O Reino de Cristo

D. A. Carson

Jesus falou sobre o reino como algo que já havia começado. O reino já está aqui, operando em secreto. Ele é como fermento posto em uma massa; está operando quietamente e tendo seus efeitos. Contudo, em outros momentos, Jesus falou do reino como algo que vem no final, quando haverá consumação e transformação tremenda. Portanto, o reino já está presente; mas, visto de outra maneira, ele ainda não veio. Todas essas noções do reino centralizam-se em Jesus, o rei.

Depois da Segunda Guerra Mundial, um teólogo suíço chamado Oscar Cullmann usou um dos momentos decisivos da guerra para explicar algumas destas noções. Ele chamou atenção para o que aconteceu no Dia D, 6 de junho de 1944. Nesse tempo, os aliados do Ocidente já tinham expulsado os inimigos do Norte da África e começavam a penetrar a bota da Itália. Os russos estavam vindo das estepes. Já tinham defendido Stalingrado e avançavam para e através da Polônia e outros países da Europa Oriental. No Dia D, os aliados ocidentais chegaram às praias da Normandia e, em três dias, descarregaram 1,1 milhões de homens e inúmeras toneladas de material bélico. Havia uma segunda fronte do Ocidente. Toda pessoa inteligente podia ver que a guerra estava acabada. Afinal de contas, a guerra já estava acabada em termos de energia, material bélico, número de soldados e destinos para os quais todas essas frentes e trajetórias convergiam. Isso significou que Hitler disse: “Opa! Fiz o cálculo errado!” e pediu paz? O que aconteceu depois foi a Batalha do Bulge, na qual ele quase conquistou a costa da França novamente, mas recuou por falta de combustível. Depois, houve a Batalha de Berlim, que foi uma das mais sangrentas de toda a guerra. Portanto, a guerra ainda não estava terminada. Um ano depois, a guerra terminou finalmente na Europa, depois de os combatentes haverem atravessado esse grande intervalo entre o Dia D e o Dia da Vitória na Europa.

Cullmann disse que a experiência cristã é como essa guerra. O rei prometido veio. Este é o nosso Dia D: a vinda de Jesus, sua cruz e sua ressurreição. Depois de ressuscitar dos mortos, Jesus declarou, conforme os últimos versículos do evangelho de Mateus: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18). Ele é o rei. Mas isso significa que o Diabo diz: “Opa! Fiz o cálculo errado! Acho que é melhor pedir paz”? Isso significa que os seres humanos dizem: “Bem, bem, você ressuscitou dos mortos. Você venceu. É melhor render-nos”? Não, o que isso significa é que você tem alguns dos mais violentos conflitos, porque Jesus ainda não derrotou todos os seus inimigos. Ele reina. Toda a soberania de Deus é mediada pelo rei Jesus. O reino já começou. Está aqui. Ou você está nesse reino, no sentido do novo nascimento, ou você está fora dele. Alternativamente, quando pensamos no reino total de Jesus (toda autoridade pertence a ele), você está nesse reino, quer goste quer não. A questão é se você se prostrará agora, alegremente, com arrependimento, fé e ações de graça, ou esperará até ao final para se prostrar em terror. O fim está chegando. O Dia da Vitoria cristã está chegando, e não há dúvida de quem será visto como Rei no último dia.

(Trecho do livro “O Deus Presente”, que será lançado pela Editora Fiel em fevereiro de 2012).

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Lançamento: Cave Mais Fundo

Sobre o que você edificará sua vida?

Trecho do livro “Cave Mais Fundo” escrito por Joshua Harris:

Cave Mais Fundo Jesus não foi um vítima apanhada nas armadilhas da injustiça romana. Ele era Deus mesmo, que entregou espontaneamente a sua vida. Deus, o Pai, não era um divindade cruel e abusiva que não teve compaixão de seu próprio filho. Em vez disso, no mistério da Divindade, o Pai e o Filho resolveram juntos redimir a humanidade por meio da substituição. O pecado humano exigia que um preço fosse pago. Mas Deus pagaria o preço, com sua própria vida.

