históricas a ponto de alguém preteri-las por trazer

  16. edson azevedo 11 Julho 2011 às 14:32 #

    “A paz, sempre que possível; a verdade, a qualquer custo”, dizia Lutero. Não podemos comprometer a idoneidade das Confissões históricas, consagradas por 400 anos já, porque uma fala de imersionismo e outra de aspersionismo. Não posso jogar fora a pepita de ouro porque parte dela ainda está por lavar. As Confissões históricas (londrina, Westiminster e Savoy) são claramente cristocentricas, teocêntricas e os resultados que elas produziram nesses 400 anos de história calam os contradizentes. Que elas representam o extrato da Escritura, disso ninguém duvide mais.
    Labora em grande equívoco quem considera a união acima da verdade. Nesse particular, até o reino das trevas nutre a união, pois doutro modo estaria dividido e não subsistiria, mesmo odiando a verdade.
    Então, fica claro que a verdade da escritura está no substrato das Confissões de Fé históricas, inapelavelmente. Elas são sadias e desautorizam aqueles pretensos sabichões que surgem de tempos em tempos, que preferem elucidações particulares às conclusões do Consenso. O que tinha para ser discutido entre as confissões históricas já o foi. Assim, não será forma de batismo, forma de governo eclesiástico ou outro periférico qualquer que desautorizará as Confissões históricas a ponto de alguém preteri-las por trazer “verdades diferentes”. Os confessionais podem afirmar, então, com segurança: “A paz, sempre que possível; a verdade, a qualquer custo”

  17. Fábio Vaz 11 Julho 2011 às 16:50 #

    Realmente hoje muitos se levantam contra aqueles que “ousam” defender e priorizar a sã doutrina bíblica. Não acho isso estranho; é típico desse circo gospel em que se transformou a maior parte da igreja “evangélica” neste país. Ignorância bíblica, isso sim é que causa divisão! Continue firme, amado irmão Wilson, na defesa do que realmente importa (cf. Jd 3). Grande abraço.


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