O Filho se tornou pecado no sentido de que ele representou a humanidade e assumiu o lugar da humanidade pecadora. Deus, o Pai, ministrou a justiça. A ira e a punição justas que a traição e a rebelião humana merecia foram derramadas sobre o Deus, o Filho. Na cruz, Deus mesmo tanto deu como recebeu o golpe.

Jesus não foi apanhado numa armadilha. Ele estava no controle. E escolheu, por causa de amor, entregar sua vida por mim. Jesus disse: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18).

Jesus entregou sua vida. Ele amou a glória de seu Pai. O Pai amou seu Filho. E, juntos, motivados por amor a um mundo perdido, eles pagaram o maior preço para expiar o pecado.

Extraído do Capítulo 6, “Uma maneira de ser bom novamente”.

Joshua Harris O AUTOR: Joshua Harris é o pastor da Covenant Life Church, em Gaithersburg, que pertence à rede de igrejas Sovereign Grace. Um pregador dotado com uma paixão por tornar a verdade teológica fácil ao entendimento, Joshua é, talvez, mais famoso por seu best-seller Eu Disse Adeus ao Namoro (Atos), que ele escreveu aos vintes e um anos de idade. Seus últimos livros incluem Garoto encontra garota (Atos), Sexo não é problema, lascívia sim (Cultura Cristã) e Stop Dating the Church. Sendo ele o fundador das conferências Next para adultos jovens, está comprometido com uma nova geração de cristãos. Ele e sua esposa, Shannon, têm três filhos.

Preço promocional até domingo (dia 22): http://bit.ly/wDLOIM
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Leia um trecho do livro:

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Ora vem, Senhor Jesus

"Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus." Ap 22.20

Ora vem, Senhor Jesus

Entre os últimos versículos da Bíblia, encontramos essa promessa divina: Certamente cedo venho. Nosso Salvador, depois de detalhar os desafios e mistérios do apocalipse, nos assegura a iminência da sua volta. Num momento, num abrir e fechar de olhos  ele virá! Essa promessa é um grande conforto àqueles que têm o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamam "Aba, Pai" mas serve como um alerta solene àqueles que vivem ainda em rebelião contra seu Criador. Ele virá mais cedo do que você imagina e mais cedo do que você espera.

Paralelo a esta promessa divina, notamos neste versículo que há um desejo particular: Ora vem, Senhor Jesus. Este desejo denota, primeiramente, uma concordância com a proclamação do Deus Soberano. É o filho que olha para seu Pai e diz: "Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu" (Lc 11.2). Mas não somente por submissão à vontade de Deus, mas por genuinamente ansiar que o Deus infalível cumpra seu querer. O filho verdadeiro sente conforto quando seu Pai está no controle. Creio que a oração Ora vem, Senhor Jesus é o desejo profundo do filho de Deus que tem deixado de ajuntar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. É como se ele clamasse: Não há nada na depravação deste mundo que me satisfaz. Ora vem Senhor Jesus! Venha e salva-nos da miséria da nossa própria depravação. Venha e resgata-nos dos nossos planos e sonhos egoístas. Venha e mostre-nos o que é glória verdadeira e paz eterna. Ora vem Senhor Jesus!

Ao começar um ano novo, devemos refletir sobre a promessa que Deus nos deixou. Antes que termine o dia, pode ser que Cristo volte. Antes que chegue o final da semana, pode ser que ele venha. Antes que acabe este mês, pode ser que ele cumpra sua promessa. Que a iminência da sua volta leve-nos a clamar como clamou o apóstolo João: Ora vem, Senhor Jesus.  Venha antes do nascer do sol e leva-nos àquela cidade onde não há sol, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada (Ap 21.23). Ora vem, Senhor Jesus!

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Pergunta: Devemos Guardar o Sábado?

Pergunta: “Olá, venho a vocês trazer uma pergunta simples, mas que às vezes gera dúvidas em minha mente limitada, a Bíblia diz que Jesus veio cumprir a lei e ele não aboliu a lei, como fica a questão de guardar o sábado? Agradecido desde já, Deus os abençoe.” – Alciro Ventura, Santo Antônio da Platina – PR

O pastor Wilson Porte Jr., responde a esta pergunta.


Resposta:

Querido Alciro, excelente pergunta. Podemos, de modo bem simples e breve, resumir as Leis do Antigo Testamento em Leis Morais (ex.: Dez Mandamentos) e Leis Cerimoniais (ex.: sacrifício de animais). As Leis Morais não foram abolidas. As Leis Cerimoniais sim. Com a obra perfeita da redenção, Jesus Cristo aboliu todas as Leis Cerimoniais. É por isso que, por exemplo, não sacrificamos animais após a morte e ressurreição de nosso Salvador.

Quanto ao sábado, ele se encontra dentro das Leis Morais. Ou seja, ele não foi abolido. Contudo, precisamos entender muito bem este ponto a fim de não cairmos no mesmo erro que caíram os judeus e entendermos o sensus plenior (o sentido mais completo, pleno, ou, o significado mais profundo pretendido por Deus) desta passagem.

A guarda do sétimo dia encontra-se nos Dez Mandamentos. Está relacionada ao descanso do sétimo dia (após seis dias de trabalho). Todavia, embora se encontre dentro das Leis Morais, o sábado (no Antigo Testamento) era repleto de elementos cerimoniais, os quais foram abolidos na morte de Cristo. O aspecto moral, ou seja, que Deus espera que cessemos nossos esforços após seis dias trabalhados, isso não foi abolido. Em suma: o dia de descanso não foi abolido, mas os elementos cerimoniais envolvidos no mesmo sim. Lembrando que esse descanso envolvia devoção pessoal a Deus de um modo mais dedicado do que durante os "seis dias trabalhados".

O apóstolo Paulo afirma aos colossences (Cl 2.16-17) que ninguém deveria julgá-los por causa da comida, bebida, dia de festa, lua nova ou sábado. Por quê? Paulo diz que é pelo fato destas coisas serem sombra das coisas que haviam de vir (Cristo). Que coisas constituem a sombra? O sábado? Certamente que não. Mas os elementos cerimoniais incluídos nele e o modo supersticioso com o qual os judeus o tratavam.

Não podemos deixar de lado o fato supersticioso envolvido no sábado. Algo que deveria ser feito com devoção santa, tornou-se em algo feito supersticiosamente, como se o simples fato de não se trabalhar no sábado já fosse um culto a Deus. Calvino, comentando isso nas Institutas, afirma que, em seu tempo, muitos estavam querendo fazer isso com o domingo. Tais pessoas eram tão supersticiosas quanto os judeus da Antiga Aliança. Elas guardavam o domingo (ou sábado) simplesmente por que entendiam que é um mandamento de Deus guarda-lo, sem meditarem e compreenderem o que Deus pretendia com esse “descanso”. Fazendo assim, de nada diferiam dos antigos fariseus.

Segundo o Dicionário VINE, a raiz da palavra sábado em hebraico e grego (shabbath e sabbaton, respectivamente) tem a ver com "cessação de atividade", e não "de relaxamento ou repouso". É óbvio que, com a cessação das atividades vem o descanso. Mas esse descanso não deve estar relacionado necessariamente ao cansaço físico. Deus descansou em um shabbath (Gn 2). Embora Ele não estava cansado, Ele cessou sua atividade criadora.

Posto isso, afirmamos que o sensus plenior do sábado é destinar um dia ao descanso, à devoção ao Senhor, livrando-nos, dentre outras coisas, de nos envolvermos de tal modo com este mundo a ponto de abandonarmos completamente uma vida diária de comunhão com Deus.

Crisóstomo cria que o sábado foi substituído pelo domingo, o Dia do Senhor. Calvino, comentando 1Co 16.2 afirma que não precisamos pensar assim. Calvino diz: “É bem provável que no princípio os apóstolos retivessem o dia que já lhes era familiar, mas que, mais tarde, as observâncias escrupulosas dos judeus os forçaram a desistir dele e substituí-lo por outro [dia]. Ora, o Dia do Senhor foi escolhido em preferência a todos os demais, visto que a ressurreição de nosso Senhor pôs fim às sombras da lei. Portanto, este dia nos leva a recordar de nossa liberdade cristã”.

E é isso que vemos no Novo Testamento, os apóstolos valendo-se do domingo (o Dia do Senhor) para seus encontros de adoração.

Espero ter respondido à sua questão. Um forte abraço,

Wilson Porte Jr.

Wilson Porte Wilson Porte Jr. é ministro da Convenção Batista Brasileira, membro da Comunhão Reformada Batista do Brasil, pastor da Igreja Batista Liberdade, Araraquara-SP, Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e concluindo o Mestrado em Teologia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (Universidade Presbiteriana Mackenzie). É casado com Rosana, pai do Natan e da Ana.

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Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês

O perigo de enveredarmos por modismos e outras formas de humanismo na Igreja.

Agora Eu Só Assisto Culto em Inglês Encontrei com um amigo que eu não via há muitos anos e, claro, atravessei a rua para dar-lhe um abraço e relembrar em minutos, grandes momentos e boas lembranças! Claro que reclamei que ele estava sumido e que nunca mais o vira na igreja. Ele teve a humildade de responder-me em português mesmo, sendo nós dois pernambucanos: “rapaz, é que agora eu freqüento outra igreja e só assisto o culto em inglês”.

Vixe” ou “vôte”, foram duas expressões bem típicas nossas que logo brotaram na minha cabeça, e que só dá para traduzir uma delas, que é o “vixe”. “Vixe” é uma corruptela da expressão “Virgem”, quando no Nordeste muito católico de séculos atrás, esta era uma “invocação” enquanto se denotava grande espanto, mas que foi caindo no uso popular para revelar apenas espanto, mesmo, deixando a “invocação” de fora. Já, “vôte”, não tem com eu tentar traduzir, e só os pernambucanos ‘da gema’ conseguirão ir até o talo no uso desta expressão, enquanto sorriem da lembrança desta palavra. Denota, digamos, “estranheza”.

Nós dois éramos do interior do estado. Inglês para nós, era “boy”, “girl” e “the book is on the table”. Convertidos e criados no Palavra da Vida Nordeste, o máximo de inglês que ele e eu conhecíamos era observar Magoo conversando com Dona Janice na língua lá dos Estados Unidos.

Mas aquele meu amigo agora, só assistia cultos em inglês. E falou com um certo ar de superioridade, de quem sabia diferenciar um pouco mais o idioma de Shakespeare. Agora ele podia me dizer que: “The Bible is on the table!”

Décadas depois e por circunstâncias do ministério, tendo viajado ao longo do tempo e ao redor do mundo, pude ver como o inglês é mesmo útil. Prático para conversar com tailandeses, como tentei evangelizar um, na Ásia, e conciso nas explicações. Lembro-me que a certa altura de uma conversa com um português, de cujo Português eu não estava entendendo absolutamente nada, quase solicitei muito constrangido ao meu interlocutor luso se “não daria para continuarmos a conversar em inglês?”. Prático para a comunicação, eficiente para a escrita, mas para cultuar ao Senhor, que bom que eu posso fazer isso em bom português, e até com o meu sotaque pernambucano. Deus entende. [...]

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Resoluções

Terminou o ano de 2011.

Começa 2012.

Essas épocas de começo de ano são também épocas de novas resoluções, fruto normalmente de áreas de nossa vida que desejamos desempenhar melhor, ou projetos novos que desejamos começar. Pelo seu simbolismo, o começo de cada ano parece fornecer o momento ideal para as resoluções – afinal, sempre queremos começar novas coisas pelo começo, não é? Não é à toa que a segunda-feira é o dia favorito para aquelas decisões que tomamos ao longo do ano.

Mas, enfim, todos os anos saímos com aquelas listas cheias de atividades e decisões. Não raramente, repetimos algumas das decisões tomadas no ano anterior e que, por alguma razão, não fomos capazes de realizar.

Nossas decisões de começo de ano podem ser bem abrangentes, envolvendo atividades ligadas a rotinas e hábitos, como abandonar algum vício ou hábito ruim, ou fazer a leitura de um ou alguns livros, uma mudança no horário de acordar ou dormir, a realização de uma viagem ou mesmo a aquisição de novos bens, ou coisas ligadas à saúde ou aparência, como iniciar novas dietas, freqüentar uma academia, começar a praticar algum esporte, a renovação do guarda-roupas, ou ainda decisões relativas à formação ou ao trabalho, como iniciar algum curso, aprender um novo ofício, buscar uma promoção ou um novo emprego e ainda tem aquelas resoluções relacionais, que vão desde reparação de um relacionamento quebrado – perdoar e buscar perdão – até a decisão de formar uma nova família, noivar e casar. [...]

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Pergunta: Por que em Gênesis 1.1 a Palavra “Céu” Está no Plural?

Pergunta: “Em Gênesis 1.1 – “No princípio criou Deus os céus e a terra.” a palavra “céu” está no plural, enquanto “terra” está no singular. Venho buscando entender esse plural. Podem me ajudar?” – Valdemar Donizeti Bassetto, São Paulo – SP

O professor Adauto Lourenço, responde a esta pergunta.


Resposta:

Gênesis 1:1 é um resumo de toda a criação de Deus, descrita nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.
A palavra céu ocorre no plural por serem vários, mais especificamente três, na terminologia bíblica.
O primeiro céu é o que chamamos de atmosfera da Terra (onde ficam as nuvens e voam aves e aviões).
O segundo céu é o espaço sideral (onde ficam os corpos celestes – planetas, luas, estrelas, galáxias – e onde viajam as naves espaciais).
O terceiro céu é mencionado apenas pelo apóstolo Paulo em II Coríntios 12.

Veja porque o primeiro e o segundo céus foram criados no segundo dia:

Verso 8: “E chamou Deus o firmamento Céus.” (Segundo dia).
Verso 14: “Haja luzeiros no firmamento dos céus.” (Quarto dia. Note que os céus já existiam).
Verso 20: “Voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus.”  (Quinto dia. Note que os céus já existiam).

Este assunto é tratado no livro “Gênesis 1&2: A Mão de Deus na Criação“, capítulo 9, “Os Três Primeiros Dias de Criação”.

Adauto Lourenço Adauto Lourenço é formado em Física pela Bob Jones University; possui mestrado em Física, obtido na Clemson University, EUA. Realizou pesquisas no Max Planck Institut für Strömungsfurchung, em Göttingen, Alemanha e no Oak Ridge National Laboratory, EUA. É professor, pesquisador, escritor, e tem realizado seu ministério na área de apologética (fé e ciência; criacionismo; etc.) através de palestras em igrejas e seminários de todo o Brasil e outros países. Adauto é casado com Sueli, e o casal tem três filhas: Quezia, Joyce e Sarah.

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Por Quem Cristo Morreu?

Por John Owen

Por Quem Cristo Morreu?

O Pai impôs sua ira devida a, e o Filho suportou a punição por:

Todos os pecados de todos os homens,
Todos os pecados de alguns homens ou
Alguns dos pecados de todos os homens.

Neste caso, podemos dizer:

Que, se o último caso é verdadeiro, todos os homens têm alguns dos pecados pelos quais tem de responder, e, portanto, ninguém é salvo.

Que, se o segundo caso é verdadeiro, então Cristo, sofreu em lugar deles por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. E isto é a verdade.

Mas, se o primeiro caso é verdadeiro, por que todos os homens não são livres da punição devida aos seus pecados?

Você responde: “Por causa de incredulidade”.

Eu pergunto: esta incredulidade é pecado ou não? Se é, então Cristo sofreu a punição devida a ela, ou ele não sofreu. Se ele sofreu, por que isso tem de impedi-los, mais do que quaisquer outros pecados pelos quais Cristo morreu? Se Cristo não sofreu tal punição, ele não morreu por todos os pecados deles!

Este é um trecho da obra de John Owen “A Morte da Morte na Morte de Cristo”, Livro 1, Capítulo 3.

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Pergunta: Como Direcionar as Pessoas a Serem mais Bibliocêntricas e Cristocêntricas?

Pergunta: “Como direcionar as pessoas a serem mais bibliocêntricas em suas vidas, e, sendo assim, cristocêntricas, para que a base de suas vidas e práticas não seja meramente a busca de experiências, visões, profecias, etc.? Por atuar principalmente num meio onde tais manifestações são comuns, meu alvo é poder ver cristãos, mesmo congregando em igrejas que tenham tais práticas, a serem mais bíblicos e fiéis.” – Robson Alves de Lima, Navegantes – SC

Pr. Josafá Vasconcelos, responde a esta pergunta.


Resposta:

Uma forma objetiva e direta de fazer com que a Igreja priorize as Escrituras é fazendo-a conhecer a doutrina da SUFICIÊNCIA DAS ESCRITURAS.

É preciso que a Igreja creia que a Bíblia é a Palavra infalível, inerrante, autoritativa e final de Deus! Que a ela nada se acrescentará em tempo algum, portanto não devemos seguir outra orientação porque só ela é: lampada para os pés e Luz para o caminho e também porque “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja prefeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17). Só ela é a ÚNICA regra de Fé e Prática.

Dificilmente os crentes vão valorizar devidamente as Escrituras enquanto houver uma “competição” entre a Bíblia e os chamados dons de revelação. Não há “duas Palavras de Deus”! Os dons de revelação existiram e foram dados pelo Espírito Santo para a Igreja, num momento em que as Escrituras não estavam ainda completas, mas tendo chegado o conhecimento “perfeito”, o que era em parte foi aniquilado! (1 Cor. 13: 8-10; Hb 1:1). Só assim, haverá o devido apreço e amor pelas Escrituras na Igreja de Jesus Cristo.

Pr. Josafá Vasconcelos.

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Pergunta: Temos uma Desculpa para Pecar?

Pergunta: “Lá em Romanos: 7.14-20, fala que o pecado que habita em mim esse eu o faço: Isso é uma desculpa para um cristão continuar pecando? Por que lá em Colossenses: 3.5, fala pra matar a nossa natureza terrena por que agora que somos de Cristo, somos nova criatura (I Cor:5.17). Então me explique o que Paulo quis dizer em Romanos: 7.14-20?” – Silviney de Souza Ferreira, Caucaia – CE

Sillas Campos, pastor da P.I.B. de Tupã, responde a esta pergunta.


Resposta:

Prezado irmão Silviney:
Graça e paz!
Em Romanos 7:14 Paulo inicia um tratado sobre o conflito das duas naturezas.  Este trecho de Romanos tem sido uns dos versos mais debatidos no Novo Testamento.  João Calvino e vários outros bons teólogos defendem que Paulo está descrevendo o conflito que todo pecador regenerado tem com as inclinações pecaminosas ainda presentes em seu corpo mortal.  Por isso o texto de Colossenses 3:5, e por isso também Paulo disse, em 1 Cor. 9:27,  que subjugava seu próprio corpo, e o reduzia à servidão para que de alguma maneira não viesse a ficar reprovado.

Logo, quanto a Romanos 7:14-25 poderíamos dividí-lo assim:.

   (a) Romanos 7:14-17 - Paulo fala da sua incapacidade de evitar aquilo que ele desaprova.
   (b) Romanos 7:18-20 – Paulo fala de sua incapacidade de praticar aquilo que ele aprova.
   (c) Romanos 7:21-25 - Finalmente ele conclui essa discussão mostrando a solução e livramento de Deus para esta crise.

Mas devo dizer que estamos expostos  a dois extremos perigosos:  Primeiro, cuidado para não usar este texto de Romanos como justificativa para uma vida cristã relaxada.  Segundo, cuidado para não usar versos da Bíblia sem contexto (como alguns fazem com 1 Cor.5:17, por exemplo) para desenvolver a teologia da vida cristã vitoriosa, sem pecado. Isso é uma ilusão falaciosa.

Romanos 8 fala sobre mortificarmos o pecado que ainda existe em nós. Temos este pecado remanescente que precisa ir sendo eliminado de nossas vidas. Isso não acontece do dia para a noite, mas temos de nos esforçar, com diligência, para eliminarmos aqueles ranços de pecado que ainda permanecem em nós. Em Gálatas 5.16 Paulo fala sobre não darmos lugar à carne e manda que vivamos no Espírito. Temos de viver em submissão à Palavra e ao Espírito de Deus diariamente,  lutando contra nossos três inimigos: o Diabo, o mundo, e a carne.

A grande diferença entre a carne antes e depois da salvação é que depois da salvação nós a odiamos e rejeitamos e desejamos obedecer a Deus e nos assemelharmos a Cristo para honrarmos e glorificarmos nosso Pai. E nosso Pai provê tudo que precisamos para vivermos em obediência. Ele nos deu aquilo que chamamos de meios da graça: oração, leitura bíblica, comunhão com os irmãos em Cristo, participar dos cultos de sua igreja local, ceia do Senhor, evangelismo. O apóstolo Paulo também fala em Efésios 6 como podemos nos revestir de toda a armadura de Deus para fugirmos das setas inflamadas do diabo. Devemos seguir seu conselho sábio.

Sillas Campos Sillas Campos recebeu treinamento teológico no San Diego Christian College, EUA. É um dos diretores da Editora Fiel. Foi pastor e fundador da Igreja Batista da Graça, em S. José dos Campos-SP, de 1986 de 1994. Serviu na Igreja Batista de Bragança Paulista e, desde o ano 2000, assumiu o pastorado da P.I.B. de Tupã, onde permanece até hoje. Atualmente, ele é mestrando em Teologia pela Liberty University (Masters of Arts in Theological Studies). É casado com Wanger Campos, com quem tem quatro filhas.

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Enriquecendo-se com a Bíblia

Toda a Escritura é Inspirada por Deus…

Enriquecendo-se com a Bíblia No Brasil, houve um tempo em que o cristão era conhecido como “Bíblia” ou “aquela gente do livro de capa preta”.

Embora esse apelido fosse empregado de forma depreciativa pelos de fora da igreja, assim como quando o próprio termo “cristão” foi cunhado pela primeira vez, em Antioquia, ou “Puritanos”, na Inglaterra do século XVI, permanece o fato de que o apelido evidenciava a ênfase, os valores, as crenças daquele povo. De alguma maneira, o motivo da chacota era também o que tornava os cristãos distintos no mundo em que viviam. É uma pena que, em nossos dias, tal distinção já não seja tão evidente.

Mas, enfim, se há algo que pode ser dito sobre o verdadeiro cristão é de que este ama a Bíblia, o livro dos livros. A Bíblia tem o peso da autoridade da Palavra divina. Este é o argumento do apóstolo Paulo a Timóteo, quando disse que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda a boa obra.” (2 Tim 3.16,17)

Paulo, numa única sentença, afirma de forma clara e inquestionável a autoridade absoluta das Escrituras. E, uma vez esclarecido que Deus é o autor da Bíblia, o apóstolo passar a listar como podemos nos beneficiar dela. Por outro lado, podemos dizer que as Escrituras não serão nada proveitosas ou de muito pouca utilidade em nossas vidas, se antes não a reconhecermos como a Palavra de Deus. João Calvino desenvolveu bem esse raciocínio, ao comentar esse trecho das Escrituras: [...]

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Anorexia – As Garras Afiadíssimas de uma Terrível Doença

“…Por que tanto emagreces de dia para dia?” ( 1 Samuel 13.4).

Anorexia - As Garras Afiadíssimas de uma Terrível Doença Eu não devo ler e estudar a Bíblia como quem caça palavras aqui e acolá, com a finalidade de escrever um artigo ‘com respaldo bíblico’. Não. Ela é a Palavra de Deus que fala sobre a Sua Graça Salvadora, e fala sobre o Salvador. Diz sobre como podemos nos preparar para viver bem com Deus aqui, e também na eternidade, entre outros importantes assuntos doutrinários e para a alma. Eu não vou encontrar em nenhuma chave-bíblica palavras como “anorexia”, “automóvel”, “patente”, “creme dental”, etc. e, a partir daí, tentar provar que o apóstolo Paulo dirigia um Volkswagen, patenteou a Carta aos Tessalonicenses no Instituto Palestino de Marcas, e escovava os dentes com Colgate.

Mas a Bíblia também é um livro para a família, e quando um de seus membros sofre, tantos sofrem junto. Nas páginas das Escrituras encontraremos também histórias, todas colocadas por Deus para algum ensino proveito nosso (veja, Rm 15.4), de maneira que nas partes onde ela narra conflitos e lutas pessoais, fraquezas e fracassos de homens e de mulheres – e tem até um magnífico tratado de corrida pela felicidade e pela paz de espírito nas páginas do Eclesiastes, possamos encontrar apoio, orientações e conforto para os dramas da vida. É possível notar que homens e mulheres podem vir a sofrer na alma e na mente. Cabem perguntas na Bíblia como “Por que estás abatida, ó minha alma?” E ver isto se manifestando no corpo. [...]

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